segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ALERTA CONTRA O LIVRO A VINDA DO CONSOLADOR


Alerta Contra o Livro "A Vinda do Consolador"
Apesar de escrito há mais de 70 anos, por um pastor e professor de teologia adventista que admitiu ter ido buscar argumentos para compô-lo em literatura católica e evangélica não-adventista, o livro A Vinda do Consolador pode ainda ser encontrado inclusive nas livrarias do Sels aqui no Brasil. Afinal, tornou-se um clássico na defesa da existência de uma terceira pessoa divina e obviamente do culto à Trindade entre aqueles que até então professavam "guardar os mandamentos de Deus (o Pai) e manter a fé de Jesus (cujo Deus era unicamente o Pai)".
Quem a lê com atenção, percebe que, nessa obra, LeRoy Edwin Froom (1890-1974) reduz Jesus Cristo a mero coadjuvante do Espírito Santo, que teria assumido sozinho a conclusão do plano da salvação, e faz daquela presença que nos deveria ser fonte de consolo, um Substituto e sucessor do Pai e do Filho! Para Froom, o Movimento do Advento surgiu, de fato, no Século XX para restaurar a crença na Trindade e a soberania do Espírito Santo.
Nossos comentários, em azul (letra manuscrita), antecedem trechos selecionados desse tal livro. Os destaques em vermelho (negrito) e marcador amarelo, para expressões e frases-chave do livro, também são nossos.

Embora Cristo Jesus tenha dito que os discípulos seriam consolados pelo Espírito de Deus, que Ele próprio e o Pai viriam morar no interior dos discípulos e que Ele (Jesus mesmo!) não os deixaria órfãos e estaria com eles todos os dias até a consumação dos séculos, Froom afirma em seu livro que o Espírito Santo, mais que "representante", é o SUBSTITUTO e SUCESSOR de Jesus Cristo. Froom o denomina "Vigário de Cristo na terra", digno de obediência e adoração.
Para Froom, os discípulos e a Igreja de hoje deveriam esperar primeiramente pela vinda do Espírito Santo, em lugar de priorizar a segunda vinda de Jesus Cristo. Aliás, para Froom, aquilo que ele chama de "Dispensação do Filho" durou apenas 33 anos, enquanto a "Dispensação do Espírito" vem desde o Pentecoste e irá supostamente até a segunda vinda.
Em nenhum momento de seu livro A Vinda do Consolador, Froom destaca a obra expiatória de Jesus Cristo no Santuário Celestial. Para ele, o deus que está em atividade em nossos dias é o Espírito Santo. O Pai e o Filho já tiveram Sua oportunidade, mas agora é como se estivessem na arquibancada, apenas observando o Espírito Santo jogar. Conseqüentemente, segundo seu raciocínio, a Igreja tem o Espírito Santo como Sua cabeça e é a Ele que deve atender sem se importar com Cristo, cujo tempo definido para agir já teria passado.
Leia você mesmo o que ele escreveu:
A Dispensação do Espírito
Seguindo essa ordem, observe-se em primeiro lugar a explícita declaração da vinda do Espírito Santo. Podemos ficar impressionados com o fato de que tão verdadeiramente quanto os profetas anunciaram o advento de Jesus, assim Ele anuncia a vinda de outro, semelhante a Ele, e Seu Sucessor. Assim que um subiu, o outro desceu. E o mesmo reconhecimento de autoridade e deferência prestado pelos discípulos ao seu Senhor, devia ser dado ao Espírito Santo como vigário de Cristo na Terra.
Como Cristo teve um tempo definido para Sua missão, também a missão do Espírito teve o seu tempo definido, Sua dispensação especial do Pentecoste à Segunda Vinda. Ele é uma Pessoa da Divindade que veio à Terra de modo determinado, em tempo específico e para uma obra definida, e aqui tem estado desde então, de maneira tão real como Jesus aqui esteve durante trinta e três anos em Sua missão especial.
"A dispensação em que vivemos deve ser, para os que pedem, a dispensação do Espírito Santo." - Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 511.
Estamos sob a guia direta e pessoal da terceira Pessoa da Divindade tão realmente como os discípulos estiveram sob a liderança da segunda Pessoa. -- LeRoy Edwin Froom, em A Vinda do Consolador, págs. 26-27.
Note como Froom desconsidera o atual ministério de Jesus Cristo no santuário celestial. Perceba como ele faz de Jesus um personagem ultrapassado, ligado a um evento distante, do qual estamos separados por quase dois mil anos. Veja como Froom insiste em retirar Jesus de cena para inserir um terceiro personagem, criado pela fértil mente de homens que abandonaram a Palavra de Deus para dessedentar-se nas cisternas rotas do paganismo e das suposições intelectuais de filósofos e teólogos.
Em lugar de representar a Jesus, o Espírito Santo de Froom ocupa o lugar dEle! A Vinda do Usurpador, talvez, teria sido um nome mais adequado ao conteúdo do livro.
Jesus foi a personalidade mais influente e marcante neste velho mundo, e o Espírito Santo foi designado para preencher a Sua vaga. Nada a não ser uma Pessoa poderia substituir aquela maravilhosa Pessoa. Nenhuma simples influência seria suficiente. -- LeRoy Edwin Froom, em A Vinda do Consolador, pág. 42.
O conteúdo do livro A Vinda do Consolador é, sem dúvida, a doutrina do Anticristo, que pretende para si o lugar do Filho de Deus e do próprio Deus. Está redigido em linguagem aparentemente inspiradora, recheada de citações de Ellen G. White, mas tem o propósito de enganar até mesmo os escolhidos dentre os adventistas do sétimo dia.
O deus Espírito que esse livro apresenta, pretende haver superado Deus Pai e o Filho de Deus, complementando agora, no coração do homem, o trabalho que Eles não teriam sido capazes de concluir.
O Pai falhou ou agiu de modo incompleto, na opinião de Froom, porque apontou apenas Sua lei aos homens e, assim, não pôde salvá-los. Veio Jesus Cristo e propiciou a reconciliação, mas teria faltado -- na opinião de Froom! -- o "poder santificante e habilitador" do Espírito Santo.
Para os judeus do Antigo Testamento, segundo Froom, o teste de fé teria sido crer em um único Deus e servi-Lo, obedecendo Sua lei e tendo a guarda do sábado como sinal desse acordo. Para os discípulos, aceitar também a Jesus como Filho de Deus e Redentor teria sido o novo teste. Nestes últimos dias, submeter-se a uma terceira pessoa da Trindade seria o teste final de fé para a Igreja!
Froom entende a revelação crescente da divindade como um gradual acréscimo de pessoas divinas ao foco de nossa fé. Teste 1: Você, judeu, seria capaz de acreditar em UM Deus (o Pai)? Teste 2: Você, cristão, seria capaz de acreditar em DOIS Deuses (Pai e Filho)? Teste 3: Você, adventista, seria capaz de acreditar em TRÊS Deuses (Pai, Filho e Espírito)? É mais ou menos isso o que ele diz, como você verá abaixo.
Quanto maior o número de "deuses verdadeiros" em que você acredita, maior é a fé que você tem! Certo? De maneira nenhuma, mas a Igreja Adventista do Sétimo Dia pensa assim, tanto é que até hoje publica esse livro de Froom e muitos outros que nele se baseiam.
Antes de Cristo vir como homem, o Pai era a Pessoa mais notável no horizonte da Divindade; quando Jesus veio, a segunda Pessoa ocupou o horizonte; e nesta dispensação do Espírito, a terceira Pessoa é quem o ocupa, culminando assim as progressivas provisões de Deus.
Na dispensação do Pai, destacava-se o padrão da lei; na dispensação do Filho, adiciona-se a reconciliação; na dispensação do Espírito, acrescenta-se poder santificante e habilitador. Essas dispensações são, portanto, cumulativas, cada uma reforçando e suplementando a outra.
Em cada dispensação a espiritualidade da Igreja tem sido condicionada a sua adesão à principal verdade revelada para o seu tempo. O padrão de justiça foi erguido, foram manifestos os meios de reconciliação e expiação, e por último, o agente que aplica esses benefícios ao homem salienta-se agora de maneira notável.
Os três grandes testes históricos da fé em relação com a divindade são: Primeiro, no período anterior à encarnação, o teste de "um Deus" versus politeísmo, e o direito de Deus de governar tendo a lei como padrão e o sábado como sinal; segundo, se, no primeiro advento de Cristo, aqueles que passaram no primeiro teste aceitariam Jesus como Filho de Deus e Redentor; terceiro, tendo passado nos dois primeiros testes, submeter-nos-íamos plenamente ao Espírito Santo para que torne eficaz em nós tudo o que foi feito por nós.
Estes fundamentos são amplos e abarcam tudo que é vital ao divino plano da salvação. -- LeRoy Edwin Froom, em A Vinda do Consolador, págs. 51-52.
O ardiloso Froom, inspirado pelo inimigo de Deus, nosso Pai, e assassino de Seu Filho, Jesus Cristo, tenta fazer com que a crença na Trindade seja vista como oposição à Igreja de Roma, que tem exatamente nessa doutrina sua principal razão para vislumbrar a subordinação de todas as denominações cristãs ao Catolicismo. Mas Froom coloca o Espírito Santo como alvo da usurpação papal, em lugar de Cristo, a cabeça da Igreja.
E seduzido pela adoração de um atributo divino, em lugar do próprio Deus, Froom faz com que grandes acontecimentos da história da Igreja Cristã pareçam estar ligados à crença na individualidade e atual superioridade da suposta pessoa do Espírito Santo.
Refere-se a "três grandes movimentos contrários ao papado": a Reforma de Lutero, no século XVI; o reavivamento evangélico de Wesley (século XVIII); e "a Reforma do Século XX, o Movimento do Advento", que ele situa a partir de 1888, como um movimento de conclusão das reformas do passado e "restauração do Espírito Santo ao Seu devido e soberano lugar na fé".
Note que Froom não faz qualquer referência ao Movimento Millerita e à compreensão de que no período celeste equivalente ao ano terrestre de 1844, iniciou-se no Céu uma nova fase do ministério de Cristo no segundo compartimento do santuário celestial.
O surgimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia no cenário profético nada representa para Froom, em comparação a um suposto "Movimento do Advento" liderado por ele próprio para incluir a doutrina da Trindade entre as crenças adventistas.
Esse assunto adquiriu tanta importância para ele que chegou a concluir que a chuva serôdia não viria se não passássemos a crer e cultuar a essa terceira pessoa divina, denominada Espírito Santo!
As décadas que já se sucederam após essa apostasia, sem que tenha havido qualquer evidência de especial favor do Céu sobre a IASD, somadas à ausência de fundamentação bíblica consistente para a doutrina da Trindade, são prova inequívoca de que Froom estava errado. Aliás, fatos terríveis já denunciados aqui e outros que ainda serão, demonstram que os espírito que desde então domina a IASD nada tem de divino.
O aspecto distintivo do papado, sem o qual este não existiria, é a pretensão de que o papa é o vigário ou sucessor de Cristo. O traço que distingue o protestantismo - sem o qual este não existiria - é a alegação de que o Espírito Santo é o verdadeiro vigário ou sucessor de Cristo na Terra. Depender de organização, líderes ou sabedoria humana, é colocar o humano no lugar do divino, e, portanto, adotar um princípio católico romano.
Completa-se a Reforma Internacional
Surgiram três grandes movimentos contrários ao papado: a Reforma do século XVI, liderada por Lutero; o reavivamento evangélico dirigido por Wesley e seus associados; e o movimento e mensagem dos últimos dias.
A Reforma de Lutero foi necessária porque nos primeiros séculos de nossa era o Espírito Santo foi destronado e Constantino foi feito o patrono da Igreja. Por causa dos acontecimentos materialistas, os homens perderam de vista a justificação pela fé, por terem abandonado sua lealdade ao Espírito Santo. Portanto, perderam a aplicação da morte de Cristo pelo Espírito Santo, em resposta a uma fé pessoal.
O reavivamento evangélico foi necessário porque a Igreja da Reforma perdera sua visão de santificação, e Wesley foi chamado para promover a santidade. Essa visão achava-se toldada porque a Igreja deixara de atender ao Espírito Santo. Este é assim chamado, não por ser mais santo do que as outras Pessoas da Divindade, mas porque uma de Suas funções especiais é cultivar a santidade no homem. Os clérigos caçadores de raposas, tão comuns no século XVIII, pouco se incomodavam com Deus ou com a salvação de almas. Mas Wesley e o Holy Club de Oxford restauraram a verdade da santificação de vidas humanas para servirem a Deus.
A Reforma do século XX, ou o Movimento do Advento, surgiu segundo o propósito de Deus, para completar aquelas inconclusas reformas do passado. Requer, não só o pleno repúdio de todas as perversões introduzidas pelo papado, como também completa restauração do Espírito Santo a Seu devido e soberano lugar na fé, na vida e no serviço do cristão.
É a plena aceitação deste fato que ocasiona o derramamento da chuva serôdia em nosso tempo desde 1888, cujo poder, no entanto, ainda espera por nós. A inevitável lógica aqui é indiscutível. -- LeRoy Edwin Froom, em A Vinda do Consolador, págs. 66-67.
Nos parágrafos abaixo, Froom desenvolve com maior insistência a idéia de que a Igreja Adventista do Sétimo Dia deveria entregar-se ao comando da suposta terceira pessoa da Trindade para, então, ser agraciada com poder para concluir a Obra. Ele se esqueceu de que, segundo relato inspirado, a terceira pessoa celeste que pretendia a divindade era exatamente o Dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás.
Embora cite aqui e ali frases isoladas atribuídas à Sra. White, Froom não inclui em nenhum dos capítulos do livro o relato que encontramos em Primeiros Escritos, págs. 54-56:
Vi um trono, e assentados nele estavam o Pai e o Filho. Contemplei o semblante de Jesus e admirei Sua adorável pessoa. Não pude contemplar a pessoa do Pai, pois uma nuvem de gloriosa luz O cobria. Perguntei a Jesus se Seu Pai tinha a mesma aparência que Ele. Jesus disse que sim, mas eu não poderia contemplá-Lo, pois disse: "Se uma vez contemplares a glória de Sua pessoa, deixarás de existir." Perante o trono vi o povo do advento - a igreja e o mundo. Vi dois grupos, um curvado perante o trono, profundamente interessado, enquanto outro permanecia indiferente e descuidado. Os que estavam dobrados perante o trono ofereciam suas orações e olhavam para Jesus; então Jesus olhava para Seu Pai, e parecia estar pleiteando com Ele.
Uma luz ia do Pai para o Filho e do Filho para o grupo em oração. Vi então uma luz excessivamente brilhante que vinha do Pai para o Filho e do Filho ela se irradiava sobre o povo perante o trono. Mas poucos recebiam esta grande luz. Muitos saíam de sob ela e imediatamente resistiam-na; outros eram descuidados e não estimavam a luz, e esta se afastava deles. Alguns apreciavam-na, e iam e se curvavam com o pequeno grupo em oração. Todo este grupo recebia a luz e se regozijava com ela, e seu semblante brilhava com glória.
Vi o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se. Então Jesus Se levantou do trono e a maior parte dos que estavam curvados ergueram-se com Ele. Não vi um raio de luz sequer passar de Jesus para a multidão descuidada depois que Ele Se levantou, e eles foram deixados em completas trevas. Os que se levantaram quando Jesus o fez, conservavam os olhos fixos nEle ao deixar Ele o trono e levá-los para fora a uma pequena distância. Então Ele ergueu o Seu braço direito, e ouvimo-Lo dizer com Sua amorável voz: "Esperai aqui; vou a Meu Pai para receber o reino; guardai os vossos vestidos sem mancha, e em breve voltarei das bodas e vos receberei para Mim mesmo." Então um carro de nuvens, com rodas como flama de fogo, circundado por anjos, veio para onde estava Jesus. Ele entrou no carro e foi levado para o santíssimo, onde o Pai Se assentava. Então contemplei a Jesus, o grande Sumo Sacerdote, de pé perante o Pai. Na extremidade inferior de Suas vestes havia uma campainha e uma romã, uma campainha e uma romã. Os que se levantaram com Jesus enviavam sua fé a Ele no santíssimo, e oravam: "Meu Pai, dá-nos o Teu Espírito." Então Jesus assoprava sobre eles o Espírito Santo. Neste sopro havia luz, poder e muito amor, alegria e paz.
Voltei-me para ver o grupo que estava ainda curvado perante o trono; eles não sabiam que Jesus o havia deixado. Satanás parecia estar junto ao trono, procurando conduzir a obra de Deus. Vi-os erguer os olhos para o trono e orar: "Pai, dá-nos o Teu Espírito." Satanás inspirava-lhes [soprava-lhes, no original] uma influência má; nela havia luz e muito poder, mas não suave amor, alegria e paz. O objetivo de Satanás era mantê-los enganados e atrair de novo e enganar os filhos de Deus. -- Primeiros Escritos, págs. 54-56.
Deus não nos deixou desavisados contra as novas tentativas satânicas para apropriar-se da adoração e submissão devidas unicamente ao criador. Conforme está previsto, ele ainda procura sentar-se no lugar de Deus, querendo parecer Deus e engana a muitos, como LeRoy Edwin Froom. Mas os filhos de Deus, cuja fé se fundamenta unicamente nos escritos inspirados, não serão enganados. E ainda que o sejam, será por pouco tempo.
...Somos assim forçados a concluir que a maior falta da Igreja remanescente, do que ela necessita acima de tudo, é o poder do Espírito Santo prometido a fim de prepará-la para a sua obra final.
Homens, dons, métodos, legislação, tudo isso é maquinaria morta, a menos que seja vitalizada e tornada eficaz pelo Espírito do Pentecoste. O profeta pode pregar aos ossos no vale, mas é o sopro do Céu que os fará viver. Nossa grande falta não consiste em mais fervor, mais oportunidade, mais força, mais atividade; é a nossa atitude de indiferença para com o Espírito Santo.
Estamos procurando prestar serviço aceitável enquanto negligenciamos o único poder pelo qual podemos realizá-lo. Na igreja, como no mundo, tudo é pressa, velocidade, pressão. Somos tão ocupados que não temos tempo para o que é mais necessário. Nossas mãos estão cheias, mas o coração quase sempre vazio. O movimento missionário vai muito além do espírito missionário." - Historical Sketches, pág. 294. Se deploramos as limitações de nossas atividades, não deveríamos preocupar-nos muito mais com a nossa mais profunda necessidade?
A Igreja acha-se atualizada. Dispõe de excelente organização e maravilhosa maquinaria. Suas rodas estão magnificamente ajustadas. Mas falta-lhe poder. A despeito de todas as nossas utilidades, não temos o poder de conversão que deveria marcar a Igreja remanescente. Recuamos no conflito com o mundanismo, a descrença, a injustiça. Enquanto a Igreja está evangelizando o mundo, o mundo está secularizando a Igreja, e assim os esforços desta são neutralizados. A fim de atrair e interessar as pessoas, os pastores recorrem a métodos mundanos, míseros expedientes em lugar do poder do alto. E humilhante pensar em alguns desses expedientes do mundo que são usados, e são tão desnecessários.
O mundo hoje acha-se coberto de nossas atividades missionárias. Existe, porém, na maioria dos setores, uma penosa desproporção entre nossas atividades e dons, e os resultados líquidos. Cada ano que passa aumenta o custo de cada alma ganha, enquanto diminui o número de almas ganhas por cada obreiro. Isso deve assustar-nos, sim, alarmar-nos.
Por que tão pouco se consegue com tão grande exército? Ah, nosso relacionamento com o Espírito Santo é demasiadamente ignorado - e isto em Sua própria dispensação. Onde estão os h­mens cheios do Espírito Santo como aqueles dos dias apostólicos? Corremos gravíssimo perigo de depender de homens, métodos e dinheiro, em vez de confiar nAquele que, exclusivamente, pode suscitar homens, dirigi-los e vitalizá-los, equipá-los com os métodos corretos, e prover e abençoar o dinheiro necessário. -- LeRoy Edwin Froom, em A Vinda do Consolador, págs. 131-132.
Quantos milhares, talvez milhões, de adventistas já não foram temporária ou definitivamente enganados por esse livro de Froom -- A Vinda do Consolador -- e todos artigos, sermões e outros livros que dele se derivaram? Afinal, trata-se de um livro avaliado, impresso e recomendado por pastores e teólogos da igreja que se denomina "a menina dos olhos de Deus"...
Serão punidos os responsáveis por esse afastamento da Verdade? Creio que sim, mas nada nos inocenta perante Deus numa situação dessas de crença e defesa do erro por tanto tempo, uma vez que a Escritura nos recomenda não confiar nossa salvação a terceiros. Temos de pedir-Lhe perdão e voltar ao estudo da Bíblia por nós mesmos. "Maldito o homem que confia no homem!" é o conselho inspirado.
A salvação é individual, mas muitos de nós estamos nos perdendo em grupos (igrejas inteiras) por não investigarmos individualmente o que diz a Bíblia e contentar-nos com o alimento pré-mastigado e pré-digerido que os pastores nos servem.
Como podemos permitir, irmão, que um outro ser nos seja apresentado como Substituto de Cristo, quando a Bíblia não confere a ninguém essa atribuição? Quem bate à porta do coração de Laodicéia, pedindo para entrar é Cristo. Ele e Seu Pai fazem morada no interior daqueles que cumprem Seus mandamentos. Não mandam ninguém em Seu lugar.
Como podemos admitir que alguém afirme que, no passado, Deus invadia a mente e experiência humanas sem considerar o livre arbítrio de Seus filhos, que podiam aceitá-lo ou não?
Como podemos aceitar que alguém reduza a importância da Encarnação do Filho de Deus, considerando-a apenas um "fato positivo, divino milagre", enquanto supervaloriza a ação do suposto Espírito Santo no coração dos pecadores, declarando ser isso "o supremo mistério da graça de Deus"?
Como não suspeitamos de um personagem espiritual que anda à procura de corpos humanos para morar? Isso não nos faz lembrar daquele incidente em que espíritos maus pediram a Jesus que fossem mandados para os corpos de uma manada de porcos?
Não devemos fazer coisa alguma que desagrade ou afaste este Ser celestial. Devemos tratá-Lo como hóspede bem-vindo, porque Ele é muito sensível à recepção que Lhe damos; sem nunca intrometer-Se, entra alegremente pela porta aberta, e aceita todos os convites. Ele, porém, não entra e nem permanece em nós sem nosso pleno consentimento.
Nas eras passadas o Espírito, consoante Sua soberana vontade, operava nos objetos de Sua graça e, de acordo com o Seu beneplácito, visitava os corações solitários. Mas nesta dispensação Deus instituiu certas leis universais sobre a Sua operação e nossa cooperação. E Ele próprio, de modo meticuloso, reconhece Suas próprias leis. Ele respeita a liberdade da vontade humana, jamais forçando a inestimável benção de Sua presença nos corações que não a desejem. Ele bate, esperando ser reconhecido e reclamado, e opera na alma quando cooperamos em obediência.
O Supremo Mistério da Graça Divina
O mistério de Belém, embora incompreensível, é um fato positivo. A formação de um corpo para o Filho de Deus, pelo poder do Espírito Santo, e a habitação desse Espírito no Cristo de Belém, constituem certamente um divino milagre. Mas vir agora o mesmo Espírito habitar em homens e mulheres pecadores, é o supremo mistério da graça de Deus.
O Espírito de Deus busca um lugar de habitação em nosso corpo. Deus criou o homem originalmente sem pecado para esse fim. Por causa do pecado o plano primordial de Deus foi frustrado, e em vez de ser cheio do Espírito de Deus, o homem é cheio do próprio eu e do mundo. Pelo primeiro pecado de Adão a comunhão foi rompida e a união desfeita. Mesmo, porém, neste reino de pecado Deus está lutando para reaver a posse da cidadela da alma.
Foi este o propósito da vinda do segundo Adão - recuperar o domínio perdido e fazer do homem novamente "o templo do Espírito Santo" (1 Cor. 6:19 e 20), restaurando assim a interrompida comunhão entre Deus e o homem.-- LeRoy Edwin Froom, em A Vinda do Consolador, págs. 158-159.
Deus não precisa de nosso corpo para morar, mas Ele aceita habitar-nos para nos confortar, iluminar e, acima de tudo, salvar de nossos vícios e omissões. Com Sua presença e a de Seu Filho, capacita-nos a abandonar o pecado e praticar a justiça.
É a esse Deus único que devemos temer e dar glória, através de nossas boas obras. Ele nos amou tanto que enviou Seu Filho para revelar-Se completamente a nós, em Sua vida, morte e ressurreição. Agora, espera que reajamos positivamente a essa revelação de amor, dedicando-nos exclusivamente a Ele e a nenhum outro que se intitule deus ou pretenda Seu lugar. -- Robson Ramos

A MAIOR MARAVILHA DOS SÉCULOS


A Maior Maravilha Dos Séculos

Corno você acha que era Jesus quando esteve aqui na terra?

Era alto ou baixo? Musculoso ou magro? Felizmente os escritos de Ellen G. White nos dão muitas descrições da aparência física de nosso Senhor. Ao obtermos um quadro mais claro de Jesus, não podemos deixar de nos aproximar dEle.

Uma das maneiras para começar a descrição de uma pessoa é descrever as roupas que ela usa. Em minha pesquisa encontrei mais de trinta referências ao vestuário de Cristo quando jovem trabalhando. Depois de iniciado o Seu ministério, ele usava vestimenta rústica, freqüentemente empoeirada com marcas de viagem. Ele não vestia nada que mostrasse posição. Um de Seus trajes era descrito como aparentemente feito sem bainha. Ele nunca se exibiu em roupas custosas ou nas ricas vestimentas dos líderes religiosos de Seu tempo.

Ele se vestia com um traje simples e Se identificava com os pobres.

Provavelmente a próxima coisa que poderíamos observar em Jesus é que Ele usava barba. Ele não estava em rebelião contra os padrões existentes na época, porque aparentemente a maioria dos homens usava barba naquele tempo.

Ele viajava quase exclusivamente a pé, e sua aparência era usualmente a de um viajante tendo nas roupas o pó da estrada. Sua estrutura física não era maculada por qualquer defeito. Ele era forte e saudável, e não havia traço de pecado em seu semblante. Tinha uma forma perfeita, inigualada com quem quer que seja que vivesse sobre a terra. Era um pouco mais alto em estatura do que os homens que viviam então. Ele tinha uma apresentação nobre e caminhava com a dignidade de um rei. Seu porte nobre e divino perturbou Herodes e Pilatos durante o Seu julgamento. Contudo, apesar disso, uma peculiar gentileza e marcante amabilidade eram características notáveis. As crianças gostavam de subir em seus joelhos. Quando os sacerdotes se arriscaram a voltar ao templo depois de terem sido expulsos, ficaram embaraçados e muito perplexos ao ver Jesus assentado no pátio do templo ensinando o povo. Junto a Ele estavam as crianças, algumas delas até adormecidas em seu colo.

Há mais de vinte referências nos escritos da Sra. White descrevendo a sua face além de, no mínimo, seis mais descrevendo o formato dos olhos. Sua fronte era larga e alta, fazendo lembrar uma das descrições de Lúcifer no Céu antes da queda. Sua face revelava inteligência, pureza e inocência. Às vezes expressava alegria, mas freqüentemente uma sombra lhe perpassava o rosto ao sofrer a agonia de ser rejeitado pelo seu próprio povo escolhido. Quando esteve no barco durante a tempestade, o clarão do relâmpago revelou a paz celestial em sua face ao acordar. Seu rosto era freqüentemente iluminado pela divina luz. Às vezes era iluminado por um brilho celestial enquanto orava. Certa vez foi iluminado como se um raio de sol brilhasse sobre Ele.

Durante o julgamento Sua face estava marcada pela exaustão e dor. Contudo, nenhuma expressão carrancuda ou preocupada era visível. Freqüentemente Seu rosto estava pensativo. Quando ele expulsou o povo para fora do templo, Seu semblante parecia fogo consumidor. Expressava indignação, autoridade e poder.

Alguns acham que Jesus nunca sorriu.     

 Entretanto, sabemos que a principal razão pela qual as crianças se sentiam atraídas a Jesus era que o Seu rosto transmitia amor. De fato, por causa da gentileza e do amor sempre estampados em Sua face, as crianças gostavam de se aproximar dEle e se assentar sobre o Seu colo batendo as mãozinhas em Seu rosto, dando-Lhe um pouco de carinho. A compaixão irradiava-se de Sua face. Para a mulher samaritana junto ao poço, Seu semblante irradiava luz. Sua face estampava sempre tranqüila serenidade. Cada expressão demonstrava divina supremacia. Cada vez que Se confrontava com algo errado, Sua face mostrava tristeza extrema. Ele servia aos outros constantemente. Quando realizou o milagre nas bodas de Cana, Seu semblante trazia os sinais do conflito no deserto. Mas Ele Se deleitou em alegrar os convidados fazendo o Seu primeiro milagre. Nem todos apreciavam a beleza em Seu rosto, e durante a cena de zombaria, antes da crucifixão, o sangue correu pelas Suas faces por causa dos espinhos que haviam sido enterrados sobre a Sua cabeça. Na sexta feira, ao arrastar-se debaixo do pesado fardo do madeiro em direção ao calvário, as crianças que O olhavam ficaram chocadas ao ver o sangue coagulado em seco em Seu querido rosto. Poucas horas antes os discípulos haviam visto Sua face coberta com suor do sangue da agonia do Getsemani. Seu rosto manchado de sangue nunca foi esquecido por aqueles que O viram pendente da cruz. Alguns dos que ali estavam converteram-se mais tarde por causa da lembrança persistente do rosto de Jesus.
O que havia em Sua face que atraia atenção de todos? Em grande parte deve ter sido Seus olhos. Conta-se que, embora a humildade marcasse cada olhar, Seus olhos eram iluminados com indizível amor. Seus olhos eram meigos, claros e destemidos. Pureza e bondade irradiava de Seu olhar constantemente. A característica mais evidente em Seus olhos, a qual atemorizava mesmos os fariseus e saduceus, era Sua tremenda compreensão. As pessoas sentiam, como se Ele pudesse ler a completa história de suas vidas em apenas um rápido olhar. Seus olhos eram perscrutadores. Observavam as faces dos homens, convencendo-os do pecado escondido em seus corações.

Através deste breve estudo podemos ver que Deus não nos deixou na ignorância quanto à aparência de nosso Salvador. Embora tenha Ele vivido a quase dois mil anos, podemos conhecê-Lo pessoalmente. Somos aconselhados a passar uma hora de meditação cada dia, estudando a vida de Jesus, da manjedoura ao calvário. Não deve ser um estudo superficial. Deveríamos tomar cada cena de sua vida considerando-a ponto por ponto. Especialmente as cenas finais de Sua vida são significativas para nós. Review 31/10/1974.

Existem muitas maravilhas em nosso mundo. Maravilhas do passado e do presente. A antiga maravilha da China é uma maravilha do Oriente. O majestoso Taj-Mahal é a obra-prima da arquitetura da Índia. A glória da Grécia é ainda o Partenão. O orgulho do Egito são as pirâmides. A ciência da era espacial tem proporcionado ao homem moderno uma variedade de maravilhas: transistores, computadores, baterias solares, foguetes, aeronaves e a magia da televisão. Porém, qual é a maior maravilha do mundo?

A maravilha das maravilhas é mencionada nas Escrituras Sagradas: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. ... E o seu nome será Maravilhoso". Isa. 9:6.

Maravilhoso foi ele ao nascer como o Infante de Belém, e ser crucificado como o Cristo do Calvário. Todos os outros homens tiveram um nascimento natural. Ele, um sobrenatural. Sua encarnação desafia a compreensão.

Cristo teve uma infância maravilhosa. À idade de doze anos foi comparado em inteligência aos homens mais ilustres do Seu tempo. Enquanto ainda jovem, viveu com seus pais em um lar humilde e aprendeu o oficio de carpinteiro.

Ele nunca foi autor. Nunca escreveu algo, exceto na areia o que foi logo obliterado. Todavia, escreveram-se mais livros a Seu respeito, do que de qualquer outro homem. Nem todos os Seus atos extraordinários foram registrados, segundo as palavras de Seu amigo mais íntimo: "Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que fossem escritos". S. João:21:25.

Cristo não era artista. Todavia foi aclamado pelas artes. Os maiores quadros do mundo foram inspirados nEle. A última ceia, de Leonardo Da Vinci; a transfiguração, de Rafael; os inimitáveis retratos de Cristo, de Hoffman, são alguns dos que ornam as maiores galerias de arte do mundo. Ele, que nunca pintou um quadro, é o motivo das maiores obras primas. Como pode ser isso?
        
Cristo não era escultor. Todavia o mundo está cheio de estátuas Suas, como pode ser visto em muitos museus e inumeráveis cemitérios. A maior estátua, o "Cristo Redentor", da América do Sul encontra-se no alto de uma montanha contemplando a cidade do Rio de Janeiro.

Cristo não era engenheiro construtor. Todavia, os mais belos edifícios da cristandade foram dedicados a Ele: A Catedral de Reins, na França; a de São Pedro, em Roma; a Abadia de Westminster, na Inglaterra; e a Catedral de Washington, são alguns exemplos.
Cristo não era músico. Todavia, os maiores oratórios e cantatas foram motivados por Sua vida, como pode ser ouvido nas obras de Haendel, Bach e outros.

Cristo não era advogado. Todavia Sua lei envolve a terra.

Cristo não era jurista. Todavia, por Ele será julgado toda a humanidade.

Cristo não era viajante, não se afastou mais de trinta quilômetros de seu lugar de nascimento. Todavia, Seus seguidores viajam em Seu favor até os confins da terra.

Cristo não era historiador, mas permanece entretanto no ápice da História. Todos os eventos terrestres registrados em livros, cartas, documentos legais, etc., trazem a marca AC ou AD, que significam Antes de Cristo, e, Ano do Senhor,  testificando que Ele andou entre os homens.


Cristo não era rico. Pobreza e privação foram sua sorte conforme indicam Suas palavras: "As raposas têm seus covis e as aves do céu, ninhos. Mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” - Mateus 8:20.
        
Dos animais, na manjedoura, tomou emprestado um lugar ao nascer. De um peixe obteve uma moeda para pagar impostos. De uma criança recebeu pão para alimentar os famintos. De um estranho obteve um animal para viajar. Um pescador proveu-Lhe um barco para atravessar o lago. Um estrangeiro ajudou-O a carregar a cruz.

Um homem abastado proveu-Lhe um lugar para Seu sepultamento. Sua única possessão terrena - a túnica - foi-Lhe arrebatada na crucifixão e tornou-se objeto de aposta entre os seus algozes.

A despeito de Sua pobreza, mais dinheiro é investido na Causa deste Homem do que em qualquer outra causa.

Com se explica isso?

Cristo não era doutor. Era, porém, o grande médico, e curava "toda sorte de doenças e enfermidades" S. Mateus 10: 1.

O sofrimento fugia de sua presença. Quando Ele passava por uma vila, todos os aflitos e sofredores recebiam auxílio. Os males físicos que Cristo curava são deveras expressivos: desordens nervosas, como paralisia, epilepsia etc; enfermidades contagiosas como a lepra; distúrbios mentais, hemorragia, infecções, febre, deformidades, cegueira etc. Jesus nunca dirigiu um serviço fúnebre porque possuía as chaves da morte e da sepultura, e destruiu o poder da morte, ressuscitando pessoas falecidas. Na verdade, Ele era maravilhoso!

Cristo não era psicólogo. Todavia, pessoas de todas as classes sociais vinham consulta-Lo: advogados, professores, secretários, oficiais de governo, autoridades militares, ricos, pobres, criminosos, adúlteros, ladrões, homens com toda espécie de paixões e impulso: rivalidade, orgulho, ciúme, etc. Ele sempre estava disposto a ouvir a quem quer que fosse e em qualquer tempo.

Cristo não foi casado e não tinha família, mas era, porém, um conselheiro perfeito. Não somente aconselhava, mas dava também a solução. Ele restaurava as famílias: devolveu um filho à mãe enlutada; uma filha, a seus pais; um irmão, às irmãs consternadas. Embora não tivesse descendentes diretos, Seus filhos encontram-se hoje em todos os climas e países da Terra.

Cristo não era professor. Nunca freqüentou qualquer escola; não alcançou altas posições e não teve título. Sua mãe foi Sua única professora e a Criação era Sua sala de aula. A natureza era o Seu compêndio. Entretanto, Seu conhecimento e sabedoria causaram admiração aos educadores de Seus dias. Em séculos posteriores, algumas das mais importantes universidades foram fundadas por Sua causa.

O linguajar de seus lábios impressionava os ouvintes que se comoviam aos milhares. Alguns de Seus ensinos mais sublimes foram expressos em linguagem simples. Palavras quase monossilábicas, tais como: "Eu sou o pão da vida". "Eu sou a luz do mundo". Suas dissertações indicavam que Ele era bem informado. A diversidade de assuntos que discorria demonstrava profundidade em Seu conhecimento em muitos setores. Prelecionava sobre botânica, falando sobre árvores, explicando o crescimento das ervas e a função das flores. Em agricultura, falava das sementes, do solo e da colheita. Em meteorologia, referia-se à previsão do tempo, e foi o único meteorologista de todos os tempos que conseguiu realmente controlar as condições atmosféricas.

Cristo não era sociólogo, mas era tudo para todos. Ajudou a uma mulher em dificuldades, numa festa de casamento. Socorreu a um sofredor em meio de uma grande multidão. Detinha-se para abençoar criancinhas. Ministrava às necessidades físicas do povo. Ajudou pescadores decepcionados a fazer boa pescaria. Chamou à parte seus discípulos cansados, para refazerem as forças.

Enquanto estava sofrendo na cruz, teve palavras de encorajamento ao ladrão penitente. Sentiu comiseração pela mãe, e perdoou a seus perseguidores.
Cristo não era soldado. Todavia foi admirado por profissionais das armas, que diziam: "Verdadeiramente esse homem era justo". S. Lucas 23:47.

Outros impérios foram fundados pela força. O Príncipe da Paz, não permitiu, porém, que se usasse a espada em sua defesa, ordenando a Pedro: "Embainha a tua espada, pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão". S. Mateus 26:52. Seus soldados, hoje em todas as terras, sob o estandarte do amor, combatem o bom combate da fé, prontos a morrer, se necessário, pela vitória de Seu reino universal.

Ele era o Cristo milagroso; caminhou sobre as ondas permanecendo sobre o tormentoso mar. Multiplicou o alimento para a multidão. Transformou água em vinho. Dominou demônios e livrou pessoas do domínio do mal.

Ele era o Filho de Deus e o Filho do homem. "Sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos". II Cor. 8:9.
Cristo morreu para que vivêssemos. Foi vendido pelo preço de um escravo mas redimiu o mundo. Ele, que era o Pão da Vida, sentiu fome ao iniciar O Seu ministério. Ele, que era Água da Vida, sentiu sede ao terminar os Seus dias na Terra.

Foi tratado como nós merecíamos, para que fôssemos tratados como Ele merece. Foi condenado por causa de nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça. Foi morto, para que tivéssemos a vida que era Sua. "Pelas suas pisaduras fomos sarados".

Ele foi o Cristo rejeitado. "Veio para o que era Seu e os Seus não O receberam". S . João 1: 11.

Foi incompreendido por Sua mãe, oprimido Por Seus irmãos, traído por um discípulo, negado por outro, e abandonado pelos restantes. Ele foi desprezado pela Sua própria nação, perseguido pelos sacerdotes, julgado pelos judeus, ridicularizado pelos romanos, açoitado pelos soldados e escarnecido pela multidão.

Sofreu ultrajes em cinco julgamentos. Foi preso sem ter culpa, foi acusado, sem provas contra sua pessoa, punido sem que houvesse uma sentença condenatória, e morto sem motivo plausível. Foi abandonado por todos os homens, e, finalmente na cruz, levantou os olhos exclamando: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" - S. Mateus 15:34.

Conclusão

Este homem, cujo nome é "Maravilhoso"  tem influenciado a História mais do que todos os exércitos, mais que todas as armadas, mais que todas as esquadrilhas, mais que todos os projetos balísticos, mais que todas as bombas, mais que todos os reis. Como se explica isso?

Eis a única resposta: Cristo foi o Homem mais admirável que já existiu. Ele foi a maior maravilha do mundo.

Quão significativa seria a nossa vida se escolhêssemos esta maravilhosa pessoa como nosso constante Companheiro e Rei vindouro.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

QUANTO GANHA UM PASTOR ADVENTISTA


livro regulamento eclesiástico da ireja –praxe-código y 20

 Quanto Ganha um Pastor Adventista?

O salário e os auxílios dos pastores no Brasil estão determinados no livro de Praxes.
considera a possibilidade dos deputados federais determinarem os seus próprios salários? Pois saiba que determinar o próprio salário não é privilégio dos deputados. Os administradores da Corporação Adventista também votaram regras determinando seus próprios salários e uma lista enorme de auxílios. Veja a seguir quanto ganha um pastor adventista em salário e auxílios.

Salário Base

O salário base de um pastor adventista, também conhecido como “teto”, é um referencial para toda Divisão Sul Americana. Hoje (2002) está fixado em R$ 1.350,00. Um pastor aspirante começa recebendo 69% do teto. No seu segundo ano de trabalho passa para 75% do teto. O salário máximo de um pastor aspirante é 93% do teto. Um pastor ordenado pode ganhar até 100% do teto. Vamos considerar que o salário de um pastor é o teto, ou seja, R$ 1.350,00.
De acordo com o livro de praxes, os administradores ganham um pouco mais que o teto. A tabela seguinte mostra os percentuais do teto destes administradores:
PRESIDENTE DE DIVISÃO
 115%
TESOUREIRO DE DIVISÃO
 112%
PRESIDENTE DE UNIÃO
 112%
TESOUREIRO DE UNIÃO
 108%
DEPARTAMENTAIS DE UNIÃO
 105%
PRESIDENTE DE ASSOCIAÇÃO
 108%
TESOUREIRO DE ASSOCIAÇÃO
 104%
DIRETOR COLÉGIO SUPERIOR
 110%
DIRETOR DE CASA PUBLICADORA
 110%
DIRETOR MÉDICO (HOSPITAIS)
 175%
DIRETOR DE FÁBRICA DE ALIMENTOS
 111%
DIRETOR VOZ PROFECIA
 108%

Benefícios Mensais

Os pastores moram em excelentes casas e apartamentos alugados pela Organização pastores morando em residências cujo aluguel é superior ao teto da obra (R$ 1.350,00). A Organização desconta de cada um deles 10% do salário referente ao aluguel residencial. Como eles recebem um desconto em folha de R$ 135,00 para o item aluguel, e a média de aluguel residencial nas grandes cidades gira em torno de R$ 1.100,00, podemos afirmar que nossos pastores têm um acréscimo em sua renda de, em média, R$ 1.000,00 referente a aluguel residencial. Este benefício está especificado no item Y 20 05 do Livro de Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da DSA. (Praxes

Como o valor do aluguel vem na folha de pagamento, aparecendo registrado em seu contracheque, isto poderá significar fazer o pastor pagar mais imposto de Compensação de IR Sobre Aluguel

renda. Caso isto aconteça, o Livro de Praxes da DSA, no item Y 20 12 S obriga os tesoureiros dos Campos e Instituições a reembolsarem aos seus obreiros a diferença do imposto de renda pago a mais por conta do auxílio aluguel. No Brasil, o IR é calculado em função do salário anual através de uma tabela progressiva fornecida pela Receita Federal. O IR pode chegar a 27,5%. Estimamos que o reembolso de IR devido ao auxílio aluguel pode chegar a R$ 200,00. Isso é uma estimativa. Este valor pode ser maior ou menor.

Ajuda de Quilometragem

Os pastores têm um auxílio chamado “Quilometragem” (item Y 30 20 S do Livro de Praxes). De acordo com o parágrafo 4 deste item, o auxílio de quilometragem tem o objetivo de cobrir os custos de depreciação (desvalorização) do veículo (Y 30 20 S 4 a), “custo do combustível, óleo, pneus e despesas menores de manutenção” (Y 30 20 S 4 b) e “seguro obrigatório” (Y 30 20 S 4 d). A maioria dos Campos paga R$ 350,00 por mês para o pastor se deslocar até a igreja e visitar os membros. Sem dúvida este é um acréscimo importante em seus proventos aumentando-os em R$ 350,00 referente a quilometragem. Há muitas ovelhas no rebanho que não ganham isto por mês. Com este valor e com um carro que faz 10 quilômetros por litro de gasolina, o pastor poderá percorrer mais de 3.500 quilômetros por mês.
rebanho que não ganham isto por mês. Com este valor e com um carro que faz 10 quilômetros por litro de gasolina, o pastor poderá percorrer mais de 3.500 quilômetros por mês.

de Seguro Veículos

A corporação adventista reembolsa 100% das despesas de seguro dos automóveis dos pastores. (Praxe Y 30 25 S). Um carro de R$ 20.000 (um grande número de nossos pastores possui automóveis nesta faixa) exigiria um desembolso mensal de aproximadamente R$ 150,00 numa seguradora comum. Nossos pastores não pagam nada. Alguns campos cobram uma parcela simbólica. Em caso de sinistro a franquia é baixíssima. Desta forma podemos afirmar que cada pastor recebe um ganho extra em seus salários de, em média, R$ 150,00 pelo seguro de seu automóvel.

Assistência Médica

Os itens Y 20 15 e Y 20 16 do livro de Praxes especificam as possíveis formas de auxílio com Assistência Médica. O obreiro pode ser beneficiado com o reembolso de 75% do tratamento médico, odontológico ou oftalmológico ou com o reembolso de 75% de um plano de assistência médica. Uma família com cinco pessoas pagaria aproximadamente R$ 600,00 por mês por um plano de saúde razoável. O obreiro ou pastor teria 75% de reembolso. Isto gera um ganho extra de, em média, R$ 450,00 referente ao auxílio saúde. Obs: Mesmo optando pelo reembolso do plano de assistência médica, o pastor terá reembolso de 75% sobre os tratamentos médicos e odontológicos que o plano não cobrir

Plano de Previdência

A Organização tem seu próprio fundo de previdência (IAJA - Instituto Adventista de Jubilação e Assistência). De acordo com o livro de Praxes (ZZ 30 05 - Art. 48), cada obreiro contribui com 2,5% de seu salário bruto (aproximadamente R$ 30,00) e a patrocinadora (associação/missão) contribui com um valor correspondente a 4,5% do FPE (teto). Ao final da jornada, o pastor aposenta-se pelo INPS e recebe uma complementação chamada “Aposentadoria pela Obra”. Uma pessoa comum, que desejar a mesma cobertura, deverá procurar no mercado um plano de previdência privada. O preço de mercado para quem quiser uma aposentadoria com valor semelhante ao de um pastor custa em média R$ 100,00. Assim, podemos afirmar que nossos pastores têm uma fonte extra de renda indireta que é a diferença entre um plano de previdência comum e o da Obra. Este ganho fica em torno de R$ 70,00 referente auxílio aposentadoria

Ajuda para Aulas de Música

Os pastores e familiares que desejarem estudar música terão um auxílio de 50% (Y 20 34). Tendo por base a família acima, suponhamos que dos cinco membros, três estudem música. As mensalidades variam de conservatório para conservatório. No IAE, por exemplo, a média é de R$ 120,00 mensais por aluno. Cada obreiro e seus dependentes pagam apenas a metade: R$ 60,00. Vamos
imaginar três alunos de uma mesma família, num local onde a mensalidade musical seja de R$ 100,00 (um pouco mais barata que no IAE). O ganho extra indireto é de R$ 150,00 em média pelo auxílio musical.

Ajuda Por Filhos

Também conhecida como “Cota Pais”, o “Salário Família” da corporação é bem mais generoso do que o “salário família” no Brasil. O salário família no Brasil é bem irrisório, algo em torno de R$ 5,00 por filho. Os autônomos não tem este direito. Embora nossos pastores sejam autônomos (seus contratos de trabalho não são regidos pela CLT), o livro de Praxes (item Y 20 45 S) assegura-lhes o direito de receber 13 vezes por ano uma ajuda equivalente entre 4,62 e 6,46% do FPE (teto) dependendo da idade do filho. Para cada filho com menos de 9 anos o pastor recebe R$ 810,81 por ano e para cada filho com mais de 9 anos e menos de 18 anos o pastor recebe R$ 1.133,73 por ano. Assim, um pastor com 3 filhos aumenta sua renda em aproximadamente R$ 243,00 pela “Cota Pais”.

IPTU e Condomínio

O livro de praxes (item Y 20 10 7) determina que os obreiros e pastores recebam integralmente o reembolso de taxas de condomínio de seus apartamentos e também o reembolso do IPTU. O IPTU é uma taxa anual que corresponde a 1% do valor do imóvel. Considere um imóvel no valor de R$ 75.000,00. O morador deverá pagar um IPTU de R$ 750,00 por ano, ou R$ 62,00 por mês. A taxa de condomínio pode ser estimada em R$ 175,00. Recebendo todos estes auxílios, o pastor terá o seu salário mensal aumentado em R$ 237,00 referente ao auxílio impostos.

Bolsas Educacionais

Este é um auxílio extremamente importante e significativo (Y 20 30). Ganham este benefício os filhos até 19 anos ou 26 anos se forem universitários. Se os filhos ainda são pequenos e estudam em uma escola particular secular de ensino médio, o auxílio é de apenas 50%. Se os filhos já forem adolescentes, e quiserem ir para os nossos internatos o auxílio sobe para 75%.
Se o filho é universitário e mora com os pais, 75% da matrícula e mensalidades são reembolsadas. Mas, se o filho for universitário e morar em outra cidade, mesmo que estude numa faculdade gratuita federal ou estadual, o pastor ganhará um auxílio em dinheiro igual a 75% do estipêndio da faculdade adventista. Estima-se algo em torno de R$ 700,00. Este é o valor que o filho universitário receberá para bancar seus gastos com república (moradia de estudantes), livros, alimentação e outras despesas.
É difícil calcular o ganho extra que este auxílio educação significa para nossos pastores, pois dependerá do número de estudantes que tiver em sua família. Mas vamos imaginar uma situação muito comum. Um pastor tem o filho mais velho em uma Universidade Federal, o segundo filho cursando o segundo grau no IASP e o filho mais novo no primeiro grau.
·         Auxílio para o Filho mais Velho = R$ 700,00 (Auxílio mesmo com Universidade Gratuita)
·         Auxílio para o Segundo Filho = R$ 300,00 (Reembolso de 75% sobre a mensalidade de R$ 400,00)
·         Auxílio para o Filho mais Novo = R$ 150,00 (Reembolso de 50% sobre a mensalidade de R$ 300,00)
·         Total R$ 1.150,00. Na verdade este é um valor aproximado que pode variar de mil a dois mil reais. Vamos considerar R$ 1.150,00 de ganho extra dos auxílio educação.
Alguns pastores ganham cursos de Inglês, Informática, mas não vamos considerar estes benefícios aqui.
Na simulação acima podemos afirmar que um pastor adventista ganha um bom salário mensal. Vejamos o total:
Salário Básico
R$ 1.350,00
Aluguel Residencial
R$ 1.000,00
Quilometragem
R$ 350,00
Seguro Automóvel
R$ 150,00
Plano de Saúde
R$ 450,00
Previdência Privada
R$ 70,00
Auxílio Musical
R$ 150,00
Cota Pais
R$ 243,00
IPTU + Condomínio
R$ 250,00
Auxílio Educação
R$ 1.150,00


Total Geral Estimado:
R$ 5.163,00

Auxílios Anuais e Esporádicos

Além dos auxílios mensais, existe uma série de auxílios anuais e esporádicos. Vamos mencionar apenas alguns:

Seguro de Vida e contra Acidentes

O item Y 25 05 do livro de praxes obriga as instituições denominacionais a fazerem o seguro de vida dos seus pastores, esposas e filhos dependentes contra acidentes de viagem e morte acidental. Em 1998, época em que o livro de praxes foi revisado, os valores deste seguro eram os seguintes: Para obreiros e pastores da Divisão (valor mínimo: US$ 75.000,00 e valor máximo: US$ 150.000,00). Para os demais obreiros que não são da Divisão (valor mínimo: US$ 50.000,00 e valor máximo: US$ 75.000,00). Cônjuge do obreiro (valor mínimo: US$ 15.000,00 e valor máximo: US$ 20.000,00). Filhos dependentes do obreiro (valor mínimo: US$ 5.000,00 e valor máximo: US$ 10.000,00)

Despesas Odontológicas

De acordo com o item Y 20 17 S as despesas odontológicas dele e da família estão cobertas, obedecendo aos seguintes critérios:
§         Aparelhos Ortodônticos - 75% de auxílio.
§         Tratamentos Dentários - 50% de auxílio.
§         Auxílios concedidos para, no máximo, sobre R$ 2025,00 de despesas por ano.

Outros benefícios

§         Tratamentos em Centros de Vida Saudável e Clínicas - 75% de auxílio (Y 20 17 S).
§         Despesas Oftalmológicas (incluindo Óculos e Lentes de Contato) - 75% de auxílio. (Y 20 16 S)
§         Próteses e Aparelhos Ortopédicos - 75% de auxílio. (Y 20 16 S)
§         Despesas com Livros, Revistas e Equipamentos: 50% de auxílio (Y 20 55 S).
§         Direitos Autorais - Dependendo do tipo de livro pode chegar a 10% do preço (FP 45 10)

Mudança de Residência

A Corporação Adventista paga todos os custos de mudança quando um pastor é transferido de uma localidade para outra. Veja como funciona:
Os obreiros têm direito de transportar 2.725 quilos + 335 quilos por filho. Se sua mudança não alcançar este peso estipulado pela Praxe, o pastor receberá em dinheiro um prêmio de US$ 0,75 por quilo não transportado (item Y 20 29 S 3).
Na época da mudança, o pastor tem direito a três diárias completas em um bom hotel no local de origem com toda a família e mais dez diárias em um bom hotel com sua família no local de destino.
Se houver um acidente a mobília estará totalmente segurada sem nenhum custo para o pastor.
Para despesas incidentais como a quebra ou extravio de qualquer objeto, o pastor recebe 40% do teto mais 4% por filho. Uma família de cinco pessoas receberá exatamente R$ 702,00, mesmo que não quebre ou avarie qualquer peça em sua mudança.
Se um pastor mudar-se para o exterior, poderá deixar sua mudança no Brasil e receber US$ 2.00 por quilo que teria direito de levar. (2.725 quilos + 335 quilos por filho).

Despesas Fúnebres

Se, infelizmente, falecer um parente direto (filho, filha, esposa), o pastor terá um auxílio de 75% sobre as despesas fúnebres até um máximo de R$ 3.375,00 (2,5 FPE) (item Y 20 40). Com certeza, este é o único auxílio que ninguém deseja receber! Se falecer um dos pais do pastor ou um dos pais de sua esposa ou ainda um de seus filhos, ele terá direito a um auxílio de 50% das passagens da viagem (ida e volta) para duas pessoas. Este é um auxílio pouco desejável, mas que nenhum de nós teríamos ao trabalhar para uma empresa comum.

Alugando a Casa Própria Para Si Mesmo

O capítulo Y do livro de praxes apresenta uma relação de auxílios que os pastores e obreiros têm direito. De acordo com estes regulamentos da DSA o obreiro (pastores e administradores se incluem neste grupo) que tem casa própria pode alugar a sua casa para si mesmo e receber o aluguel da Associação/Missão. Este auxílio é detalhado sob o código Y 20 10 S - "Compensação ao obreiro que reside em uma residência de sua propriedade

CHUVA DE BENÇÃO Pg.12
39 - Deveria a Igreja receber os dízimos do produto de atividades que estão em aberta
transgressão aos mandamentos de Deus ou de uma pessoa que não é crente?
Às vezes se alega que esse dízimo é dinheiro sujo, indigno, porque provém, por exemplo, de
uma prostituta, um homossexual ou de uma pessoa que faz negócios dúbios, e em
conseqüência não  e digno de ser recebido por Deus. Mas, em realidade, não há tal coisa,
como dinheiro sujo ou limpo, digno ou indigno. O dinheiro em si mesmo é neutro. O que são
sujos ou indignos são os meios para obter o dinheiro. Em conseqüência, quando o dinheiro é
dedicado a Deus pode ser legitimamente recebido, salvo quando o dinheiro obtido é produto
de fraudes, assaltos, roubos, etc.
40 - Deveria receber-se os dízimos de cultivos tais como fumo, café, erva-mate, uva paravinhos, coca, etc. ?
O problema não está no dinheiro ou nos cultivos, senão nos meios errados que usa o homem
para obter o dinheiro e no uso equivocado, contrário ao plano de Deus, que faz de ditos
cultivos. Em última instância, o dizimo é uma questão de consciência entre o homem e Deus, e
esses dízimos podem ser recebidos. Se a pessoa persiste em sua conduta depois de a igreja
fazer tudo o que estiver ao seu alcance, não deveria impedir-se que tal pessoa devolva o
dízimo, pois a igreja não está para julgar se pode fazê-lo ou não

COMO EGW ADMINISTRAVA O DÍZIMO
Eu mesma tenho utilizado meu dízimo para os casos de maior necessidade trazidos ao meu conhecimento. Tenho sido instruída a fazer isso; e como o dinheiro não é retirado do tesouro do Senhor, não é assunto sobre o qual se deva comentar, pois seria necessário que eu tornasse conhecidos estes assuntos, o que não desejo fazer, por não ser o melhor.
Alguns casos têm sidos colocados diante de mim por anos, e tenho suprido suas necessidades com o dízimo, conforme Deus me tem instruído a fazer. E se qualquer pessoa me disser: Irmã White, a senhora utilizaria o meu dízimo para empregá-lo onde é mais necessário?` eu direi: ´sim, o farei; e tenho feito isso. Louvo a essas irmãs que tem destinado seu dízimo aos locais mais carentes para ajudar a fazer uma obra que está sendo neglicenciada, e se for dada publicidade a este assunto, criar-se-á uma prática que seria melhor que se evitasse. Não me preocupo em dar publicidade a esta obra que o Senhor me indicou, bem como a outros, a fazer.
Estou tratando deste assunto para que você não cometa um erro. As circunstâncias alteram os casos. Eu não aconselharia ninguém a tornar um hábito juntar o dinheiro do dízimo e não devolvê-lo aos cofres da igreja. Mas durante anos tem havido de vez em quando pessoas que perderam a confiança na utilização do dízimo e o tem colocado em minhas mãos, afirmando que se eu não aceitasse, elas mesmas o utilizariam para as famílias dos ministros mais necessitados que pudessem encontrar. Eu tenho levado o dinheiro, dando-lhes um recibo, e tenho dito a essas pessoas como o dinheiro foi aplicado.”
Carta ao pastor Watson
2) “Deus me mostrou que as vozes que tem sido tão rapidamente levantadas para dizer que todos o dinheiro investido na Obra deve vir dos canais apontados por Battle Creek, não devem ser ouvidas. As pessoas a quem Deus tem dados Seus recursos estão subordinadas a Ele somente. É privilégio deles darem auxílios e assistência diretamente às missões”. (Spalding-Mangan´s Unpublished Manuscript Testimonies of Ellen G. White, p. 217).