sábado, 11 de agosto de 2012
T7633- A VERDADE SOBRE AS CURAS MEDIÚNICAS
Você se importa
com quem o cura? Você viajaria qualquer distância, pagaria qualquer preço para
voltar a ficar bom, não importa quem estendesse a mão curativa? Você dirá:
"Ora, eu quero viver! Pouco importa quem me cure." Mas não se
importar pode ser perigoso, até fatal.
Tenho dois
artigos de jornais. Um, datado de 11 de janeiro de l978 e recortado do San
Francisco Chronicle, com o título: "Os Céticos do Poder da Mente Denominam
a Superstição." E diz: "Se você suspeita que os OVNIs podem ser
reais... se você pensa que o Triângulo das Bermudas é um lugar perigoso... se
você acredita na leitura da mente...
telepatia ou percepção extra-sensorial... se você atende a qualquer dessas
crenças, e parece haver milhões de pessoas que fazem isso. Bem, existem alguns
cientistas e estudiosos que estão muito preocupados com você. Eles acham que
você está sendo enganado e vêem o aumento do culto e do oculto como uma doença
do nosso tempo. Para eles, a questão é ciência versus superstição."
Somente pouco
mais de seis anos depois, em 3 de abril de 1984, o Tribune de Oakland, jornal
do outro lado da baía de São Francisco, publicou um extenso artigo intitulado:
"Os Videntes se Apóiam na Ciência." O artigo vai até a segunda página
e continua no dia seguinte. Trata-se de um artigo que pode ser resumido nestas
poucas palavras: "Se a parapsicologia funciona, por que não usá-la?"
Será que estamos
a ponto de testemunhar o casamento dos fenômenos psíquicos com a ciência? É
possível. Você sabia que a Universidade John F. Kennedy, em Orinda, pouco além
das montanhas de Oakland, criou um departamento de parapsicologia?
A parapsicologia
tem desejado o tempo todo ser reconhecida como uma ciência, e por essa razão
tem mantido em segredo os seus laços com o oculto. Todavia, sua mais forte
evidência vem dos médiuns e, sem eles, ela ruiria.
A parapsicologia
é o estudo dos fenômenos ocultos e não se consegue aprofundar no estudo desses
fenômenos sem entrar na cura mediúnica de alguma forma. Quase todos os médiuns
espíritas tem alguma habilidade de cura. As várias formas de cura mediúnica
são, na verdade, uma subdivisão da parapsicologia.
Ora, ciência e
parapsicologia, ciência e o oculto, medicina ocidental e cura mediúnica, não
queriam ter ligação uma com a outra. Mas as coisas estão mudando a despeito do
fato de a parapsicologia ainda se considerar uma ciência. Mais e mais médicos
estão apoiando a cura psíquica ou mediúnica. A porta está sendo aberta aos
poucos até para a bruxaria.
Grande parte dos
1.500 membros da academia de parapsicologia e medicina é composta de médicos,
que dão grande parte de sua atenção às pesquisas e curas mediúnicas. Seu
presidente, Dr. Robert A. Bradley, é um médium. Ele é o inventor do método
Bradley de parto natural, que diz ter sido uma idéia recebida de um de seus
espíritos. O propósito principal da academia é integrar a ciência e a medicina
ao oculto.
Na Grã-Bretanha,
a Federação Mundial dos Curandeiros, com nove mil membros, recebeu autorização
do governo para tratar pacientes em 1.500 hospitais no país. Essa mesma
federação, composta em grande parte de médiuns assumidos, tem fornecido a
colaboração de seus membros à Organização das Nações Unidas.
Dizem que o
ex-astronauta, Edgar Mitchell, um entusiasta da parapsicologia, está se
esforçando para integrar a cura mediúnica à medicina tradicional. Ele crê que
"os curandeiros mediúnicos" podem se tornar adjuntos valiosos nos
staffs dos hospitais, nos consultórios e nas clínicas gerais.
Parece haver algo
de estranho nesse entusiasmo, pois ele mesmo diz que os poderes da metodologia
mediúnica "podem ser tão perigosos quanto a energia atômica".
Alguns doutores
em medicina estão atualmente encaminhando seus pacientes aos médiuns e
ocultistas. Há homens como o Dr. Robert Leichtman, por exemplo, que é médico,
médium e pesquisador psíquico. Ele diagnostica os pacientes sem vê-los, e
admite receber seus diagnósticos do mundo dos espíritos, mas a fama de suas
habilidades tem se espalhado rápido entre seus colegas médicos. Por isso, também
ele diagnostica várias centenas de casos por ano para eles, com uma precisão
acima de 90 por cento. Podemos citar casos e mais casos.
É do conhecimento
público que a Dra. Elisabeth Kluber-Ross, a famosa autoridade a respeito da
morte, está profundamente envolvida com o oculto, juntamente com seu sócio e
amigo, Dr. Raymond Moody, autor do "best-seller" Vida após a Vida.
Consta que Kluber-Ross tem cinco espíritos. Salem é o seu preferido.
Sim, as coisas
estão mudando. A ciência e a parapsicologia estão pondo de lado as suas
diferenças, e a hipnose é agora assunto do dia-a-dia. "Mas espere",
dirá você. "O que há de errado com a hipnose? Ela não tem qualquer ligação
com o oculto, tem?" Bem, você decide.
Você já ouviu
falar em mesmerismo e magnetismo animal, tão populares no século passado? O
transe mesmérico e o espírita são um só. Cada fenômeno oculto encontrado no
mesmerismo é encontrado na moderna hipnose. Ambos são espirítas, embora Anton
Mesmer, como os parapsicólogos de hoje, preferia identificá-lo com a ciência.
Em essência, o hipnotismo moderno é mesmerismo.
Na corrida de
Satanás pelo controle da mente dos homens, da vontade e da consciência, é muito
natural que o hipnotismo seja um de seus instrumentos preferidos. Ele sabe que
a hipnose é uma estrada direta até a mente, e quando uma mente se rende a
outra, mesmo que para um propósito aparentemente bom, ele ou um de seus
ajudantes podem entrar e assumir o controle.
A porta está
aberta. Jamais esqueça que a consciência opera através da mente. Quando a mente
está dominada, a consciência também está. Jamais esqueça que, quando a mente
tem uma brecha, quando a fechadura é arrombada, nunca mais tornará a ser forte
e o problema é que ler rótulos não ajuda muito, pois a hipnose pode se
esgueirar sob um rótulo de aparência inofensiva como "Relaxamento
Científico".
Você já ouviu
falar no Controle Silva da Mente? Ou da agora extinta dinâmica da mente? Cursos
como esses prometiam às pessoas quase tudo. Uma garota insistia: "Além de
descobrir que você pode fazer tudo o que quiser, que você é a razão de tudo,
também descobre que não pode mais ficar triste e nem mesmo deprimido." Não
é de admirar que as pessoas se inscrevam! Mas o Dr. Elmer Green, um destacado
crítico que até já debateu com um desses grupos na televisão, destaca que
muitas dessas organizações "ministram um programa de quatro dias de
intensa educação hipnótica para fazer as coisas que elas demonstram".
Você sabe agora
por que Salomão, o sábio, nos dá este conselho? "Sobre tudo o que se deve
guardar, guarda o teu coração (ou seja, a sua mente) porque dele procedem as
saídas da vida." Provérbios 4:23.
E quanto à ioga?
Você dirá: "Eu faço ioga, mas isso é apenas um meio de relaxar o corpo e a
mente. Não se trata de hinduísmo e não há demônios envolvidos. Portanto, é
totalmente segura." Tem certeza? O objetivo da ioga, diz o pesquisador
John Weldon, é "que os dedicados à ioga percebam que ela tem a ver com
Brahma, o mais elevado e impessoal deus hindu".
Os exercícios
físicos são designados para preparar a pessoa a receber essa idéia em sua mente
e em seu corpo. Ele diz: "A ioga é puro ocultismo e a meditação é o
princípio operador da ioga."
Minhas próprias
pesquisas nos últimos 25 anos, tanto na Inglaterra como na América, me levaram
a crer que existem tremendos riscos na prática da ioga, pois um simples erro
pode produzir insanidade ou morte repentina. O poder demoníaco nunca está
distante.
Jesus passou
grande parte do Seu tempo curando. Ele passou mais tempo curando do que
pregando. Sua compaixão pelo sofrimento humano desconhece fronteiras. Ele não
queria que ninguém sofresse. Você não acha óbvio que o inimigo, o anjo caído
que está a fim de destruir tudo o que puder, daria a maior prioridade à
falsificação da cura? Acredite, ele não perde uma chance!
A cura mediúnica
está se tornando mais popular a cada dia. Ninguém quer morrer e, quando a vida
está ameaçada, homens e mulheres vão a qualquer lugar. Eles pagam qualquer
preço pela promessa de ficar bons novamente.
Existem
diagnosticadores mediúnicos que seguem os passos de Edgar Cayce, que foi o
primeiro a desenvolver o diagnóstico pela hipnose. Alguns curandeiros obtêm uma
precisão próxima da de Cayce. Alguns deles nunca vêem seus pacientes. Outros
usam um objeto, como uma vareta ou um pêndulo, em seu diagnóstico, mas o poder
não está no objeto; está no operador. O grau de sucesso é proporcional ao grau
de envolvimento do curandeiro com o mundo espírita, com o oculto. Muitos deles
sabem que os espíritos fazem a cura, mas nem todos querem se identificar como
demônio. Eles dizem que a cura vem de seu eu superior.
Você sabia que o
próprio Cayce passou a ficar mais preocupado com a natureza da força que
operava através dele? Chegou uma época em que ele tinha dúvidas de seus poderes
e dizia suspeito: "O diabo podia estar me tentando a fazer seu trabalho
operando através de mim quando eu estava presunçoso demais para achar que Deus
havia me dado poderes especiais." Cayce, assim como muitos outros, caiu na
cilada. Ele não conseguiu ludibriar nem deter as forças que trabalhavam através
dele.
Há uma coisa
muito interessante com relação às receitas mediúnicas. Algumas delas contém
idéias simples, inofensivas e antiquadas. Outras prescrevem drogas mais
recentes, a despeito do curandeiro não ter qualquer curso de medicina, e não
saber sequer ler. Ele pode estar simplesmente repetindo o que uma voz está lhe
dizendo. Pense sobre isto: algumas dessas receitas mediúnicas podem não
funcionar se receitadas por um médico sem vínculo com o oculto e algumas delas
podem ser perigosas se receitadas por um médico não mediúnico, mas totalmente
inofensivas se receitadas por um curandeiro do oculto.
Certa vez, uma
potente droga foi receitada em uma quantidade que mataria uma dúzia de pessoas.
Evidentemente, o paciente do curandeiro não sofreu coisa alguma. Tenha em mente
que muitas vezes um diagnóstico mediúnico está errado. Aí perde-se tempo e
verdadeiros danos são causados. Mesmo quando a cura aparente acontece,
geralmente é temporária. Muitas vezes, a doença é simplesmente transferida para
outra parte do corpo ou, pior, para a mente!
Seja lá o que se
diga, existem curas. O sobrenatural está
Uma paciente
apareceu à porta de uma curandeira que vinha fazendo afirmações bombásticas por
um anúncio de jornal. Ela disse à curandeira que seu médico havia diagnosticado
nela uma grave doença no sangue, provavelmente leucemia. A curandeira replicou:
– Eu não sou
médica. Eu trato com a mente e uso hipnose. A medicina não tem a cura para
leucemia, mas nós temos curado leucemia. Temos curado câncer.
Ela explicou o
método que iria usar:
– Empreste-me a
sua mente para remover toda a sujeira e deixá-la funcionando adequadamente.
Ela explicou que
a mente tinha que ser posta num estado passivo através da hipnose para que
pudesse ser limpa de todo o lixo. A mente então purificaria o sangue e o corpo
iria funcionar como deveria.
A paciente, na
verdade, era uma policial que havia gravado secretamente a conversa. A
curandeira foi presa mais tarde. "Empreste-me a sua mente", havia
dito ela. Existem lugares onde você
pode
ir e ser curado, mas o preço da cura é a rendição da sua mente. Você está
disposto a pagar um preço tão alto? Está disposto a se vender para o mundo dos
espíritos, para o inimigo do Senhor Jesus Cristo?
Alguns, apesar de
claramente alertados, estão prontos a fazer essa tão temerosa troca. Veja o que
o cirurgião mediúnico Edivaldo declarou. Ele disse: "Se o diabo pode
aliviar a dor, abrir um estômago e remover uma úlcera, eu prefiro o
diabo."
Confesso que
algum tempo atrás eu acreditava que todas as cirurgias mediúnicas eram fraudes,
realizadas por mãos ágeis, mas sei muito mais agora. Muitas delas são realmente
fraudes, talvez a maioria, mas nem todas o são. Algumas são assustadoramente
sobrenaturais. A maioria dos cirurgiões
mediúnicos é de centros espíritas do Brasil e das Filipinas.
A cirurgia
mediúnica é feita sob péssimas condições de higiene e, muitas vezes, com facas
sujas ou enferrujadas como instrumentos. Nenhuma anestesia é usada e o
cirurgião presta pouca atenção ao seu trabalho. Isso ocorre porque um espírito
está ali. Todos os curandeiros sabem disso e admitem abertamente que nada
poderiam fazer sem os espíritos.
A cirurgia, o
diagnóstico e a cura espíritas estão indo para outros países como Austrália,
Canadá e Estados Unidos. Essa é a cura que você quer? Você está disposto a
pagar o preço de uma escravidão ao oculto da qual somente o Senhor Jesus Cristo poderá libertá-lo?
Atualmente,
ouvimos muito a respeito da medicina holística e o conceito de tratar a pessoa
como um todo, do envolvimento do paciente em seu próprio tratamento, da
medicina preventiva, etc. Isso tudo é muito bom. Jesus tratava a pessoa como um
todo e durante muitos anos antes de se ouvir falar em medicina holística, o
lema e o alvo da Faculdade de Medicina da Universidade
Os Adventistas do
Sétimo Dia têm promovido há muito tempo esse conceito. Porém, com a medicina
holística que tem sido vendida hoje, é preciso ter cuidado. É preciso
discernimento. Temos que saber distinguir entre o que é seguro e o que não é.
Algumas das ciladas da cura mediúnica já foram filtradas dentro da medicina
holística e algumas coisas boas estão em má companhia agora.
Vejamos o
biofeedback, por exemplo. Sem dúvida não há nada errado com a máquina, com as
funções de um corpo, mas o problema é que muitos dos operadores de feedback
estão envolvidos com o oculto.
De fato, a
pesquisa do Dr. Elmer Green indica que a percepção extra-sensorial e os
fenômenos paranormais às vezes ocorrem em todos os tipos de experimentos de
biofeedback, a despeito de não serem os objetivos do treinamento. Qual o
tamanho da influência do misticismo oriental e do oculto no movimento da saúde
holística? É assustador. Parece que o movimento como um todo está dominado,
controlado por filosofias completamente incompatíveis com o cristianismo, e
mesmo assim continua crescendo.
Quase todas as
técnicas holísticas estão repletas de implicações sutis, ou não tão sutis, que
têm a sua origem no oculto. Muitas dessas técnicas são designadas para produzir
estados alterados de consciência. É evidente que muitos praticantes holísticos
dependem de estados de transe ou de outros estados alterados de consciência
para fazer seus tratamentos funcionarem. As energias que eles buscam receber e
passar aos seus pacientes são as mesmas velhas energias do oriente - perigosas
ao extremo!
Ao que parece,
poucos centros holísticos por todo o mundo escaparam do envolvimento com o
oculto. A literatura deles revela isso. É só olhar. Os cursos que eles
ministram denunciam isso. Calcula-se que provavelmente
Sem dúvida, seria
injusto presumir que um médico está individualmente envolvido com o oculto só
porque muitos de seus colegas estão. Por outro lado, chegou o momento de
extrema cautela.
Ora, você pode
estar dizendo: "Tudo isso é muito assustador." Mas enquanto você não
se conscientizar que os anjos do mal estão ao nosso redor num mundo invisível,
e que estão batalhando pelo controle de nossa mente, não terá entendido. É mais
do que apenas assustador. Esses agentes de satanás, se puderem, desviarão nossa
mente, porão em desordem e atormetarão nosso corpo, destruirão nossa saúde,
nossos bens e nossa vida. Eles tentarão usar tudo de bom e de ruim para
conseguirem a nossa total destruição! Por outro lado, o Senhor Jesus fará tudo
o que puder para nos salvar. Ele é mais forte que o inimigo e mandará todos os
anjos do Céu em nosso socorro, mas não nos deixará ficar sob o poder do inimigo
contra a nossa vontade. Temos que pedir essa ajuda. Ela não nos será negada.
Você e eu, neste
exato momento, com nossa própria permissão, estamos sob o controle de um poder
ou de outro, mas a escolha é nossa!
Maravilhoso
Jesus! O que temos aprendido sobre o inimigo apenas nos faz amar mais a Jesus,
pois a beleza do Seu caráter, em contraste, se destaca como uma estrela
brilhante contra a noite escura! Você está deixando cada ataque inimigo
aproximá-lo mais do Salvador e aprofundar o seu relacionamento com Ele? Espero
que sim, pois somente em Suas mãos qualquer um de nós está seguro.
só porque muitos de seus colegas estão.
|

Pr. Vanderman
“Nos dias do Império Romano, Pisa, no centro
norte da Itália, tinha importante porto para a marinha imperial. Durante a
época medieval, a cidade teve grande destaque econômico e político. Hoje, Pisa
é famosa por sua Universidade, os tesouros de arte e seus marcos históricos. E
a mais notável das atrações é a torre, que tem uma inclinação de cinco metros
para o lado.
No topo da Torre de Pisa, a quase quatro séculos,
o cientista Galileu realizou, segundo dizem, experimentos com
a gravidade. Mais tarde, ele focalizou seu telescópio recém-inventado para o
céu, descobrindo as montanhas na lua e as manchas no sol. Ele também concluiu
que o astrônomo polonês Copérnico estava certo: a Terra gira como todos os
outros planetas, enquanto o sol parece estar parado.
Você provavelmente deve estar perguntando que
ligação pode haver entre o cientista medieval Galileu e o título “Guerra Civil
do Anticristo”. Galileu, o primeiro cientista de sua época, não desconhecia as
manobras políticas. Ele deu nome aos quatro satélites de Júpiter que apareceram
no telescópio em homenagem ao Grão-duque da Toscana, na esperança de receber
dinheiro dele. Funcionou. E dessa base aparentemente segura, Galileu achou que
poderia promover sua nova compreensão do nosso sistema solar. Porém, isso não
funcionou muito bem.
Copérnico havia ofendido aos católicos e
protestantes com suas descobertas. Até Martinho Lutero reclamou:
“As pessoas dão ouvidos ao recém-surgido
astrólogo que tem se esforçado para mostrar que a terra gira… mas as Escrituras
Sagradas nos dizem que Josué deu ordem para que o sol parasse e não a terra.”
O reformador João Calvino declarou:
“Quem arriscará a colocar a autoridade de
Copérnico acima da do Espírito Santo?”
Mas Galileu não via contradição entre a ciência e
a fé na Bíblia. Ele explicou que Deus, em Sua palavra, Se detém à verdade
espiritual e geralmente deixa intato qualquer conceito errado sobre a ciência.
O antigo Josué imaginou que o Sol se movia pelo
céu, por isso a Bíblia registra assim embora, na verdade, a Terra é que gira em
torno do Sol.
Ninguém, no século 17, poderia refutar as
conclusões de Galileu, mas os líderes cristãos o denunciaram como herege. O
Papa Urbano II o intimou diante dos horrores da Inquisição.
Estava em jogo a reivindicação de
Roma ao controle da consciência pessoal, como os únicos intérpretes da Bíblia.
E como a Igreja já tinha condenado o ponto de vista de Copérnico como “falso e
oposto às Sagradas Escrituras”, Galileu teve que desacreditar o seu telescópio
ou enfrentar a morte. Ele preferiu retratar-se para não ser queimado na estaca.
A igreja sentenciou o humilhado cientista à prisão perpétua por “veemente
suspeita de heresia”, pelo crime de ensinar aquilo que o mundo inteiro sabe
hoje.
No ano anterior ao nascimento de Galileu, Roma
havia decidido agir contra aqueles que desafiassem sua autoridade. A igreja
vinha sofrendo enormes perdas para os protestantes. Por volta de 1540 toda a
Escandinávia havia se tornado protestante juntamente com o norte da Alemanha e
vastos territórios em toda a Europa. Alguma coisa tinha que ser feita para pôr
fim nessa debandada de Roma.
Os reformadores estavam exigindo que o Papa
convocasse um concílio para discutir suas idéias. Muitos líderes da igreja
concordaram, embora não pela mesma razão. Eles queriam que Roma reforçasse sua
autoridade e unisse os católicos para esmagar a Reforma. Durante anos o Papa
Paulo III hesitou. Mas, finalmente, em 1545, ele convocou os líderes da Igreja
na cidade de Trento, ao norte da Itália.
O concílio de Trento continuou com os debates por
18 anos, concluindo finalmente em 1563. Ele marcou o ponto de virada na
História, trazendo nova vida para a velha Igreja. Muito do que vemos no
Catolicismo veio de Trento.
O concílio corrigiu alguns problemas, mas
recusou-se a reformar seus ensinamentos. Os líderes da Igreja reafirmaram seu
credo e tomaram a ofensiva, lançando o que ficou conhecido como a
contra-reforma.
Através de manipulação política, de forças
militares e da Inquisição, Roma reconquistou grandes territórios perdidos para
os protestantes.
Bem, os jesuítas foram as grandes estrelas da
contra-reforma. Essa nova ordem do clero foi treinada vigorosamente para virar
a maré contra a Reforma. Dois de seus destacados estudiosos, Luís de Alcazar e
Francisco Ribera defenderam a mais séria acusação levantada pelos protestantes:
a igreja de Roma havia se tornado o anticristo.
Na verdade, poucos estudiosos na Idade Média
ensinaram que a Igreja, através de seu abuso da fé cristã, havia feito de si
mesma o anticristo. Todos os grandes reformadores partilhavam das convicções e
conclusões de Lutero: John Knox, da Escócia, o rei James I (que comissionou a
versão King James da Bíblia em inglês), e o famoso cientista e estudante da
Bíblia, sir Isaac Newton.
Vários homens, em diferentes épocas, chegaram à
mesma conclusão. Agora, muitos cristãos estão curiosos para saber o que
convenceu os reformadores sobre o anticristo. Estavam todos enganados? Ou eles
descobriram alguma coisa que não vimos?
O estudioso jesuíta Luís de Alcazar afirmou que
as profecias relativas ao anticristo tinham sido cumpridas no passado com a
Roma pagã, antes da época dos papas. Sua posição tornou-se conhecida como Preterismo.
Ribera, o pai do Futurismo, ensinou o oposto. Ele
disse que o anticristo seria um inimigo futuro do cristianismo. De qualquer
modo, se o anticristo aconteceu ou não, os jesuítas haviam alcançado o seu
propósito. Haviam conseguido aliviar a pressão do pontífice.
Como foi que Ribera conseguiu colocar no futuro
as profecias relativas ao anticristo? Através de sua ótima manipulação da
profecia de Daniel 9, que predisse o ano da morte de Cristo.
Ribera retirou o âmago de Daniel 9, colocando
Cristo com o anticristo. Veja como ele fez. Daniel havia predito o que o
Messias faria durante 70 semanas: “E ele firmará um concerto com muitos por uma
semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta…” Daniel
9:27.
Tudo isso aconteceu quando Jesus morreu e o véu
do templo se rasgou, simbolizando o fim dos sacrifícios com animais. Mas Ribera
negou a obra de Cristo na confirmação do concerto. Ele disse que o anticristo
cumpriria Daniel 9 no futuro. Ribera não tinha autoridade das Escrituras para
aplicar essa profecia ao anticristo. Em primeiro lugar, Daniel 9 obviamente
envolve a salvação vicária de Cristo na cruz. Em segundo, aquele que faz o
concerto lá o confirma. Não há pausa como os futuristas afirmam que o
anticristo fará. Finalmente, em parte alguma da profecia, encontramos o
anticristo fazendo um concerto com alguém. A ardilosa interpretação de Ribera
sobre Daniel 9 chega até nós como a “teoria da lacuna”. Ele separou a
septuagésima semana do resto da profecia por uma lacuna de muitos séculos no futuro.
Mas o texto de modo algum fala de uma pausa ou lacuna entre a sexagésima nona e
a septuagésima semana de Daniel 9.
Finalmente, Roma encontrou uma resposta para a
acusação protestante de que a Igreja havia se tornado o anticristo. Não é de
admirar que os católicos em toda parte se juntaram ao redor da tese jesuíta. O
Futurismo de Ribera se tornou bastante popular. Seu brilhante discípulo, o
cardeal Roberto Bellarmine, é o autor de Controvérsias, uma obra de três
volumes que se opõe à Reforma. Bellarmine ganhou fama como “o maior adversário
das igrejas protestantes”.
Como seria de se esperar, os protestantes
rejeitaram o futurismo católico romano. Entre 1639 até o final do
século 17, todos os 25 proeminentes escritores da Reforma se referiram ao
anticristo como o papado. Eles também acreditavam que Cristo havia
cumprido as 70 semanas de Daniel. Porém, de modo curioso e incrível, os
protestantes nos últimos dois séculos têm abandonado a fé profética dos
reformadores, adotando o futurismo dos jesuítas. De todos os incríveis fatos na
história da Igreja, nada supera esse.
George Eldon Ladd, um respeitado estudioso de
nossa era, documenta em seu livro A Abençoada Esperança, publicado por
Eardmans:
“Será provavelmente um choque para muitos
futuristas modernos descobrirem que o primeiro pesquisador de uma relativa era
moderna, que retornou à interpretação futurista patrística, era um Jesuíta
espanhol chamado Ribera. Em 1590, Ribera publicou um comentário sobre o
Apocalipse como uma contra-interpretação à visão predominante entre os
protestantes à qual identificava o Papado com o Anticristo. Com exceção dos
capítulos iniciais, Ribera relacionou todo o Apocalipse mais ao tempo do fim do
que à história da igreja. O Anticristo seria um indivíduo perverso que seria recebido
pelos judeus e reconstruiria Jerusalém, aboliria o Cristianismo, negaria a
Cristo, perseguiria a igreja e reinaria sobre o mundo por três anos e meio.” –
A Abençoada Esperança, George Eldon Ladd.
Os ensinamentos católicos sobre o anticristo
encontraram guarida no mundo protestante. Não há dúvida quanto a isso. As
igrejas da Reforma mudaram drasticamente suas crenças proféticas. Como isso
aconteceu?
Tudo começou no século 19, nas Ilhas Britânicas.
Edward Irving, um pastor da igreja da Escócia, tornou-se interessado na segunda
vinda de Cristo e fundou a Sociedade Para a Investigação da Profecia.
Infelizmente, ele aceitou o futurismo de Ribera e até traduziu um livro escrito
por um missionário jesuíta espanhol.
Irving pregou com grande sucesso, cativou o interesse
da alta sociedade de Londres e pregou uma vez ao ar livre para 12 mil pessoas
na Escócia.
Numa manhã de domingo, em 183l, uma mulher
falando em línguas, interrompeu o sermão de Irving. Experiências incomuns de
cura pela fé se seguiram. Irving achou que tudo aquilo podia ser obra do
Espírito Santo. E tornou-se mais envolvido na questionável doutrina antes que
membros descontentes o acusassem de heresia e votassem sua saída do púlpito.
Edward Irving morreu muito magoado aos quarenta e
poucos anos. Entretanto, sua influência permaneceu.
Através de Irving, o irlandês anglicano John
Nelson Darby adotou o futurismo de Ribera.
Esse jovem sincero começou a viajar pela Europa e
cruzou o Atlântico até os Estados Unidos, espalhando sua crença por toda parte.
Quando morreu, em 1882, Darby já tinha perto de 100 grupos de estudo somente na
América dedicados às suas idéias.
Após a morte de Darby, a tocha do futurismo
passou para C.I. Scofield, compilador das notas de estudo da Referência Bíblica
de Scofield.
Publicada inicialmente em 1909, a bíblia de Scofield
continua bastante popular hoje. E, desde 1970, o “best-seller” de Hal Lindsey,
A Agonia do Planeta Terra, tem persuadido milhões de protestantes a crerem no
ensinamento futurístico sobre o anticristo. Tratava-se de um ensinamento
diversionário da Igreja de Roma incrivelmente aceito pelo mundo protestante!
Com toda essa confusão sobre a profecia bíblica, será que fomos forçados a um
encontro inesperado com o anticristo no Armagedom? Podemos apreciar o renovado interesse
atual na profecia bíblica e na segunda vinda de Jesus, mas qualquer um que
entende a Reforma deve estar preocupado que podemos ter perdido a herança
profética. A contra-reforma católica ganhou mais terreno do que Francisco
Ribera podia ter imaginado. A Igreja não precisava mais combater a acusação dos
reformadores de que o papado era o anticristo. Roma permanece segura agora que
os protestantes conservadores estão ensinando o futurismo católico.
Que incrível mudança de eventos, não
concorda? Não estamos vulneráveis agora às falsas teorias sobre o
anticristo? Alguém perguntará: “Que diferença isso faz, uma vez que somos
cristãos sinceros?” Mas se somos realmente sinceros, levaremos a profecia a
sério quando ela nos alertar sobre a mentira, não acha?
Nos dias de Cristo, a ignorância das profecias
bíblicas levou muitos a rejeitarem Jesus. Eles esperavam um Messias que iria
expulsar o exército de ocupação romano. Quando Jesus apenas curou os enfermos e
ressuscitou os mortos, eles não O acharam qualificado! Até o fiel João Batista
ficou confuso. Ele mandou dois mensageiros até Jesus com a pergunta: “És tu
aquele que havia de vir, ou esperamos outro”? Mateus 11:3.
Essas dúvidas e enganos confundiram toda a nação.
A controvérsia teve o clímax durante os últimos meses da vida de Cristo. E em
João 7 encontramos Jesus assistindo à festa dos Tabernáculos em Jerusalém. “E
havia grande murmuração entre a multidão a respeito dele. Diziam alguns: Ele é
bom; e outros diziam: não, antes engana o povo”. João 7:12.
O debate sobre Jesus ia de um lado para o outro.
Mais uma vez, um conceito popular errado da profecia bíblica levou os ouvintes
de Cristo a duvidarem de sua identidade. João 7:27 diz: “Bem sabemos donde este
é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde ele é”.
Muitos criam que o Messias apareceria súbita e
misteriosamente, como por encanto. Quanto a Jesus, Ele estava por ali há algum
tempo e por isso não podia ser o Messias, pensaram. Sua total ignorância da
profecia fez com que eles descartassem o Salvador.
Muitos nos dias de Cristo não se preocuparam em
estudar a Bíblia por si mesmos; o que importava a eles era: “Creu nele
porventura algum dos principais ou dos fariseus”? João 7:48.
Em outras palavras, “alguém famoso crê? Eu não
vou seguir a verdade até que algum líder religioso importante siga na frente”.
Nós ainda ouvimos pessoas dizendo o mesmo hoje? Bem, você conhece a triste
história daquela época. Jesus não atendeu às expectativas de Israel, de modo
que eles não O aceitaram. Tudo por causa da indisposição de investigar as
profecias com o coração aberto. Corremos o mesmo perigo hoje? O alerta de Paulo
sobre o anticristo é: “Ninguém de maneira alguma vos engane”. II
Tessalonicenses 2:3.
Estamos sendo instados a vasculhar o horizonte em
busca de algum anticristo futuro, quando todo o tempo ele tem surgido em nosso
próprio quintal? É algo para pensarmos com todo cuidado. O povo de Deus não
reconheceu a Cristo quando Ele veio porque esperava um tipo diferente de
Messias do que a profecia bíblica de fato predisse. Talvez, em nossos dias, não
iremos identificar o anticristo por causa da confusão similar da profecia.
Alguns cristãos, sem saber, até cooperarão com o anticristo em suas mentiras.
Que cenário para o Armagedon!
Seja qual for a tribulação que enfrentaremos no
futuro, graças a Deus, podemos achar segurança no Senhor Jesus Cristo e em Sua
verdade.
Charles Glass, veterano jornalista americano,
entrou no sul de Beirute para investigar uma história. De repente, dois carros
bloquearam seu caminho. Quando ele se apercebeu, terroristas o fizeram cativo.
Então, seguiram-se dois meses de sofrimento e solidão, pontuados por muito
terror. Uma noite, ele ouviu os guardas roncando. Aquela era sua oportunidade.
Descendo pela janela até um terraço, ele conseguiu escapar. Por volta de duas
da manhã, entrou pelo saguão do hotel Summerland e gritou: “Sou Charles Glass.
Preciso de um lugar para me esconder.” O refúgio foi concedido e, em pouco
tempo, ele estava de volta em segurança nos braços de sua família.
À medida que este mundo corre para sua crise
final, também precisamos de um lugar para nos refugiarmos. Precisamos dos
poderosos braços de Deus para nos abrigar em Seus cuidados. Abra seu coração a
Ele agora mesmo e diga: “preciso de um lugar para me esconder”.
Introdução
O presente
trabalho tem como objetivo estudar o abarcante e controvertido tema do dom de
línguas; tendo como finalidade principal traçar uma linha divisória entre o
verdadeiro e o falso, porque sabemos muito bem que para todo movimento genuíno
e inspirado por Deus, Satanás apresenta uma contrafação.
A Bíblia nos
fornece a orientação segura para distinguir o veraz do ilusório, portanto só
ela determinará a distinção entre a verdadeira glossolalia
teopnéustica e a glossolalia
inspirada pelo inimigo da Palavra de Deus.
Sendo que
através da história da Igreja nenhum dom espiritual tem ocasionado tanta
controvérsia como o dom de línguas, ele precisa ser bem conhecido por nós.
Em nossos dias
o moderno movimento de línguas tem despertado grande interesse no mundo
religioso. Basta citar que apenas nos Estados Unidos, as estatísticas nos
cientificam de que 2.000 pastores das igrejas filiadas ao Conselho Nacional das
Igrejas falam em línguas. De outro lado, calculam os estudiosos, que também nos
Estados Unidos, o número de católicos que falam 1ínguas atinge 100.000.
O escritor Robert G. Gromacki, autor do
livro Movimento Moderno de Línguas
fez a seguinte declaração:
"Os dons
carismáticos estão se agigantando não somente entre professos pentecostais, mas
também entre religiões tidas como ortodoxas e muito mais rígidas quanto a
maneira de pensar. Hoje em dia, protestantes, católicos e espíritas estão em
comum acordo, que para solucionar os grandes problemas existentes nas igrejas
concernentes ao relacionamento de irmão para irmão, a solução é uma só:
apoderar-se de dons extraordinários como cura, profecia, e falar em línguas.
Isto vai ser o cimento que vai unir mais e mais os crentes em gera1.''
Espero que este
estudo ajude a iluminar a senda da verdade, clareando um pouco mais o caminho
dos que procuram palmilhá-lo com segurança.
Definições e Explicações
A palavra glossolalia, de acordo com seus
elementos constitutivos, significa: Glossa = língua – lalia = o ato de falar (do verbo laléo),
significando assim – falar línguas.
João F. Soren,
assim define:
"O dom de
línguas é um milagre divino em que, no exercício da vontade e sabedoria
divinas, o Espírito Santo concede a alguns crentes o poder de falarem em
idiomas que não aprenderam pelos processos naturais, e isto para o fim de
testemunharem eles de Jesus Cristo perante os que não crêem."
Elemer Hasse o
define com bastante precisão:
"Dom de
línguas é a divina capacitação de se poder exprimir numa língua
estrangeira."
Em outras
palavras: Dom de línguas é a possibilidade que o Espírito Santo concede ao
crente para falar um idioma totalmente desconhecido para ele.
Os
comentaristas de um modo geral afirmam: Esse dom consistia de poderes milagrosos
conferidos aos apóstolos para pregar o Evangelho a todas as nações nas suas
respectivas línguas.
É bom saber que
este dom não é necessário para a salvação da pessoa, mas uma concessão dada por
Deus para levar a salvação a outros.
O Interpreter's Dictionary of the Bible, vol. 4, pág. 671
declara que a glossolalia foi um
notável fenômeno do cristianismo primitivo, mas logo a seguir acrescenta que
este fenômeno não estava circunscrito ao cristianismo, desde que era encontrado
em muitas das religiões do mundo antigo.
No livro A Doutrina do Espírito Santo, pág. 51,
João F. Soren afirma: "O fenômeno glossolálico é universal no sentido que
aparece nas mais variadas circunstâncias, tempos e lugares. Encontramo-lo em o
Velho Testamento. Descobrimo-lo nas religiões pagãs e étnicas. Reponta em
seitas neopagãs e em diversos ramos e grupos do cristianismo primitivo,
medieval e hodierno. Constatamo-lo ainda em manifestações psicopáticas e
psiconeuróticas, sem qualquer influência religiosa."
Se os dons são
concedidos por Deus para edificação da igreja (I Cor. 14:12, 26), ele pode
conceder o privilégio de falar línguas para testificar a seu favor, desde que
isto se torne necessário.
Comentários Gerais
O Batismo com o Espírito Santo
e o Falar Línguas
Indica a Bíblia
que toda a pessoa batizada com o Espírito Santo falaria línguas? Os
pentecostais declaram de maneira enfática que os cristãos que recebem o
Espírito Santo precisam falar línguas.
Eis suas
declarações:
"Um
cristão que não foi batizado com o Espírito Santo, tendo como prova disso o
falar em línguas, é um fracalhão espiritual, comparado com aquilo que poderia
ser caso fosse batizado com o Espírito Santo, de acordo com Atos 2:4."
É dogma entre
as igrejas pentecostais, que o batismo no Espírito Santo sempre vem acompanhado
das 1ínguas.
A Constituição
das Assembléias de Deus afirma:
"O batismo
no Espírito Santo é testemunhado pelo sinal físico inicial do falar em outras
línguas, segundo o Espírito de Deus lhes concede."
Esta afirmação
seria defensável pela Bíblia? De modo nenhum, pois uma pesquisa bíblica nos
informa que de dezoito notáveis relatos do batismo com o Espírito Santo,
catorze não apresentam nenhuma referência a línguas.
Na Igreja Apostólica há
muitas evidências da manifestação do Espírito Santo na vida e na obra dos
crentes sem o aparecimento do dom de 1ínguas.
Os seguintes
exemplos são concludentes:
1º) Os sete
diáconos foram homens cheios do Espírito Santo, mas não há nenhuma menção de
que tivessem falado línguas.
2º) Os
samaritanos ao crerem na Palavra de Deus receberam o Espírito Santo, porém, não
foram agraciados com o dom de línguas.
O pastor
luterano Larry Christenson
estudando os relatos sobre o batismo, no livro de Atos, pergunta:
"Significará
isso que todo aquele que recebe o Espírito Santo fala em línguas – e que se
alguém não falou em línguas não recebeu realmente o Espírito Santo?" Sua
resposta é: "Não creio que se possa tirar essa conclusão fixa das
Escrituras." – Revista Trinity, vol. III. Nº l).
Que Significa ser Batizado com
o Espírito Santo?
O Espírito
Santo é descrito como vindo aos crentes antes do batismo (Atos 10:44-48),
seguindo-se ao batismo (Atos19:5, 6) e algum tempo indeterminado após o batismo
(Atos 8:12-17).
Se a palavra
batismo significa "imergir", o batismo pelo Espírito Santo indica que
somos imersos pelo Espírito Santo em Cristo. Esta idéia é confirmada pela
descrição paulina de Tito 3:5-7. Ela é mais evidente na linguagem do Novo Testamento Vivo – "Então Ele
nos salvou – não porque fôssemos suficientemente bons para sermos salvos, mas
por causa da sua bondade e compaixão – quando lavou os nossos pecados e nos deu
a nova alegria de sermos a morada do Espírito Santo. Que Ele derramou sobre nós
com maravilhosa abundância – e tudo por causa daquilo que Jesus Cristo nosso
Salvador fez, a fim de que Ele nos pudesse declarar justos aos olhos de
Deus."
Requisitos para Receber o
Espírito Santo
A Bíblia nos
apresenta quatro requisitos essenciais para o recebimento do Espírito Santo:
1º) Fé.
"E todos nós, como cristãos, podemos ter o
Espírito Santo prometido por meio desta fé." Gálatas 3:14.
2º) Arrependimento.
"Cada um de vocês deve abandonar o pecado,
voltar-se para Deus e ser batizado no nome de Jesus Cristo para o perdão dos
seus pecados: então vocês também receberão o Espírito Santo, que será dado a
vocês." Atos 2:38.
3º) Obediência.
"Nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o
Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem." Atos 5:32.
Se obedecer a
Deus é guardar os seus mandamentos, conclui-se que quem vive em consciente
violação de qualquer um dos Dez Mandamentos não poderá esperar receber o
Espírito Santo.
4º) Oração. "E
se gente pecadora como vocês dá aos filhos o que eles precisam, não percebem
que o Pai celeste fará pelo menos tanto assim, e dará o Espírito Santo àqueles
que O pedirem?" Luc. 11:13.
O Dom de Línguas no Novo
Testamento
Há cinco
passagens do Novo Testamento mencionado o dom de línguas. Uma em Marcos, três
em Atos e uma em I Coríntios.
Ei-las em ordem
cronológica :
I. Marcos 16:17
– "Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão
demônios; falarão novas línguas."
Este dom é
mencionado por Cristo em forma de uma promessa, que lhes possibilitava pregar o
evangelho na linguagem daqueles que iam ouvir as boas novas de salvação.
O adjetivo
"novas" não quer dizer línguas inexistentes, como defendem alguns,
mas línguas estrangeiras que eles falariam sem as terem aprendido.
É interessante
saber que há em grego duas palavras para novo – néos e kainós. Néos é novo no sentido de tempo,
recente e kainós é novo na forma ou qualidade.
Cristo aqui usou kainós porque se referia ao novo não
usado. [Ver Novo em Grego e Novo em
Português, p. 286]
Roberto
Gromacki no livro já anteriormente citado, página 72 afirma: "Se o falar
línguas tivesse envolvido línguas desconhecidas nunca antes faladas, então
Cristo teria usado néos (novo em referência ao tempo).
Mas, visto que ele empregou kainós, tem que se referir a
línguas estrangeiras, que eram novas àquele que as falasse, porém, que já
existiam antes".
Eram idiomas
novos para aqueles que os falariam. A denominação de novas indicava o contraste
com as línguas por eles faladas.
É Autêntica a Terminação de
Marcos?
A Crítica
Textual muito tem discutido sobre a autenticidade da conclusão do evangelho de
Marcos (16:9-20). Os dois melhores e mais antigos manuscritos completos da
Bíblia, o Sinaítico e o Vaticano, não a contêm. Nenhum manuscrito grego do
quinto século tem os versos 9 a 20 do cap. 16. Embora os manuscritos posteriores
tragam estes verses, temos que concordar com as declarações do Dr. A. T. Robertson, grande erudito
grego e autor de uma das melhores gramáticas para o Novo Testamento:
"Assim, os fatos são mui complicados, porém eles argumentam fortemente
contra a genuinidade dos vs. 9 a 20 de Marcos 16." – Word Pictures in the
New Testament, pág. 402.
Nota: Veja
neste Livro o ponto: A Discutível Terminação do Evangelho de Marcos.
O Desejado de Todas as Nações, pág. 821
declara o seguinte:
"Um novo
dom foi então prometido. Deviam pregar entre outras nações e recebiam poder de
falar em outras línguas, Os apóstolos e seus cooperadores eram homens
iletrados, todavia mediante o derramamento do Espírito, no dia de Pentecostes,
sua linguagem, fosse no próprio idioma, ou no estrangeiro, tornou-se pura,
simples e correta, tanto nas palavras como na pronúncia."
II. Atos 2:1-13
Este relato
circunstanciado do dia de Pentecostes (transliteração da palavra grega pentekostes – cinqüenta, qüinquagésimo dia após a ressurreição de
Cristo) é o mais significativo de toda a Bíblia, onde nos informa que os
apóstolos foram milagrosamente capacitados para falarem em várias línguas a fim
de que os presentes os ouvissem falar em seus respectivos idiomas.
O falar línguas
de Atos 2 era um sinal de que o dom do Espírito Santo tinha sido dado aos
apóstolos por Cristo, conforme sua promessa.
De maneira
nenhuma pode-se defender que estas línguas eram celestiais, extáticas,
desconhecidas, ininteligíveis, espirituais. Por que? Porque esta idéia não está
contida na Bíblia. O relato divino é este: "Não são, porventura, galileus
todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa
própria língua materna?" Lucas apresenta a seguir a relação de dezesseis
regiões lingüísticas, cujos habitantes ouviam os apóstolos falarem nas línguas
de sua procedência.
O milagre de
Pentecostes consistiu no seguinte: Deus concedeu aos discípulos a faculdade de
falarem nas línguas maternas representadas pelas diversas nacionalidades
mencionadas em Atos 2:9-10. Este milagre era uma evidência de que o Espírito
Santo viera, e um sinal para os judeus de que Jesus era verdadeiramente o
Messias e ainda de que a mensagem apostólica era verdadeira.
O livro Atos dos Apóstolos, págs. 39 e 40
confirma as afirmações feitas:
"O Espírito Santo, assumindo a forma de línguas de fogo,
repousou sobre a assembléia. Isto era um emblema do dom então outorgado aos
discípulos, o qual os capacitava a falar com fluência línguas com as quais não
tinham nunca entrado em contato. . . . Esta diversidade de línguas teria sido
um grande embaraço à proclamação do evangelho; Deus, portanto, de maneira
miraculosa, supriu a deficiência dos apóstolos. O Espírito Santo fez por eles o
que não teriam podido fazer por si mesmos em toda uma existência. Agora podiam
proclamar as verdades do evangelho em toda a parte, falando cem perfeição a
língua daqueles por quem trabalhavam. Este miraculoso dom era para o mundo uma
forte evidência de que o trabalho deles levava o sinete do céu."
Quase todos os
comentaristas, através dos séculos concordam que os discípulos, nesta ocasião,
falaram as línguas das nações representadas em Jerusalém. Alguns estudiosos
declaram firmemente, que este milagre de pregar numa língua, que a pessoa antes
não conhecia, nunca mais se repetiu na História da Igreja. Gromacki faz isto
claro em Movimento Moderno de Línguas,
primeiro capítulo.
III. Atos 10:46
"Pois os
ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus."
Temos aqui o
relato do episódio acontecido, em Cesaréia, na casa de Cornélio. Do relato de
Lucas se conclui que as línguas aqui mencionadas não eram ininteligíveis, pois
Pedro e os companheiros "os ouviam engrandecendo a Deus".
A diferença
entre este relato e o de Atos 2 parece ser a seguinte: No Pentecostes o falar
em línguas foi o meio usado por Deus para anunciar o evangelho aos judeus que
vieram a Jerusalém. Na casa de Cornélio o falar línguas foi um
"sinal" para que os circunstantes cressem que Deus não faz acepção de
pessoas. Atos 10 :34-35; 11:17.
IV. Atos 19:1-6
Alguns varões
de Éfeso, sobre os quais Paulo impusera as mãos "falavam línguas e
profetizavam".
Pelo fato da
discrição não entrar em pormenores, faltam-nos elementos para conclusões mais
definidas.
E. G. White nos
informa que estes homens "receberam também o batismo do Espírito Santo,
que os capacitou a falar as línguas de outras nações e a profetizar." – Atos dos Apóstolos, pág. 283.
V. I Coríntios 12 a 14
Nestes
capítulos não há o relato descritivo do dom de línguas. O pastor batista João
F. Soren, no artigo "O Dom de Línguas à Luz do Novo Testamento"
declara enfaticamente: "Não há evidência segura de que tenha havido em
Corinto, à luz da exposição do Apóstolo Paulo em 1 Cor. 12, 14, a manifestação
do dom carismático de línguas, ou seja a capacitação concedida pelo Espírito
Santo para que os crentes ali falassem idiomas que nunca estudaram ou
aprenderam normalmente, à maneira do que se verificou no dia de Pentecostes. .
.
"Os
coríntios competiam em torneios poliglóticos na igreja, falando publicamente em
idiomas estrangeiros ou então tartamudeando em êxtase nervosa, para
impressionar os ouvintes. Não tinham eles o dom carismático de línguas. Isso
era algo muito diferente do que ocorrera no Pentecostes. Ao invés de darem um
sinal convincente do poder do evangelho para a salvação de todo aquele que crê,
o sinal que davam eles para os incrédulos era outro. A confusão, a balbúrdia
era tal que, para os incrédulos, a casa de Deus mais dava a impressão de ser
uma casa de dementes. I Cor. 14:23."
J. Reis
Pereira, em artigo colocado no livro A
Doutrina do Espírito Santo, pág. 77 nos esclarece:
"As
línguas de I Coríntios eram sons ininteligíveis. Davam a aparência de uma
língua, mas ninguém poderia compreendê-la. Para interpretá-la seria necessário um
outro dom, o dom de interpretação. Tais são as línguas faladas em assembléias
pentecostais de nossos dias, o dom que prova o batismo no Espírito Santo,
segundo os pentecostais. Tais são as línguas faladas em igrejas de outras
denominações, até mesmo batistas, em nossos dias, ao que nos informam. . .
"Línguas
ininteligíveis, extra-humanas, sons incompreensíveis, necessitando de um
intérprete tais seriam as línguas da Igreja de Corinto, segundo a interpretação
que estamos considerando."
Estudiosos
competentes das Escrituras têm chegado à seguinte conclusão:
O falar línguas
na Igreja de Corinto era um afastamento ou abuso do dom recebido
pelos 120 cristãos no Pentecostes.
Pelo relato de
Paulo sabemos que algumas poucas palavras compreensivas tinham muito mais valor
do que centenas em uma língua desconhecida. "Dou graças ao meu Deus,
porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na
igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa instruir os
outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida." (I Cor. 14:18 e
19). Em outros escritos paulinos, referentes aos dons do Espírito, não há
nenhuma referência ao tão decantado dom de línguas. Ver Romanos 12 e Efésios 4.
Em Nota
Adicional sobre I Cor. 14 o SDA Bible Commentary declara
entre outras coisas o seguinte:
"Que a
língua falada sob a influência do dom em Atos 2 era uma língua estrangeira, que
poderia ser facilmente compreendida por um estrangeiro daquela língua.
"A
manifestação de I Coríntios era diferente daquela do dia de Pentecostes, porque
a língua não era uma língua falada por homens, e por este motivo nenhum homem
poderia entendê-la, a menos que estivesse presente um intérprete, que possuísse
o dom do Espírito para compreender a língua. (I Cor. 12:10).
"Após
enumerar uma lista de características que devem ser notadas na descrição
paulina de I Cor. 14, acrescenta:
"Esta
lista de características do dom torna claro que o apóstolo não está tratando de
um dom falsificado. Ele enumerou "línguas" entre os genuínos dons do
Espírito (cap. 12:8-10), e em nenhuma parte sugere que a manifestação descrita
no cap. 14 não é de Deus. Pelo contrário, louva-a (cap. 14: 4, 17), alega que
ele falava em línguas mais do que os Coríntios (v. 18), desejava que todos
possuíssem o dom, e recomenda os crentes a não proibirem o seu exercício (v.
39). Seu objetivo através da discussão é mostrar o seu devido lugar e função e
advertir contra o seu abuso."
Outras partes
desta Nota Adicional
que merecem destaque são estas:
"Seja qual
for a opinião adotada, uma coisa é certa, que a manifestação do dom no
Pentecostes e os propósitos para os quais ele foi dado (Atos 2) diferiam em
muitos aspectos do dom manifestado em Corinto. O dom em Corinto servia para
edificar o orador, não os outros (I Cor. 14:4). Paulo não encorajou seu uso em
público a não ser que um intérprete estivesse presente (versos 19, 28)."
"Por causa de certas obscuridades em relação à maneira
precisa pela qual o dom se manifestou antigamente, Satanás tem achado fácil
falsificar o dom. Exclamações incoerentes eram bem conhecidas e largamente
encontradas dentro do culto pagão. Também em tempos posteriores, sob o disfarce
de cristianismo, várias manifestações das chamadas línguas têm aparecido de
tempos em tempos. Contudo, quando estas manifestações são comparadas com
especificações escriturísticas do dom de línguas, elas são achadas ser algo
muito em desacordo com o dom antigamente comunicado pelo Espírito. Essas
manifestações portanto devem ser rejeitadas como espúrias. Entretanto, a
presença do dom falsificado não nos deve levar a tratar levianamente o dom
genuíno. A manifestação correta do dom a que Paulo se refere em I Cor. 14
realizou uma função proveitosa. É verdade que dela abusaram, mas Paulo tentou
corrigir os abusos e indicar a operação do dom em seu devido lugar e
função."
O principal
desacordo com os pentecostais começou quando os líderes religiosos concluíram
que o falar em línguas, os gritos de júbilo, as lágrimas, o rolar pelo chão não
passa de um emocionalismo que destrói a verdadeira adoração.
Origem do Pentecostalismo Moderno
John L. Sherrill no livro Eles Falam em Outras Línguas, pág. 53,
afirma que o falar línguas nos tempos modernos surgiu nos Estados Unidos com o
jovem ministro metodista chamado Chales F. Parham. Na véspera do ano novo de
1900 ele colocou as mãos sobre a cabeça da senhorita Ozman, e orando, dos
lábios da moça saíam sílabas em voz baixa, que nenhum deles podia entender. Os
pentecostais consideram essa data como muito importante na sua história, desde
que para eles foi a primeira vez, desde os dias da igreja primitiva, que alguém
falou em línguas.
Diferenças Entre o Dom de Atos 2 e o Falar Línguas dos
Pentecostais Modernos
Já vimos que as
línguas de Atos 2 foram de natureza sobrenatural, isto é, os apóstolos pelo
poder do Espírito Santo falaram línguas estrangeiras que não haviam aprendido
antes.
Se o movimento
pentecostal ou neopentecostal é uma volta ao padrão bíblico, então o movimento
carismático hodierno deve ser idêntico ao dos apóstolos. Se as línguas de Atos
2 eram 1ínguas conhecidas, as de hoje também o devem ser.
Vejamos se os
fatos confirmam esta realidade. Uma análise imparcial e conscienciosa nos
indica que as "línguas" destes movimentos modernos não se assemelham
a nenhuma língua conhecida. Tal declaração se baseia nos seguintes itens:
1º) A ausência
de qualquer estrutura lingüística.
2º) O uso
excessivo de uma ou duas vogais apenas.
3º) Os sons e
os vocábulos são totalmente desconhecidos.
William J. Samarin, professor
de antropologia e línguas da Universidade de Toronto, em seu livro Tongues of Men and Angels, pág. 227, afirma:
"Na
construção, bem como na função, as línguas
são fundamentalmente diferentes das 1ínguas existentes."
Esta sua
afirmação foi feita, depois de pesquisas baseadas no estudo de línguas
diferentes, faladas nas reuniões pentecostais na Europa e América do
Norte.
Outra
declaração bastante conclusiva pertence ao Dr. William Welmers, professor de línguas
africanas da Universidade da Califórnia,
"Eu devo
declarar sem reservas que as gravações que examinei não se assemelham
estruturalmente a uma língua. Não há mais do que sons de vogais contrastantes,
e poucos sons peculiares de consoantes; estes combinam para formar bem poucos
conjuntos de sílabas que se repetem muitas vezes em ordem variada." – Letter to the Editor Christianity Today, 8 de novembro de
1963.
Explicações para o Moderno
Movimento de Línguas
Dentre as
múltiplas explicações existentes estas se destacam por sua preeminência:
1ª) Ação diabólica.
Sabemos que
antes do verdadeiro derramamento do espírito, Satanás irá introduzi r uma
contrafação.
"Nas
igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção
especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como
grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando
maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito." – O Grande Conflito, pág. 464.
2ª) Fraude.
Os estudiosos
destes movimentos afirmam ser comuns o engano, a simulação na prática deste
dom, bem como com os dons de curar, profetizar e outros. Há muitos que fingem
estar falando uma língua estranha quando na realidade existe apenas
exibicionismo.
3ª) Hipnose.
Esta é a
explicação mais comum, do ponto de vista psiquiátrico e psicológico, para a
maioria dos casos de pessoas que falam "línguas".
4ª) Catarse
psíquica.
Ira Jay Martim
explica o fenômeno das línguas como uma catarse psíquica.
Para esta
classe, quando a pessoa aceita a Cristo, ela tem paz, confiança em Deus, fica
livre do pecado, enfim seria uma purificação ou catarse. Este estado produz em
muitos grande prazer, expressando estes sentimentos por cânticos, testemunhos e
falar 1ínguas.
5ª) Orgulho
espiritual.
Considerado
como o clímax da experiência espiritual o fenômeno de línguas, quando obtido
facilmente, produz a exaltação própria. Este falar línguas leva a pessoa a se
orgulhar.
Gromacki, na
obra já citada, no capítulo "A Natureza do Movimento Moderno de
Glossolalia", estudando as fontes que podem determinar a experiência
glossolálica moderna, cita estas: divina, satânica, psicológica e artificial.
"Eu tenho
sido instruída que quando alguém pretende exibir estas manifestações peculiares
(falar em línguas, dançar, gritar, pular, etc.), isto é uma evidência decisiva
que não é obra de Deus." – Manuscrito
115, 1908.
Conclusão
Através do
estudo feito concluímos que nenhum dom espiritual tem ocasionado tanta
controvérsia na Igreja como o dom de línguas.
A história nos confirma que
o fenômeno glossolálico não pertence exclusivamente à Bíblia, desde que foi
achado mesmo entre religiões pagãs.
Na realidade
aprendemos, que a verdadeira natureza da glossolalia bíblica consistia de
línguas estrangeiras faladas por crentes, que nunca as haviam aprendido e que este
dom era controlado pelo Espírito Santo.
A glossolalia
moderna em sons desconhecidos não tem nenhuma base nas Escrituras Sagradas.
Os estudiosos
da moderna glossolalia crêem que estes fenômenos muitas vezes são explicados
pela psicologia e como o resultado da contrafação diabólica do verdadeiro dom
escriturístico.
Uma análise das
passagens bíblicas onde houve tais manifestações nos fornece a orientação
segura para a glossolalia.
Esta pode ser
assim sintetizada:
1ª) O objetivo
deste dom nos dias apostólicos era evangelístico e não para servir de sinal ou
confirmação dos crentes.
2ª) Pelo estudo
feito o dom relatado em Atos 2 referia-se a uma língua existente, que a pessoa
passava a falar com fluência pelo poder do Espírito Santo.
3ª) Não há
nenhum indício de que fosse uma língua ininteligível e extática.
4ª) A
finalidade principal deste dom era a edificação dos crentes e o desenvolvi
mento da causa de Deus.
Objetivávamos
com o presente trabalho clarificar um pouco mais este tema, ajudando a sanar dúvidas
em assunto tão controvertido. Esperamos que se este objetivo não foi totalmente
atingido, ao menos ele o tenha sido em parte.
Nota
Na elaboração
deste tema valemo-nos de Dicionários, Comentários, artigos de revistas, estudos
esparsos e de alguns livros, destacando-se entre estes por nos fornecerem os
melhores subsídios os três seguintes:
1) Movimento
Moderno de Línguas de Robert G. Gromacki;
2) Luz
Sobre o Fenômeno Pentecostal de Elemer Hasse;
3) A
Doutrina do Espírito Santo do Parecer da Comissão dos Treze.
Quem se interessar por uma visão
mais ampla do assunto, deveria lê-los.
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