sábado, 11 de agosto de 2012


T7633- A VERDADE SOBRE AS CURAS MEDIÚNICAS

 

Você se importa com quem o cura? Você viajaria qualquer distância, pagaria qualquer preço para voltar a ficar bom, não importa quem estendesse a mão curativa? Você dirá: "Ora, eu quero viver! Pouco importa quem me cure." Mas não se importar pode ser perigoso, até fatal.

Tenho dois artigos de jornais. Um, datado de 11 de janeiro de l978 e recortado do San Francisco Chronicle, com o título: "Os Céticos do Poder da Mente Denominam a Superstição." E diz: "Se você suspeita que os OVNIs podem ser reais... se você pensa que o Triângulo das Bermudas é um lugar perigoso... se você acredita na leitura da mente... telepatia ou percepção extra-sensorial... se você atende a qualquer dessas crenças, e parece haver milhões de pessoas que fazem isso. Bem, existem alguns cientistas e estudiosos que estão muito preocupados com você. Eles acham que você está sendo enganado e vêem o aumento do culto e do oculto como uma doença do nosso tempo. Para eles, a questão é ciência versus superstição."

Somente pouco mais de seis anos depois, em 3 de abril de 1984, o Tribune de Oakland, jornal do outro lado da baía de São Francisco, publicou um extenso artigo intitulado: "Os Videntes se Apóiam na Ciência." O artigo vai até a segunda página e continua no dia seguinte. Trata-se de um artigo que pode ser resumido nestas poucas palavras: "Se a parapsicologia funciona, por que não usá-la?"

Será que estamos a ponto de testemunhar o casamento dos fenômenos psíquicos com a ciência? É possível. Você sabia que a Universidade John F. Kennedy, em Orinda, pouco além das montanhas de Oakland, criou um departamento de parapsicologia?

A parapsicologia tem desejado o tempo todo ser reconhecida como uma ciência, e por essa razão tem mantido em segredo os seus laços com o oculto. Todavia, sua mais forte evidência vem dos médiuns e, sem eles, ela ruiria. 

A parapsicologia é o estudo dos fenômenos ocultos e não se consegue aprofundar no estudo desses fenômenos sem entrar na cura mediúnica de alguma forma. Quase todos os médiuns espíritas tem alguma habilidade de cura. As várias formas de cura mediúnica são, na verdade, uma subdivisão da parapsicologia.

Ora, ciência e parapsicologia, ciência e o oculto, medicina ocidental e cura mediúnica, não queriam ter ligação uma com a outra. Mas as coisas estão mudando a despeito do fato de a parapsicologia ainda se considerar uma ciência. Mais e mais médicos estão apoiando a cura psíquica ou mediúnica. A porta está sendo aberta aos poucos até para a bruxaria.

Grande parte dos 1.500 membros da academia de parapsicologia e medicina é composta de médicos, que dão grande parte de sua atenção às pesquisas e curas mediúnicas. Seu presidente, Dr. Robert A. Bradley, é um médium. Ele é o inventor do método Bradley de parto natural, que diz ter sido uma idéia recebida de um de seus espíritos. O propósito principal da academia é integrar a ciência e a medicina ao oculto.

Na Grã-Bretanha, a Federação Mundial dos Curandeiros, com nove mil membros, recebeu autorização do governo para tratar pacientes em 1.500 hospitais no país. Essa mesma federação, composta em grande parte de médiuns assumidos, tem fornecido a colaboração de seus membros à Organização das Nações Unidas.

Dizem que o ex-astronauta, Edgar Mitchell, um entusiasta da parapsicologia, está se esforçando para integrar a cura mediúnica à medicina tradicional. Ele crê que "os curandeiros mediúnicos" podem se tornar adjuntos valiosos nos staffs dos hospitais, nos consultórios e nas clínicas gerais.

Parece haver algo de estranho nesse entusiasmo, pois ele mesmo diz que os poderes da metodologia mediúnica "podem ser tão perigosos quanto a energia atômica". 

Alguns doutores em medicina estão atualmente encaminhando seus pacientes aos médiuns e ocultistas. Há homens como o Dr. Robert Leichtman, por exemplo, que é médico, médium e pesquisador psíquico. Ele diagnostica os pacientes sem vê-los, e admite receber seus diagnósticos do mundo dos espíritos, mas a fama de suas habilidades tem se espalhado rápido entre seus colegas médicos. Por isso, também ele diagnostica várias centenas de casos por ano para eles, com uma precisão acima de 90 por cento. Podemos citar casos e mais casos.

É do conhecimento público que a Dra. Elisabeth Kluber-Ross, a famosa autoridade a respeito da morte, está profundamente envolvida com o oculto, juntamente com seu sócio e amigo, Dr. Raymond Moody, autor do "best-seller" Vida após a Vida. Consta que Kluber-Ross tem cinco espíritos. Salem é o seu preferido.

Sim, as coisas estão mudando. A ciência e a parapsicologia estão pondo de lado as suas diferenças, e a hipnose é agora assunto do dia-a-dia. "Mas espere", dirá você. "O que há de errado com a hipnose? Ela não tem qualquer ligação com o oculto, tem?" Bem, você decide.

Você já ouviu falar em mesmerismo e magnetismo animal, tão populares no século passado? O transe mesmérico e o espírita são um só. Cada fenômeno oculto encontrado no mesmerismo é encontrado na moderna hipnose. Ambos são espirítas, embora Anton Mesmer, como os parapsicólogos de hoje, preferia identificá-lo com a ciência. Em essência, o hipnotismo moderno é mesmerismo.

Na corrida de Satanás pelo controle da mente dos homens, da vontade e da consciência, é muito natural que o hipnotismo seja um de seus instrumentos preferidos. Ele sabe que a hipnose é uma estrada direta até a mente, e quando uma mente se rende a outra, mesmo que para um propósito aparentemente bom, ele ou um de seus ajudantes podem entrar e assumir o controle.

A porta está aberta. Jamais esqueça que a consciência opera através da mente. Quando a mente está dominada, a consciência também está. Jamais esqueça que, quando a mente tem uma brecha, quando a fechadura é arrombada, nunca mais tornará a ser forte e o problema é que ler rótulos não ajuda muito, pois a hipnose pode se esgueirar sob um rótulo de aparência inofensiva como "Relaxamento Científico".

Você já ouviu falar no Controle Silva da Mente? Ou da agora extinta dinâmica da mente? Cursos como esses prometiam às pessoas quase tudo. Uma garota insistia: "Além de descobrir que você pode fazer tudo o que quiser, que você é a razão de tudo, também descobre que não pode mais ficar triste e nem mesmo deprimido." Não é de admirar que as pessoas se inscrevam! Mas o Dr. Elmer Green, um destacado crítico que até já debateu com um desses grupos na televisão, destaca que muitas dessas organizações "ministram um programa de quatro dias de intensa educação hipnótica para fazer as coisas que elas demonstram".

Você sabe agora por que Salomão, o sábio, nos dá este conselho? "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração (ou seja, a sua mente) porque dele procedem as saídas da vida." Provérbios 4:23.

E quanto à ioga? Você dirá: "Eu faço ioga, mas isso é apenas um meio de relaxar o corpo e a mente. Não se trata de hinduísmo e não há demônios envolvidos. Portanto, é totalmente segura." Tem certeza? O objetivo da ioga, diz o pesquisador John Weldon, é "que os dedicados à ioga percebam que ela tem a ver com Brahma, o mais elevado e impessoal deus hindu".

Os exercícios físicos são designados para preparar a pessoa a receber essa idéia em sua mente e em seu corpo. Ele diz: "A ioga é puro ocultismo e a meditação é o princípio operador da ioga."

Minhas próprias pesquisas nos últimos 25 anos, tanto na Inglaterra como na América, me levaram a crer que existem tremendos riscos na prática da ioga, pois um simples erro pode produzir insanidade ou morte repentina. O poder demoníaco nunca está distante.

Jesus passou grande parte do Seu tempo curando. Ele passou mais tempo curando do que pregando. Sua compaixão pelo sofrimento humano desconhece fronteiras. Ele não queria que ninguém sofresse. Você não acha óbvio que o inimigo, o anjo caído que está a fim de destruir tudo o que puder, daria a maior prioridade à falsificação da cura? Acredite, ele não perde uma chance!

A cura mediúnica está se tornando mais popular a cada dia. Ninguém quer morrer e, quando a vida está ameaçada, homens e mulheres vão a qualquer lugar. Eles pagam qualquer preço pela promessa de ficar bons novamente.

Existem diagnosticadores mediúnicos que seguem os passos de Edgar Cayce, que foi o primeiro a desenvolver o diagnóstico pela hipnose. Alguns curandeiros obtêm uma precisão próxima da de Cayce. Alguns deles nunca vêem seus pacientes. Outros usam um objeto, como uma vareta ou um pêndulo, em seu diagnóstico, mas o poder não está no objeto; está no operador. O grau de sucesso é proporcional ao grau de envolvimento do curandeiro com o mundo espírita, com o oculto. Muitos deles sabem que os espíritos fazem a cura, mas nem todos querem se identificar como demônio. Eles dizem que a cura vem de seu eu superior.

Você sabia que o próprio Cayce passou a ficar mais preocupado com a natureza da força que operava através dele? Chegou uma época em que ele tinha dúvidas de seus poderes e dizia suspeito: "O diabo podia estar me tentando a fazer seu trabalho operando através de mim quando eu estava presunçoso demais para achar que Deus havia me dado poderes especiais." Cayce, assim como muitos outros, caiu na cilada. Ele não conseguiu ludibriar nem deter as forças que trabalhavam através dele.

Há uma coisa muito interessante com relação às receitas mediúnicas. Algumas delas contém idéias simples, inofensivas e antiquadas. Outras prescrevem drogas mais recentes, a despeito do curandeiro não ter qualquer curso de medicina, e não saber sequer ler. Ele pode estar simplesmente repetindo o que uma voz está lhe dizendo. Pense sobre isto: algumas dessas receitas mediúnicas podem não funcionar se receitadas por um médico sem vínculo com o oculto e algumas delas podem ser perigosas se receitadas por um médico não mediúnico, mas totalmente inofensivas se receitadas por um curandeiro do oculto.

Certa vez, uma potente droga foi receitada em uma quantidade que mataria uma dúzia de pessoas. Evidentemente, o paciente do curandeiro não sofreu coisa alguma. Tenha em mente que muitas vezes um diagnóstico mediúnico está errado. Aí perde-se tempo e verdadeiros danos são causados. Mesmo quando a cura aparente acontece, geralmente é temporária. Muitas vezes, a doença é simplesmente transferida para outra parte do corpo ou, pior, para a mente!

Seja lá o que se diga, existem curas. O sobrenatural está em ação. Existem inegavelmente milagres de cura. Se você está doente, mesmo em estágio terminal, existem lugares para onde pode ir e ser curado. Porém, você está disposto a pagar o preço? E sabe qual é esse preço?

Uma paciente apareceu à porta de uma curandeira que vinha fazendo afirmações bombásticas por um anúncio de jornal. Ela disse à curandeira que seu médico havia diagnosticado nela uma grave doença no sangue, provavelmente leucemia. A curandeira replicou:

– Eu não sou médica. Eu trato com a mente e uso hipnose. A medicina não tem a cura para leucemia, mas nós temos curado leucemia. Temos curado câncer.

Ela explicou o método que iria usar:

– Empreste-me a sua mente para remover toda a sujeira e deixá-la funcionando adequadamente.

Ela explicou que a mente tinha que ser posta num estado passivo através da hipnose para que pudesse ser limpa de todo o lixo. A mente então purificaria o sangue e o corpo iria funcionar como deveria.

A paciente, na verdade, era uma policial que havia gravado secretamente a conversa. A curandeira foi presa mais tarde. "Empreste-me a sua mente", havia dito ela. Existem lugares onde você

pode ir e ser curado, mas o preço da cura é a rendição da sua mente. Você está disposto a pagar um preço tão alto? Está disposto a se vender para o mundo dos espíritos, para o inimigo do Senhor Jesus Cristo?

Alguns, apesar de claramente alertados, estão prontos a fazer essa tão temerosa troca. Veja o que o cirurgião mediúnico Edivaldo declarou. Ele disse: "Se o diabo pode aliviar a dor, abrir um estômago e remover uma úlcera, eu prefiro o diabo."

Confesso que algum tempo atrás eu acreditava que todas as cirurgias mediúnicas eram fraudes, realizadas por mãos ágeis, mas sei muito mais agora. Muitas delas são realmente fraudes, talvez a maioria, mas nem todas o são. Algumas são assustadoramente sobrenaturais. A maioria dos cirurgiões  mediúnicos é de centros espíritas do Brasil e das Filipinas.

A cirurgia mediúnica é feita sob péssimas condições de higiene e, muitas vezes, com facas sujas ou enferrujadas como instrumentos. Nenhuma anestesia é usada e o cirurgião presta pouca atenção ao seu trabalho. Isso ocorre porque um espírito está ali. Todos os curandeiros sabem disso e admitem abertamente que nada poderiam fazer sem os espíritos.

A cirurgia, o diagnóstico e a cura espíritas estão indo para outros países como Austrália, Canadá e Estados Unidos. Essa é a cura que você quer? Você está disposto a pagar o preço de uma escravidão ao oculto da qual somente o Senhor  Jesus Cristo poderá libertá-lo?

Atualmente, ouvimos muito a respeito da medicina holística e o conceito de tratar a pessoa como um todo, do envolvimento do paciente em seu próprio tratamento, da medicina preventiva, etc. Isso tudo é muito bom. Jesus tratava a pessoa como um todo e durante muitos anos antes de se ouvir falar em medicina holística, o lema e o alvo da Faculdade de Medicina da Universidade em Loma Linda, CA, tem sido: "Tornar o Homem Completo".

Os Adventistas do Sétimo Dia têm promovido há muito tempo esse conceito. Porém, com a medicina holística que tem sido vendida hoje, é preciso ter cuidado. É preciso discernimento. Temos que saber distinguir entre o que é seguro e o que não é. Algumas das ciladas da cura mediúnica já foram filtradas dentro da medicina holística e algumas coisas boas estão em má companhia agora.

Vejamos o biofeedback, por exemplo. Sem dúvida não há nada errado com a máquina, com as funções de um corpo, mas o problema é que muitos dos operadores de feedback estão envolvidos com o oculto.

De fato, a pesquisa do Dr. Elmer Green indica que a percepção extra-sensorial e os fenômenos paranormais às vezes ocorrem em todos os tipos de experimentos de biofeedback, a despeito de não serem os objetivos do treinamento. Qual o tamanho da influência do misticismo oriental e do oculto no movimento da saúde holística? É assustador. Parece que o movimento como um todo está dominado, controlado por filosofias completamente incompatíveis com o cristianismo, e mesmo assim continua crescendo.

Quase todas as técnicas holísticas estão repletas de implicações sutis, ou não tão sutis, que têm a sua origem no oculto. Muitas dessas técnicas são designadas para produzir estados alterados de consciência. É evidente que muitos praticantes holísticos dependem de estados de transe ou de outros estados alterados de consciência para fazer seus tratamentos funcionarem. As energias que eles buscam receber e passar aos seus pacientes são as mesmas velhas energias do oriente - perigosas ao extremo!

Ao que parece, poucos centros holísticos por todo o mundo escaparam do envolvimento com o oculto. A literatura deles revela isso. É só olhar. Os cursos que eles ministram denunciam isso. Calcula-se que provavelmente 80 a 90 por cento das palestras feitas a respeito da saúde holística apóiam o oculto de um modo ou de outro. Você pode ver que o médico a quem cofiamos nossas consultas, nosso tratamento de saúde, torna-se vitalmente importante.

Sem dúvida, seria injusto presumir que um médico está individualmente envolvido com o oculto só porque muitos de seus colegas estão. Por outro lado, chegou o momento de extrema cautela.

Ora, você pode estar dizendo: "Tudo isso é muito assustador." Mas enquanto você não se conscientizar que os anjos do mal estão ao nosso redor num mundo invisível, e que estão batalhando pelo controle de nossa mente, não terá entendido. É mais do que apenas assustador. Esses agentes de satanás, se puderem, desviarão nossa mente, porão em desordem e atormetarão nosso corpo, destruirão nossa saúde, nossos bens e nossa vida. Eles tentarão usar tudo de bom e de ruim para conseguirem a nossa total destruição! Por outro lado, o Senhor Jesus fará tudo o que puder para nos salvar. Ele é mais forte que o inimigo e mandará todos os anjos do Céu em nosso socorro, mas não nos deixará ficar sob o poder do inimigo contra a nossa vontade. Temos que pedir essa ajuda. Ela não nos será negada.

Você e eu, neste exato momento, com nossa própria permissão, estamos sob o controle de um poder ou de outro, mas a escolha é nossa!

Maravilhoso Jesus! O que temos aprendido sobre o inimigo apenas nos faz amar mais a Jesus, pois a beleza do Seu caráter, em contraste, se destaca como uma estrela brilhante contra a noite escura! Você está deixando cada ataque inimigo aproximá-lo mais do Salvador e aprofundar o seu relacionamento com Ele? Espero que sim, pois somente em Suas mãos qualquer um de nós está seguro.

         só porque muitos de seus colegas estão.




A TRAGÉDIA DO TITANIC

Pr. Vanderman

"Ninguém achou que iria acontecer e quando aconteceu, poucos se deram conta do perigo. A orquestra tocava músicas alegres quando o navio começou a afundar e, mesmo nos barcos salva-vidas cheios de mulheres e crianças que desciam ao mar, havia muito pouco medo. Perder o Titanic era algo impensável, afinal de contas, ele jamais afundaria. Mesmo assim, o melhor navio de passageiros do mundo estava afundando. Os sobreviventes em seus salva-vidas olhavam com terror à medida que o Titanic se inclinava cada vez mais até que finalmente ficou na vertical. Foi então que o navio desapareceu, levando com ele 1.500 vidas para a fatalidade congelada.

O que podemos aprender com a tragédia do Titanic? Temos hoje a apresentação de coisas vitais e fascinantes para todos nós.
Aconteceu durante a noite do dia 14 de abril de 1912 e vejam como um dos principais jornais de Nova York descreveu o que sucedeu a bordo do Titanic, enquanto afundava: "assustados com o terrível impacto, os passageiros em pânico corriam de seus camarotes para o salão principal por entre o ressoar de aço retorcido, fendas de placas e pelo partir das vigas. O barulho de blocos de gelo caindo sobre o "deck" destroçado do navio causava ainda mais terror. Como uma multidão desgovernada, eles saiam dos salões para testemunhar uma das cenas mais impressionantes de se imaginar... Os trinta metros de proa eram uma massa sem forma de ferro e aço partido, retorcido, quebrado".
A matéria continuava descrevendo horror em cima de horror mas, nenhuma palavra da descrição era verdade. Nem uma palavra. Deixe-me dizer por quê. O operador de comunicações do navio de resgate, o Carpathia, estava tão ocupado enviando mensagens pessoais dos sobreviventes do Titanic que havia se recusado a responder as perguntas dos repórteres. Por isso, os repórteres simplesmente inventaram sua versão para a tragédia, como acabamos de ver.
Porém, o que foi que aconteceu realmente? O que foi que houve a bordo do Titanic naquela noite fatal? Bem, os passageiros estavam desfrutando do luxo de seu palácio flutuante. O mar lá fora estava totalmente calmo. As estrelas estavam mais brilhantes do que nunca. Todos se sentiam totalmente a salvo, apesar de estarem navegando por um campo de minas em termos de icebergs. Por que se preocupar? O Titanic não afundaria. Os construtores do navio haviam se gabado disso. Ele dispunha de compartimentos à prova d'água que poderiam ser fechados automaticamente da sala de controle. Qualquer um desses dois compartimentos poderia ser totalmente inundado sem colocar em perigo o navio. Era tal o sentimento de segurança no Titanic que alguém ousou fazer o seguinte comentário: "Nem mesmo Deus em pessoa poderia afundar este navio".
Imaginem a arrogância!
Às 9h40 daquela noite chegara um aviso. Um alerta acerca desses icebergs maciços e fatais pela proa. Entretanto, o operador que recebeu o alarme não imaginou que os icebergs estivessem tão perto. Então, ocupado com as outras mensagens, ele colocou essa mensagem de lado para levar ao capitão assim que achasse conveniente.
Tragicamente, porém, a mensagem nunca chegou ao capitão. Logo após a meia-noite aconteceu a colisão. A maior parte dos passageiros a bordo do Titanic mal sentiu a batida. Foi um choque repentino; apenas uma vibração; um leve balanço. Só alguns se deram conta de que algo havia acontecido. Quando o navio diminuiu a velocidade e parou no meio do Atlântico, passageiros se perguntaram por quê. Apenas poucos foram até o convés para se informar. Um passageiro notou um iceberg passando por uma escotilha e teve a certeza de que o navio havia batido nele; alguém na sala para fumantes sentiu um impacto e saiu correndo para descobrir a causa. Ele viu um monte de gelo se empilhando a uns 15 metros acima do convés "A", o que significaria uns 30 metros acima da água. Mas não houve pânico, não houve comoção nem confusão.
Depois de algum tempo, o capitão convocou os passageiros até o convés com seus coletes salva-vidas. Acharam que fosse uma brincadeira, mesmo quando houve a ordem de colocar as mulheres e as crianças nos barcos salva-vidas disponíveis; alguns acharam que era meramente uma medida de precaução. Certamente estariam de volta a bordo dentro de poucas horas. O poderoso Titanic jamais afundaria. Só quando foi lançado o primeiro foguete é que a maioria dos passageiros se deu conta de como era crítica sua sorte. Eles sabiam que o disparo de foguetes era o sinal universal de tragédia no mar mas, mesmo assim, reinava perfeita ordem no navio. Todos os membros da tripulação permaneceram em seus postos.
Os técnicos mantiveram os conveses iluminados até o final. A orquestra se colocou do lado de fora, no convés, e tocou até quase a hora do navio dar seu mergulho final. Pouco a pouco o navio começou a adernar.
Momentos após o último bote salva-vidas ter baixado ao mar, o Titanic se inclinou drasticamente. Os passageiros nos salva-vidas olhavam em pânico enquanto o enorme barco chegava a uma posição totalmente vertical e literalmente permanecia assim, sem se mover por, talvez, uns quatro minutos.
Finalmente, ele desapareceu nas profundezas. Com um gole silencioso, o mar sorvera o navio mais luxuoso, mais moderno de sua época. Foi então que surgiu o grito desesperado de homens e mulheres perdidos, vagando pelo oceano, em seus coletes salva-vidas. Seus gritos horripilantes continuaram durante uns 40 minutos, até que o gelado Atlântico silenciou todas as vozes que restavam fora dos botes salva-vidas. Tais gritos terríveis iam perseguir os sobreviventes em seus pesadelos enquanto vivessem.
Quando raiou a manhã, os icebergs se erguiam acima dos barcos salva-vidas. Havia corpos espalhados por toda parte. Dos 2.208 passageiros e tripulantes, somente 705 sobreviveram; todos eles em botes salva-vidas.
Mais de três quartos de século se passaram desde o naufrágio do Titanic, e mesmo assim, continuamos, mais do que nunca, fascinados por sua tragédia. Talvez a nossa impressão mais inesquecível seja a do comportamento calmo e silencioso dos passageiros e da tripulação. Calma, não em virtude do heroísmo, mas da insensibilidade ao perigo. Uma confiança exagerada no trabalho humano.
Os historiadores, hoje em dia, concordam que a tragédia do Titanic não precisava ter acontecido e que mesmo quando o navio começou a afundar, nenhum passageiro necessitaria ter se perdido. A causa direta para a perda de vidas foi a insuficiência de botes salva-vidas. A tripulação tivera tempo suficiente para evacuar todos os passageiros, mas não havia botes suficientes. Havia poucos botes. No Titanic, impossível de afundar, os botes salva-vidas eram considerados desnecessários, puramente ornamentais. No entanto, quando o luxuoso navio afundou, a única coisa que importou foi encontrar um humilde bote salva-vidas. Nenhuma alma sobreviveu sem entrar num bote salva-vidas.
O Titanic de 1912 não lhe faz lembrar do mundo há 4.000 anos atrás, no tempo de Noé? Naquela época a terra estava fadada a ser destruída pela água. Deus disse a Noé para construir uma arca, um grande bote salva-vidas. As pessoas acharam que tal idéia era bastante ridícula e riram dela. Por que precisariam de um bote salva-vidas? O mundo deles era seguro. Não precisavam se salvar, portanto, os avisos de Noé não foram ouvidos. Sua arca se tornou motivo de riso, uma atração turística, tornou-se tudo, menos um refúgio para salvar os pecadores perdidos da inundação fatal. E foi então que o que não se pensava, aconteceu. Todos que estavam dentro da arca de Noé sobreviveram. Todos que estavam fora da arca de Noé morreram.
Meu amigo, será que encontramos uma previsão de nossos próprios dias aqui? Jesus achou que sim. Pensando na inundação de Noé, Ele deixou para nós este aviso nos últimos momentos da Terra.
Mateus 24:37-39: "E como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Portanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos - assim será também a vinda do Filho do homem".
Como foi, assim o será. Duas situações estranhamente similares, a de Noé e a nossa. Total desatenção a repetidos avisos. Exagerada confiança na força humana. Crime? Perversidade? Sim. Mas principalmente apenas a rotina da vida. Tanta certeza de que o amanhã será como o hoje; vivendo apenas o dia-a-dia sem preocupação. Então, vem a surpresa final, fatal. As pessoas da época de Noé não acharam que precisariam de um bote salva-vidas tanto quanto os passageiros do Titanic. E quanto a nós hoje em dia? Será que levamos a sério os avisos de Deus? Quando iremos parar de brincadeira?
Há alguns anos, um fabricante de brinquedos criou um jogo chamado "O Naufrágio do Titanic". Na enorme tampa da caixa, desenhada por um artista, a fria noite em que o Titanic afundou foi muito bem retratada. Viam-se botes salva-vidas cheios de sobreviventes desesperados enquanto o navio afundava e a proa se dirigia para o fundo. Dentro da caixa, num tabuleiro negro, liam-se as seguintes palavras: No dia 14 de abril de 1912, o enorme navio britânico, o Titanic, atingiu um iceberg em sua primeira viagem e afundou dentro de poucas horas. Daquela tragédia surgiu então uma fascinante espécie de jogo de salão, muito familiar. O jogo que se joga enquanto o navio afunda.
Fascinante jogo? Bem, talvez para aqueles que não estiveram lá. Porém, o naufrágio do Titanic não foi brincadeira!
A mesma pergunta pode ser feita agora: Será que estamos brincando enquanto nosso barco afunda? Enquanto a tragédia se aproxima deste planeta Titanic, será que estamos adiando nosso encontro com Deus?
Meu amigo, o tempo está se esgotando. Este mundo está imóvel diante da adversidade final. Pense apenas nas manchetes: AIDS, poluição, bombas, guerras. De qualquer perspectiva humana, o pensamento positivo é irracional.
Damos graças a Deus, por Ele nos ter fornecido um meio de sobreviver. Ele tem um bote salva-vidas pronto para nos salvar do naufrágio. Ouça só estas tão conhecidas palavras. Para muitos, conhecidas desde a infância. João 3:16: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".
Jesus, nosso bote salva-vidas, nos salvando do naufrágio? Sim. A questão da vida e da morte para nós é: o que estamos fazendo com Jesus? João 3:18 "Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito filho de Deus".
Como é que podemos fugir da conclusão? Nosso relacionamento com Jesus determina se viveremos ou morreremos. Mas parece que há alguma confusão a esse respeito. O que realmente significa acreditar em Cristo? Vamos revisar mais uma vez?
Primeiro, nós acreditamos em Seu sacrifício no Calvário para pagar todos os nossos pecados. Nós não podemos ter acesso ao céu por nossas próprias boas ações. O sangue de Jesus é nossa única esperança. Mas o modo pelo qual vivemos depois que fomos perdoados também importa. Jesus disse em João 14:12: "Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço..."
Portanto, crer em Jesus requer ação. Na época de Noé, quem acreditava na mensagem de Deus tinha que abandonar seu velho mundo para entrar a bordo do bote salva-vidas. E agora também. Nossa fé em Cristo requer que se obedeça a Deus. Jesus fala assim tão claramente em Mateus 7:26,27: "E todo aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e desceu a chuva e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda".
Meu amigo, quer sobreviver ao dilúvio de adversidade durante a crise final da terra? Então aceite Jesus como seu Salvador, alegrando-se de que seus pecados tenham sido perdoados. Siga-O sempre com um compromisso voluntário. Lembre-se, sem Jesus não temos a menor chance. É isso que diz a Bíblia. O naufrágio do Titanic trouxe o fim a uma era; o enorme navio era o símbolo do poder e da capacidade humana e sua perda trouxe consigo a era da insegurança.
Em 1945, a bomba atômica sobre Hiroshima introduziu uma nova dimensão àquela insegurança. A era nuclear. E agora nos anos noventa, nós temos o terrorismo e a Aids nos assolando. E, apesar de nossa insegurança, nós ainda parecemos pouco prontos para entrar no bote salva-vidas que Deus nos oferece através de Jesus. Nós ainda nos achamos capazes de nos dirigir. Quando iremos aprender que não podemos confiar em nossa própria força? Ora, não podemos confiar em nossa própria informação! Veja só. Um lado interessante da história do Titanic foi a incapacidade dos jornais de terem a história verdadeira. Não apenas a matéria que já vimos anteriormente, mas o jornal Wall Street, dentre outros jornais que existiam na época, não considerou as más notícias sobre o Titanic, julgando-as como boatos infundados. Veja só o editorial que publicaram depois que o Titanic afundou: "a gravidade dos danos ao Titanic são aparentes", diz, "mas a questão importante é que ele não afundou. Seus encaixes à prova d'água eram realmente à prova d'água. Ele se manteve flutuando depois de uma experiência que estontearia o coração mais forte, sendo que o cérebro humano tem em si o Espírito Divino, e se sobrepõe aos obstáculos naturais através do pensamento, que é incomparavelmente a maior força do Universo".
Pois é, mas o cérebro humano faltou naquela noite em que o Titanic afundou, não foi? Eles não conseguiram, nem relatar a tragédia com exatidão, quanto menos preveni-la. A sabedoria humana pode nos deixar bastante confusos.
Um menininho que assistia a um programa de televisão virou-se e perguntou: "papai, estamos ao vivo ou em vídeo tape"? E não só as crianças perguntam o que está acontecendo. Todos precisamos da palavra de Deus para nos dizer como viver nestes tempos. Não há como fugirmos do que está acontecendo.
Eu penso num desenho de jornal há algum tempo que mostrava um carro parado numa estrada, com o pai trocando o pneu. Um garotinho estava olhando pela janela, chateado e aborrecido. O pai diz: "não podemos trocar de canal. Isso é ao vivo. É a vida!" Não, meu amigo, não podemos trocar de canal se não gostamos do que vemos no mundo à nossa volta. Nós temos que encarar tudo de frente, com a palavra de Deus como nosso guia.
Agora voltemos ao natal do ano de 1987. O capitólio dos Estados Unidos estava com um clima festivo. O líder soviético Mikhail Gorbachev tinha vindo até lá para assinar o tratado histórico que acabaria com o armamento nuclear. Com o acontecimento de banquetes e de encontros de boa vontade, o mundo respirou aliviado com o progresso no sentido de se preservar a paz. É claro que podemos apreciar, todos nós, o interesse que nossos líderes possuem em preservar a paz. Não vamos, porém, exagerar de modo algum na esperança de qualquer solução humana. A Bíblia nos avisa em Tessalonicenses 5:3: "Pois que, quando disserem: há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão".
Aquelas que são mães sabem a respeito das dores de parto. De repente, sem aviso, o processo de nascimento começa. Prontas ou não, o trabalho de parto se inicia. Pois é assim, e de repente, este mundo enfrentará o seu momento de aflição no último dia.
Vejamos: as dores de parto podem ser dolorosas, mesmo assim são o sinal de que algo lindo está a caminho, uma criança maravilhosa. Uma nova vida. E assim será quando Jesus vier. Um dia glorioso para o povo comprometido com Deus. Significará a tragédia apenas para os despreparados.
Assim como o naufrágio do Titanic não terminou em afogamento para todos, a vinda de Jesus significa o resgate de um planeta condenado para todo cristão verdadeiro. É algo que podemos aguardar. Jesus disse em Lucas 21:28: "Ora, ao estas coisas começarem a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça, porque a vossa redenção se aproxima".
Não, não devemos temer a chegada da crise. Em Jesus poderemos encarar com confiança a inundação de perturbações que virão. Portanto, vamos erguer a cabeça e regozijar.
O quanto desejamos ser resgatados? Estamos tão ligados nas luxúrias deste planeta Titanic que nos recusamos ao bote salva-vidas de nosso Senhor Jesus Cristo? Será que nos imaginamos capazes de nos salvar pelo esforço humano?
Veja, quando as tristezas do mundo se tornam nossas, quando todos em quem confiamos nos falham, quando tudo em que nos apoiávamos parece desmoronar, esta terra então perde a sua atração fatal. Não temos para onde nos voltar, a não ser para Jesus. Entraremos então no bote salva-vidas de Deus e oraremos fervorosamente: "venha, Senhor Jesus!" a vinda dEle será o começo de um maravilhoso novo dia. O fim das lágrimas, das tristezas, conflitos e confusões. O fim de uma longa e obscura noite. A última onda de tristeza, de perturbações e morte terá varrido o planeta Titanic e, a desgraça, tendo se exaurido, não existirá mais.
Amigo, aguardo ansioso tal dia. E você?
ORAÇÃO
Meu Pai, se aprendemos alguma coisa com a tragédia do Titanic, é que a segurança humana nos falhará nas horas de aflição.
Nossa única esperança de salvação, reside em nosso Senhor Jesus Cristo. Ajude-nos a seguí-Lo com todo nosso coração, até que Ele venha nos levar para nossa morada celestial. E agradecemos por nos manter, em nome de Jesus. Amém.



APTOPIX VATICAN POPE CHRISTMAS
Pr. Vanderman
“Nos dias do Império Romano, Pisa, no centro norte da Itália, tinha importante porto para a marinha imperial. Durante a época medieval, a cidade teve grande destaque econômico e político. Hoje, Pisa é famosa por sua Universidade, os tesouros de arte e seus marcos históricos. E a mais notável das atrações é a torre, que tem uma inclinação de cinco metros para o lado.
No topo da Torre de Pisa, a quase quatro séculos, o cientista Galileu realizou, segundo dizem, experimentos com a gravidade. Mais tarde, ele focalizou seu telescópio recém-inventado para o céu, descobrindo as montanhas na lua e as manchas no sol. Ele também concluiu que o astrônomo polonês Copérnico estava certo: a Terra gira como todos os outros planetas, enquanto o sol parece estar parado.
Você provavelmente deve estar perguntando que ligação pode haver entre o cientista medieval Galileu e o título “Guerra Civil do Anticristo”. Galileu, o primeiro cientista de sua época, não desconhecia as manobras políticas. Ele deu nome aos quatro satélites de Júpiter que apareceram no telescópio em homenagem ao Grão-duque da Toscana, na esperança de receber dinheiro dele. Funcionou. E dessa base aparentemente segura, Galileu achou que poderia promover sua nova compreensão do nosso sistema solar. Porém, isso não funcionou muito bem.
Copérnico havia ofendido aos católicos e protestantes com suas descobertas. Até Martinho Lutero reclamou:
“As pessoas dão ouvidos ao recém-surgido astrólogo que tem se esforçado para mostrar que a terra gira… mas as Escrituras Sagradas nos dizem que Josué deu ordem para que o sol parasse e não a terra.”
O reformador João Calvino declarou:
“Quem arriscará a colocar a autoridade de Copérnico acima da do Espírito Santo?”
Mas Galileu não via contradição entre a ciência e a fé na Bíblia. Ele explicou que Deus, em Sua palavra, Se detém à verdade espiritual e geralmente deixa intato qualquer conceito errado sobre a ciência.
O antigo Josué imaginou que o Sol se movia pelo céu, por isso a Bíblia registra assim embora, na verdade, a Terra é que gira em torno do Sol.
Ninguém, no século 17, poderia refutar as conclusões de Galileu, mas os líderes cristãos o denunciaram como herege. O Papa Urbano II o intimou diante dos horrores da Inquisição.
Estava em jogo a reivindicação de Roma ao controle da consciência pessoal, como os únicos intérpretes da Bíblia. E como a Igreja já tinha condenado o ponto de vista de Copérnico como “falso e oposto às Sagradas Escrituras”, Galileu teve que desacreditar o seu telescópio ou enfrentar a morte. Ele preferiu retratar-se para não ser queimado na estaca. A igreja sentenciou o humilhado cientista à prisão perpétua por “veemente suspeita de heresia”, pelo crime de ensinar aquilo que o mundo inteiro sabe hoje.
No ano anterior ao nascimento de Galileu, Roma havia decidido agir contra aqueles que desafiassem sua autoridade. A igreja vinha sofrendo enormes perdas para os protestantes. Por volta de 1540 toda a Escandinávia havia se tornado protestante juntamente com o norte da Alemanha e vastos territórios em toda a Europa. Alguma coisa tinha que ser feita para pôr fim nessa debandada de Roma.
Os reformadores estavam exigindo que o Papa convocasse um concílio para discutir suas idéias. Muitos líderes da igreja concordaram, embora não pela mesma razão. Eles queriam que Roma reforçasse sua autoridade e unisse os católicos para esmagar a Reforma. Durante anos o Papa Paulo III hesitou. Mas, finalmente, em 1545, ele convocou os líderes da Igreja na cidade de Trento, ao norte da Itália.
O concílio de Trento continuou com os debates por 18 anos, concluindo finalmente em 1563. Ele marcou o ponto de virada na História, trazendo nova vida para a velha Igreja. Muito do que vemos no Catolicismo veio de Trento.
O concílio corrigiu alguns problemas, mas recusou-se a reformar seus ensinamentos. Os líderes da Igreja reafirmaram seu credo e tomaram a ofensiva, lançando o que ficou conhecido como a contra-reforma.
Através de manipulação política, de forças militares e da Inquisição, Roma reconquistou grandes territórios perdidos para os protestantes.
Bem, os jesuítas foram as grandes estrelas da contra-reforma. Essa nova ordem do clero foi treinada vigorosamente para virar a maré contra a Reforma. Dois de seus destacados estudiosos, Luís de Alcazar e Francisco Ribera defenderam a mais séria acusação levantada pelos protestantes: a igreja de Roma havia se tornado o anticristo.
Na verdade, poucos estudiosos na Idade Média ensinaram que a Igreja, através de seu abuso da fé cristã, havia feito de si mesma o anticristo. Todos os grandes reformadores partilhavam das convicções e conclusões de Lutero: John Knox, da Escócia, o rei James I (que comissionou a versão King James da Bíblia em inglês), e o famoso cientista e estudante da Bíblia, sir Isaac Newton.
Vários homens, em diferentes épocas, chegaram à mesma conclusão. Agora, muitos cristãos estão curiosos para saber o que convenceu os reformadores sobre o anticristo. Estavam todos enganados? Ou eles descobriram alguma coisa que não vimos?
O estudioso jesuíta Luís de Alcazar afirmou que as profecias relativas ao anticristo tinham sido cumpridas no passado com a Roma pagã, antes da época dos papas. Sua posição tornou-se conhecida como Preterismo.
Ribera, o pai do Futurismo, ensinou o oposto. Ele disse que o anticristo seria um inimigo futuro do cristianismo. De qualquer modo, se o anticristo aconteceu ou não, os jesuítas haviam alcançado o seu propósito. Haviam conseguido aliviar a pressão do pontífice.
Como foi que Ribera conseguiu colocar no futuro as profecias relativas ao anticristo? Através de sua ótima manipulação da profecia de Daniel 9, que predisse o ano da morte de Cristo.
Ribera retirou o âmago de Daniel 9, colocando Cristo com o anticristo. Veja como ele fez. Daniel havia predito o que o Messias faria durante 70 semanas: “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta…” Daniel 9:27.
Tudo isso aconteceu quando Jesus morreu e o véu do templo se rasgou, simbolizando o fim dos sacrifícios com animais. Mas Ribera negou a obra de Cristo na confirmação do concerto. Ele disse que o anticristo cumpriria Daniel 9 no futuro. Ribera não tinha autoridade das Escrituras para aplicar essa profecia ao anticristo. Em primeiro lugar, Daniel 9 obviamente envolve a salvação vicária de Cristo na cruz. Em segundo, aquele que faz o concerto lá o confirma. Não há pausa como os futuristas afirmam que o anticristo fará. Finalmente, em parte alguma da profecia, encontramos o anticristo fazendo um concerto com alguém. A ardilosa interpretação de Ribera sobre Daniel 9 chega até nós como a “teoria da lacuna”. Ele separou a septuagésima semana do resto da profecia por uma lacuna de muitos séculos no futuro. Mas o texto de modo algum fala de uma pausa ou lacuna entre a sexagésima nona e a septuagésima semana de Daniel 9.
Finalmente, Roma encontrou uma resposta para a acusação protestante de que a Igreja havia se tornado o anticristo. Não é de admirar que os católicos em toda parte se juntaram ao redor da tese jesuíta. O Futurismo de Ribera se tornou bastante popular. Seu brilhante discípulo, o cardeal Roberto Bellarmine, é o autor de Controvérsias, uma obra de três volumes que se opõe à Reforma. Bellarmine ganhou fama como “o maior adversário das igrejas protestantes”.
Como seria de se esperar, os protestantes rejeitaram o futurismo católico romano. Entre 1639 até o final do século 17, todos os 25 proeminentes escritores da Reforma se referiram ao anticristo como o papado. Eles também acreditavam que Cristo havia cumprido as 70 semanas de Daniel. Porém, de modo curioso e incrível, os protestantes nos últimos dois séculos têm abandonado a fé profética dos reformadores, adotando o futurismo dos jesuítas. De todos os incríveis fatos na história da Igreja, nada supera esse.
George Eldon Ladd, um respeitado estudioso de nossa era, documenta em seu livro A Abençoada Esperança, publicado por Eardmans:
“Será provavelmente um choque para muitos futuristas modernos descobrirem que o primeiro pesquisador de uma relativa era moderna, que retornou à interpretação futurista patrística, era um Jesuíta espanhol chamado Ribera. Em 1590, Ribera publicou um comentário sobre o Apocalipse como uma contra-interpretação à visão predominante entre os protestantes à qual identificava o Papado com o Anticristo. Com exceção dos capítulos iniciais, Ribera relacionou todo o Apocalipse mais ao tempo do fim do que à história da igreja. O Anticristo seria um indivíduo perverso que seria recebido pelos judeus e reconstruiria Jerusalém, aboliria o Cristianismo, negaria a Cristo, perseguiria a igreja e reinaria sobre o mundo por três anos e meio.” – A Abençoada Esperança, George Eldon Ladd.
Os ensinamentos católicos sobre o anticristo encontraram guarida no mundo protestante. Não há dúvida quanto a isso. As igrejas da Reforma mudaram drasticamente suas crenças proféticas. Como isso aconteceu?
Tudo começou no século 19, nas Ilhas Britânicas. Edward Irving, um pastor da igreja da Escócia, tornou-se interessado na segunda vinda de Cristo e fundou a Sociedade Para a Investigação da Profecia. Infelizmente, ele aceitou o futurismo de Ribera e até traduziu um livro escrito por um missionário jesuíta espanhol.
Irving pregou com grande sucesso, cativou o interesse da alta sociedade de Londres e pregou uma vez ao ar livre para 12 mil pessoas na Escócia.
Numa manhã de domingo, em 183l, uma mulher falando em línguas, interrompeu o sermão de Irving. Experiências incomuns de cura pela fé se seguiram. Irving achou que tudo aquilo podia ser obra do Espírito Santo. E tornou-se mais envolvido na questionável doutrina antes que membros descontentes o acusassem de heresia e votassem sua saída do púlpito.
Edward Irving morreu muito magoado aos quarenta e poucos anos. Entretanto, sua influência permaneceu.
Através de Irving, o irlandês anglicano John Nelson Darby adotou o futurismo de Ribera.
Esse jovem sincero começou a viajar pela Europa e cruzou o Atlântico até os Estados Unidos, espalhando sua crença por toda parte. Quando morreu, em 1882, Darby já tinha perto de 100 grupos de estudo somente na América dedicados às suas idéias.
Após a morte de Darby, a tocha do futurismo passou para C.I. Scofield, compilador das notas de estudo da Referência Bíblica de Scofield.
Publicada inicialmente em 1909, a bíblia de Scofield continua bastante popular hoje. E, desde 1970, o “best-seller” de Hal Lindsey, A Agonia do Planeta Terra, tem persuadido milhões de protestantes a crerem no ensinamento futurístico sobre o anticristo. Tratava-se de um ensinamento diversionário da Igreja de Roma incrivelmente aceito pelo mundo protestante! Com toda essa confusão sobre a profecia bíblica, será que fomos forçados a um encontro inesperado com o anticristo no Armagedom? Podemos apreciar o renovado interesse atual na profecia bíblica e na segunda vinda de Jesus, mas qualquer um que entende a Reforma deve estar preocupado que podemos ter perdido a herança profética. A contra-reforma católica ganhou mais terreno do que Francisco Ribera podia ter imaginado. A Igreja não precisava mais combater a acusação dos reformadores de que o papado era o anticristo. Roma permanece segura agora que os protestantes conservadores estão ensinando o futurismo católico.
Que incrível mudança de eventos, não concorda? Não estamos vulneráveis agora às falsas teorias sobre o anticristo? Alguém perguntará: “Que diferença isso faz, uma vez que somos cristãos sinceros?” Mas se somos realmente sinceros, levaremos a profecia a sério quando ela nos alertar sobre a mentira, não acha?
Nos dias de Cristo, a ignorância das profecias bíblicas levou muitos a rejeitarem Jesus. Eles esperavam um Messias que iria expulsar o exército de ocupação romano. Quando Jesus apenas curou os enfermos e ressuscitou os mortos, eles não O acharam qualificado! Até o fiel João Batista ficou confuso. Ele mandou dois mensageiros até Jesus com a pergunta: “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro”? Mateus 11:3.
Essas dúvidas e enganos confundiram toda a nação. A controvérsia teve o clímax durante os últimos meses da vida de Cristo. E em João 7 encontramos Jesus assistindo à festa dos Tabernáculos em Jerusalém. “E havia grande murmuração entre a multidão a respeito dele. Diziam alguns: Ele é bom; e outros diziam: não, antes engana o povo”. João 7:12.
O debate sobre Jesus ia de um lado para o outro. Mais uma vez, um conceito popular errado da profecia bíblica levou os ouvintes de Cristo a duvidarem de sua identidade. João 7:27 diz: “Bem sabemos donde este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde ele é”.
Muitos criam que o Messias apareceria súbita e misteriosamente, como por encanto. Quanto a Jesus, Ele estava por ali há algum tempo e por isso não podia ser o Messias, pensaram. Sua total ignorância da profecia fez com que eles descartassem o Salvador.
Muitos nos dias de Cristo não se preocuparam em estudar a Bíblia por si mesmos; o que importava a eles era: “Creu nele porventura algum dos principais ou dos fariseus”? João 7:48.
Em outras palavras, “alguém famoso crê? Eu não vou seguir a verdade até que algum líder religioso importante siga na frente”. Nós ainda ouvimos pessoas dizendo o mesmo hoje? Bem, você conhece a triste história daquela época. Jesus não atendeu às expectativas de Israel, de modo que eles não O aceitaram. Tudo por causa da indisposição de investigar as profecias com o coração aberto. Corremos o mesmo perigo hoje? O alerta de Paulo sobre o anticristo é: “Ninguém de maneira alguma vos engane”. II Tessalonicenses 2:3.
Estamos sendo instados a vasculhar o horizonte em busca de algum anticristo futuro, quando todo o tempo ele tem surgido em nosso próprio quintal? É algo para pensarmos com todo cuidado. O povo de Deus não reconheceu a Cristo quando Ele veio porque esperava um tipo diferente de Messias do que a profecia bíblica de fato predisse. Talvez, em nossos dias, não iremos identificar o anticristo por causa da confusão similar da profecia. Alguns cristãos, sem saber, até cooperarão com o anticristo em suas mentiras. Que cenário para o Armagedon!
Seja qual for a tribulação que enfrentaremos no futuro, graças a Deus, podemos achar segurança no Senhor Jesus Cristo e em Sua verdade.
Charles Glass, veterano jornalista americano, entrou no sul de Beirute para investigar uma história. De repente, dois carros bloquearam seu caminho. Quando ele se apercebeu, terroristas o fizeram cativo. Então, seguiram-se dois meses de sofrimento e solidão, pontuados por muito terror. Uma noite, ele ouviu os guardas roncando. Aquela era sua oportunidade. Descendo pela janela até um terraço, ele conseguiu escapar. Por volta de duas da manhã, entrou pelo saguão do hotel Summerland e gritou: “Sou Charles Glass. Preciso de um lugar para me esconder.” O refúgio foi concedido e, em pouco tempo, ele estava de volta em segurança nos braços de sua família.
À medida que este mundo corre para sua crise final, também precisamos de um lugar para nos refugiarmos. Precisamos dos poderosos braços de Deus para nos abrigar em Seus cuidados. Abra seu coração a Ele agora mesmo e diga: “preciso de um lugar para me esconder”.


GLOSSOLALIA  OU  DOM  DE  LÍNGUAS

Introdução

O presente trabalho tem como objetivo estudar o abarcante e controvertido tema do dom de línguas; tendo como finalidade principal traçar uma linha divisória entre o verdadeiro e o falso, porque sabemos muito bem que para todo movimento genuíno e inspirado por Deus, Satanás apresenta uma contrafação.
A Bíblia nos fornece a orientação segura para distinguir o veraz do ilusório, portanto só ela determinará a distinção entre a verdadeira glossolalia teopnéustica e a glossolalia inspirada pelo inimigo da Palavra de Deus.
Sendo que através da história da Igreja nenhum dom espiritual tem ocasionado tanta controvérsia como o dom de línguas, ele precisa ser bem conhecido por nós.
Em nossos dias o moderno movimento de línguas tem despertado grande interesse no mundo religioso. Basta citar que apenas nos Estados Unidos, as estatísticas nos cientificam de que 2.000 pastores das igrejas filiadas ao Conselho Nacional das Igrejas falam em línguas. De outro lado, calculam os estudiosos, que também nos Estados Unidos, o número de católicos que falam 1ínguas atinge 100.000.
O escritor Robert G. Gromacki, autor do livro Movimento Moderno de Línguas fez a seguinte declaração:
"Os dons carismáticos estão se agigantando não somente entre professos pentecostais, mas também entre religiões tidas como ortodoxas e muito mais rígidas quanto a maneira de pensar. Hoje em dia, protestantes, católicos e espíritas estão em comum acordo, que para solucionar os grandes problemas existentes nas igrejas concernentes ao relacionamento de irmão para irmão, a solução é uma só: apoderar-se de dons extraordinários como cura, profecia, e falar em línguas. Isto vai ser o cimento que vai unir mais e mais os crentes em gera1.''
Espero que este estudo ajude a iluminar a senda da verdade, clareando um pouco mais o caminho dos que procuram palmilhá-lo com segurança.

Definições e Explicações

A palavra glossolalia, de acordo com seus elementos constitutivos, significa: Glossa = língua – lalia = o ato de falar (do verbo laléo), significando assim – falar línguas.
João F. Soren, assim define:
"O dom de línguas é um milagre divino em que, no exercício da vontade e sabedoria divinas, o Espírito Santo concede a alguns crentes o poder de falarem em idiomas que não aprenderam pelos processos naturais, e isto para o fim de testemunharem eles de Jesus Cristo perante os que não crêem."
Elemer Hasse o define com bastante precisão:
"Dom de línguas é a divina capacitação de se poder exprimir numa língua estrangeira."
Em outras palavras: Dom de línguas é a possibilidade que o Espírito Santo concede ao crente para falar um idioma totalmente desconhecido para ele.
Os comentaristas de um modo geral afirmam: Esse dom consistia de poderes milagrosos conferidos aos apóstolos para pregar o Evangelho a todas as nações nas suas respectivas línguas.
É bom saber que este dom não é necessário para a salvação da pessoa, mas uma concessão dada por Deus para levar a salvação a outros.
O Interpreter's Dictionary of the Bible, vol. 4, pág. 671 declara que a glossolalia foi um notável fenômeno do cristianismo primitivo, mas logo a seguir acrescenta que este fenômeno não estava circunscrito ao cristianismo, desde que era encontrado em muitas das religiões do mundo antigo.
No livro A Doutrina do Espírito Santo, pág. 51, João F. Soren afirma: "O fenômeno glossolálico é universal no sentido que aparece nas mais variadas circunstâncias, tempos e lugares. Encontramo-lo em o Velho Testamento. Descobrimo-lo nas religiões pagãs e étnicas. Reponta em seitas neopagãs e em diversos ramos e grupos do cristianismo primitivo, medieval e hodierno. Constatamo-lo ainda em manifestações psicopáticas e psiconeuróticas, sem qualquer influência religiosa." 
Se os dons são concedidos por Deus para edificação da igreja (I Cor. 14:12, 26), ele pode conceder o privilégio de falar línguas para testificar a seu favor, desde que isto se torne necessário.

Comentários Gerais

O Batismo com o Espírito Santo e o Falar Línguas

Indica a Bíblia que toda a pessoa batizada com o Espírito Santo falaria línguas? Os pentecostais declaram de maneira enfática que os cristãos que recebem o Espírito Santo precisam falar línguas.
Eis suas declarações:
"Um cristão que não foi batizado com o Espírito Santo, tendo como prova disso o falar em línguas, é um fracalhão espiritual, comparado com aquilo que poderia ser caso fosse batizado com o Espírito Santo, de acordo com Atos 2:4."
É dogma entre as igrejas pentecostais, que o batismo no Espírito Santo sempre vem acompanhado das 1ínguas.
A Constituição das Assembléias de Deus afirma:
"O batismo no Espírito Santo é testemunhado pelo sinal físico inicial do falar em outras línguas, segundo o Espírito de Deus lhes concede."
Esta afirmação seria defensável pela Bíblia? De modo nenhum, pois uma pesquisa bíblica nos informa que de dezoito notáveis relatos do batismo com o Espírito Santo, catorze não apresentam nenhuma referência a línguas.
Na Igreja Apostólica há muitas evidências da manifestação do Espírito Santo na vida e na obra dos crentes sem o aparecimento do dom de 1ínguas.
Os seguintes exemplos são concludentes:
1º) Os sete diáconos foram homens cheios do Espírito Santo, mas não há nenhuma menção de que tivessem falado línguas.
2º) Os samaritanos ao crerem na Palavra de Deus receberam o Espírito Santo, porém, não foram agraciados com o dom de línguas.
O pastor luterano Larry Christenson estudando os relatos sobre o batismo, no livro de Atos, pergunta:
"Significará isso que todo aquele que recebe o Espírito Santo fala em línguas – e que se alguém não falou em línguas não recebeu realmente o Espírito Santo?" Sua resposta é: "Não creio que se possa tirar essa conclusão fixa das Escrituras." – Revista Trinity, vol. III. Nº l).

Que Significa ser Batizado com o Espírito Santo?

O Espírito Santo é descrito como vindo aos crentes antes do batismo (Atos 10:44-48), seguindo-se ao batismo (Atos19:5, 6) e algum tempo indeterminado após o batismo (Atos 8:12-17).
Se a palavra batismo significa "imergir", o batismo pelo Espírito Santo indica que somos imersos pelo Espírito Santo em Cristo. Esta idéia é confirmada pela descrição paulina de Tito 3:5-7. Ela é mais evidente na linguagem do Novo Testamento Vivo – "Então Ele nos salvou – não porque fôssemos suficientemente bons para sermos salvos, mas por causa da sua bondade e compaixão – quando lavou os nossos pecados e nos deu a nova alegria de sermos a morada do Espírito Santo. Que Ele derramou sobre nós com maravilhosa abundância – e tudo por causa daquilo que Jesus Cristo nosso Salvador fez, a fim de que Ele nos pudesse declarar justos aos olhos de Deus."

Requisitos para Receber o Espírito Santo

A Bíblia nos apresenta quatro requisitos essenciais para o recebimento do Espírito Santo:
1º) Fé.
"E todos nós, como cristãos, podemos ter o Espírito Santo prometido por meio desta fé." Gálatas 3:14.
2º) Arrependimento.
"Cada um de vocês deve abandonar o pecado, voltar-se para Deus e ser batizado no nome de Jesus Cristo para o perdão dos seus pecados: então vocês também receberão o Espírito Santo, que será dado a vocês." Atos 2:38.
3º) Obediência.
"Nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem." Atos 5:32.
Se obedecer a Deus é guardar os seus mandamentos, conclui-se que quem vive em consciente violação de qualquer um dos Dez Mandamentos não poderá esperar receber o Espírito Santo.
4º) Oração. "E se gente pecadora como vocês dá aos filhos o que eles precisam, não percebem que o Pai celeste fará pelo menos tanto assim, e dará o Espírito Santo àqueles que O pedirem?" Luc. 11:13.

O Dom de Línguas no Novo Testamento

Há cinco passagens do Novo Testamento mencionado o dom de línguas. Uma em Marcos, três em Atos e uma em I Coríntios.
Ei-las em ordem cronológica :
I. Marcos 16:17 – "Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios; falarão novas línguas."
Este dom é mencionado por Cristo em forma de uma promessa, que lhes possibilitava pregar o evangelho na linguagem daqueles que iam ouvir as boas novas de salvação.
O adjetivo "novas" não quer dizer línguas inexistentes, como defendem alguns, mas línguas estrangeiras que eles falariam sem as terem aprendido.
É interessante saber que há em grego duas palavras para novo – néos e kainós. Néos é novo no sentido de tempo, recente e kainós é novo na forma ou qualidade. Cristo aqui usou kainós porque se referia ao novo não usado. [Ver Novo em Grego e Novo em Português, p. 286]
Roberto Gromacki no livro já anteriormente citado, página 72 afirma: "Se o falar línguas tivesse envolvido línguas desconhecidas nunca antes faladas, então Cristo teria usado néos (novo em referência ao tempo). Mas, visto que ele empregou kainós, tem que se referir a línguas estrangeiras, que eram novas àquele que as falasse, porém, que já existiam antes".
Eram idiomas novos para aqueles que os falariam. A denominação de novas indicava o contraste com as línguas por eles faladas.

É Autêntica a Terminação de Marcos?

A Crítica Textual muito tem discutido sobre a autenticidade da conclusão do evangelho de Marcos (16:9-20). Os dois melhores e mais antigos manuscritos completos da Bíblia, o Sinaítico e o Vaticano, não a contêm. Nenhum manuscrito grego do quinto século tem os versos 9 a 20 do cap. 16. Embora os manuscritos posteriores tragam estes verses, temos que concordar com as declarações do Dr. A. T. Robertson, grande erudito grego e autor de uma das melhores gramáticas para o Novo Testamento: "Assim, os fatos são mui complicados, porém eles argumentam fortemente contra a genuinidade dos vs. 9 a 20 de Marcos 16." – Word Pictures in the New Testament, pág. 402.
Nota: Veja neste Livro o ponto: A Discutível Terminação do Evangelho de Marcos.
O Desejado de Todas as Nações, pág. 821 declara o seguinte:
"Um novo dom foi então prometido. Deviam pregar entre outras nações e recebiam poder de falar em outras línguas, Os apóstolos e seus cooperadores eram homens iletrados, todavia mediante o derramamento do Espírito, no dia de Pentecostes, sua linguagem, fosse no próprio idioma, ou no estrangeiro, tornou-se pura, simples e correta, tanto nas palavras como na pronúncia."

II. Atos 2:1-13
Este relato circunstanciado do dia de Pentecostes (transliteração da palavra grega pentekostes – cinqüenta, qüinquagésimo dia após a ressurreição de Cristo) é o mais significativo de toda a Bíblia, onde nos informa que os apóstolos foram milagrosamente capacitados para falarem em várias línguas a fim de que os presentes os ouvissem falar em seus respectivos idiomas.
O falar línguas de Atos 2 era um sinal de que o dom do Espírito Santo tinha sido dado aos apóstolos por Cristo, conforme sua promessa.
De maneira nenhuma pode-se defender que estas línguas eram celestiais, extáticas, desconhecidas, ininteligíveis, espirituais. Por que? Porque esta idéia não está contida na Bíblia. O relato divino é este: "Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?" Lucas apresenta a seguir a relação de dezesseis regiões lingüísticas, cujos habitantes ouviam os apóstolos falarem nas línguas de sua procedência.
O milagre de Pentecostes consistiu no seguinte: Deus concedeu aos discípulos a faculdade de falarem nas línguas maternas representadas pelas diversas nacionalidades mencionadas em Atos 2:9-10. Este milagre era uma evidência de que o Espírito Santo viera, e um sinal para os judeus de que Jesus era verdadeiramente o Messias e ainda de que a mensagem apostólica era verdadeira.
O livro Atos dos Apóstolos, págs. 39 e 40 confirma as afirmações feitas:
"O Espírito Santo, assumindo a forma de línguas de fogo, repousou sobre a assembléia. Isto era um emblema do dom então outorgado aos discípulos, o qual os capacitava a falar com fluência línguas com as quais não tinham nunca entrado em contato. . . . Esta diversidade de línguas teria sido um grande embaraço à proclamação do evangelho; Deus, portanto, de maneira miraculosa, supriu a deficiência dos apóstolos. O Espírito Santo fez por eles o que não teriam podido fazer por si mesmos em toda uma existência. Agora podiam proclamar as verdades do evangelho em toda a parte, falando cem perfeição a língua daqueles por quem trabalhavam. Este miraculoso dom era para o mundo uma forte evidência de que o trabalho deles levava o sinete do céu."
Quase todos os comentaristas, através dos séculos concordam que os discípulos, nesta ocasião, falaram as línguas das nações representadas em Jerusalém. Alguns estudiosos declaram firmemente, que este milagre de pregar numa língua, que a pessoa antes não conhecia, nunca mais se repetiu na História da Igreja. Gromacki faz isto claro em Movimento Moderno de Línguas, primeiro capítulo.

III. Atos 10:46
"Pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus."
Temos aqui o relato do episódio acontecido, em Cesaréia, na casa de Cornélio. Do relato de Lucas se conclui que as línguas aqui mencionadas não eram ininteligíveis, pois Pedro e os companheiros "os ouviam engrandecendo a Deus".
A diferença entre este relato e o de Atos 2 parece ser a seguinte: No Pentecostes o falar em línguas foi o meio usado por Deus para anunciar o evangelho aos judeus que vieram a Jerusalém. Na casa de Cornélio o falar línguas foi um "sinal" para que os circunstantes cressem que Deus não faz acepção de pessoas. Atos 10 :34-35; 11:17.

IV. Atos 19:1-6
Alguns varões de Éfeso, sobre os quais Paulo impusera as mãos "falavam línguas e profetizavam".
Pelo fato da discrição não entrar em pormenores, faltam-nos elementos para conclusões mais definidas.
E. G. White nos informa que estes homens "receberam também o batismo do Espírito Santo, que os capacitou a falar as línguas de outras nações e a profetizar." – Atos dos Apóstolos, pág. 283.

V. I Coríntios 12 a 14
Nestes capítulos não há o relato descritivo do dom de línguas. O pastor batista João F. Soren, no artigo "O Dom de Línguas à Luz do Novo Testamento" declara enfaticamente: "Não há evidência segura de que tenha havido em Corinto, à luz da exposição do Apóstolo Paulo em 1 Cor. 12, 14, a manifestação do dom carismático de línguas, ou seja a capacitação concedida pelo Espírito Santo para que os crentes ali falassem idiomas que nunca estudaram ou aprenderam normalmente, à maneira do que se verificou no dia de Pentecostes. . .
"Os coríntios competiam em torneios poliglóticos na igreja, falando publicamente em idiomas estrangeiros ou então tartamudeando em êxtase nervosa, para impressionar os ouvintes. Não tinham eles o dom carismático de línguas. Isso era algo muito diferente do que ocorrera no Pentecostes. Ao invés de darem um sinal convincente do poder do evangelho para a salvação de todo aquele que crê, o sinal que davam eles para os incrédulos era outro. A confusão, a balbúrdia era tal que, para os incrédulos, a casa de Deus mais dava a impressão de ser uma casa de dementes. I Cor. 14:23."
J. Reis Pereira, em artigo colocado no livro A Doutrina do Espírito Santo, pág. 77 nos esclarece:
"As línguas de I Coríntios eram sons ininteligíveis. Davam a aparência de uma língua, mas ninguém poderia compreendê-la. Para interpretá-la seria necessário um outro dom, o dom de interpretação. Tais são as línguas faladas em assembléias pentecostais de nossos dias, o dom que prova o batismo no Espírito Santo, segundo os pentecostais. Tais são as línguas faladas em igrejas de outras denominações, até mesmo batistas, em nossos dias, ao que nos informam. . .
"Línguas ininteligíveis, extra-humanas, sons incompreensíveis, necessitando de um intérprete tais seriam as línguas da Igreja de Corinto, segundo a interpretação que estamos considerando."
Estudiosos competentes das Escrituras têm chegado à seguinte conclusão:
O falar línguas na Igreja de Corinto era um afastamento ou abuso do dom recebido pelos 120 cristãos no Pentecostes.
Pelo relato de Paulo sabemos que algumas poucas palavras compreensivas tinham muito mais valor do que centenas em uma língua desconhecida. "Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida." (I Cor. 14:18 e 19). Em outros escritos paulinos, referentes aos dons do Espírito, não há nenhuma referência ao tão decantado dom de línguas. Ver Romanos 12 e Efésios 4.
Em Nota Adicional sobre I Cor. 14 o SDA Bible Commentary declara entre outras coisas o seguinte:
"Que a língua falada sob a influência do dom em Atos 2 era uma língua estrangeira, que poderia ser facilmente compreendida por um estrangeiro daquela língua.
"A manifestação de I Coríntios era diferente daquela do dia de Pentecostes, porque a língua não era uma língua falada por homens, e por este motivo nenhum homem poderia entendê-la, a menos que estivesse presente um intérprete, que possuísse o dom do Espírito para compreender a língua. (I Cor. 12:10).
"Após enumerar uma lista de características que devem ser notadas na descrição paulina de I Cor. 14, acrescenta:
"Esta lista de características do dom torna claro que o apóstolo não está tratando de um dom falsificado. Ele enumerou "línguas" entre os genuínos dons do Espírito (cap. 12:8-10), e em nenhuma parte sugere que a manifestação descrita no cap. 14 não é de Deus. Pelo contrário, louva-a (cap. 14: 4, 17), alega que ele falava em línguas mais do que os Coríntios (v. 18), desejava que todos possuíssem o dom, e recomenda os crentes a não proibirem o seu exercício (v. 39). Seu objetivo através da discussão é mostrar o seu devido lugar e função e advertir contra o seu abuso."

Outras partes desta Nota Adicional que merecem destaque são estas:
"Seja qual for a opinião adotada, uma coisa é certa, que a manifestação do dom no Pentecostes e os propósitos para os quais ele foi dado (Atos 2) diferiam em muitos aspectos do dom manifestado em Corinto. O dom em Corinto servia para edificar o orador, não os outros (I Cor. 14:4). Paulo não encorajou seu uso em público a não ser que um intérprete estivesse presente (versos 19, 28)."
"Por causa de certas obscuridades em relação à maneira precisa pela qual o dom se manifestou antigamente, Satanás tem achado fácil falsificar o dom. Exclamações incoerentes eram bem conhecidas e largamente encontradas dentro do culto pagão. Também em tempos posteriores, sob o disfarce de cristianismo, várias manifestações das chamadas línguas têm aparecido de tempos em tempos. Contudo, quando estas manifestações são comparadas com especificações escriturísticas do dom de línguas, elas são achadas ser algo muito em desacordo com o dom antigamente comunicado pelo Espírito. Essas manifestações portanto devem ser rejeitadas como espúrias. Entretanto, a presença do dom falsificado não nos deve levar a tratar levianamente o dom genuíno. A manifestação correta do dom a que Paulo se refere em I Cor. 14 realizou uma função proveitosa. É verdade que dela abusaram, mas Paulo tentou corrigir os abusos e indicar a operação do dom em seu devido lugar e função."

O principal desacordo com os pentecostais começou quando os líderes religiosos concluíram que o falar em línguas, os gritos de júbilo, as lágrimas, o rolar pelo chão não passa de um emocionalismo que destrói a verdadeira adoração.

Origem do Pentecostalismo Moderno

John L. Sherrill no livro Eles Falam em Outras Línguas, pág. 53, afirma que o falar línguas nos tempos modernos surgiu nos Estados Unidos com o jovem ministro metodista chamado Chales F. Parham. Na véspera do ano novo de 1900 ele colocou as mãos sobre a cabeça da senhorita Ozman, e orando, dos lábios da moça saíam sílabas em voz baixa, que nenhum deles podia entender. Os pentecostais consideram essa data como muito importante na sua história, desde que para eles foi a primeira vez, desde os dias da igreja primitiva, que alguém falou em línguas.

Diferenças Entre o Dom de Atos 2 e o Falar Línguas dos Pentecostais Modernos

Já vimos que as línguas de Atos 2 foram de natureza sobrenatural, isto é, os apóstolos pelo poder do Espírito Santo falaram línguas estrangeiras que não haviam aprendido antes.
Se o movimento pentecostal ou neopentecostal é uma volta ao padrão bíblico, então o movimento carismático hodierno deve ser idêntico ao dos apóstolos. Se as línguas de Atos 2 eram 1ínguas conhecidas, as de hoje também o devem ser.
Vejamos se os fatos confirmam esta realidade. Uma análise imparcial e conscienciosa nos indica que as "línguas" destes movimentos modernos não se assemelham a nenhuma língua conhecida. Tal declaração se baseia nos seguintes itens:
1º) A ausência de qualquer estrutura lingüística.
2º) O uso excessivo de uma ou duas vogais apenas.
3º) Os sons e os vocábulos são totalmente desconhecidos.
William J. Samarin, professor de antropologia e línguas da Universidade de Toronto, em seu livro Tongues of Men and Angels, pág. 227, afirma:
"Na construção, bem como na função, as línguas são fundamentalmente diferentes das 1ínguas existentes."
Esta sua afirmação foi feita, depois de pesquisas baseadas no estudo de línguas diferentes, faladas nas reuniões pentecostais na Europa e América do Norte. 
Outra declaração bastante conclusiva pertence ao Dr. William Welmers, professor de línguas africanas da Universidade da Califórnia,
"Eu devo declarar sem reservas que as gravações que examinei não se assemelham estruturalmente a uma língua. Não há mais do que sons de vogais contrastantes, e poucos sons peculiares de consoantes; estes combinam para formar bem poucos conjuntos de sílabas que se repetem muitas vezes em ordem variada." – Letter to the Editor Christianity Today, 8 de novembro de 1963.

Explicações para o Moderno Movimento de Línguas

Dentre as múltiplas explicações existentes estas se destacam por sua preeminência:
1ª) Ação diabólica.
Sabemos que antes do verdadeiro derramamento do espírito, Satanás irá introduzi r uma contrafação.
"Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito." – O Grande Conflito, pág. 464.
2ª) Fraude.
Os estudiosos destes movimentos afirmam ser comuns o engano, a simulação na prática deste dom, bem como com os dons de curar, profetizar e outros. Há muitos que fingem estar falando uma língua estranha quando na realidade existe apenas exibicionismo.

3ª) Hipnose.
Esta é a explicação mais comum, do ponto de vista psiquiátrico e psicológico, para a maioria dos casos de pessoas que falam "línguas".
4ª) Catarse psíquica.
Ira Jay Martim explica o fenômeno das línguas como uma catarse psíquica.
Para esta classe, quando a pessoa aceita a Cristo, ela tem paz, confiança em Deus, fica livre do pecado, enfim seria uma purificação ou catarse. Este estado produz em muitos grande prazer, expressando estes sentimentos por cânticos, testemunhos e falar 1ínguas.
5ª) Orgulho espiritual.
Considerado como o clímax da experiência espiritual o fenômeno de línguas, quando obtido facilmente, produz a exaltação própria. Este falar línguas leva a pessoa a se orgulhar.
Gromacki, na obra já citada, no capítulo "A Natureza do Movimento Moderno de Glossolalia", estudando as fontes que podem determinar a experiência glossolálica moderna, cita estas: divina, satânica, psicológica e artificial.
"Eu tenho sido instruída que quando alguém pretende exibir estas manifestações peculiares (falar em línguas, dançar, gritar, pular, etc.), isto é uma evidência decisiva que não é obra de Deus." – Manuscrito 115, 1908.

Conclusão

Através do estudo feito concluímos que nenhum dom espiritual tem ocasionado tanta controvérsia na Igreja como o dom de línguas.
A história nos confirma que o fenômeno glossolálico não pertence exclusivamente à Bíblia, desde que foi achado mesmo entre religiões pagãs.
Na realidade aprendemos, que a verdadeira natureza da glossolalia bíblica consistia de línguas estrangeiras faladas por crentes, que nunca as haviam aprendido e que este dom era controlado pelo Espírito Santo.
A glossolalia moderna em sons desconhecidos não tem nenhuma base nas Escrituras Sagradas.
Os estudiosos da moderna glossolalia crêem que estes fenômenos muitas vezes são explicados pela psicologia e como o resultado da contrafação diabólica do verdadeiro dom escriturístico.
Uma análise das passagens bíblicas onde houve tais manifestações nos fornece a orientação segura para a glossolalia.
Esta pode ser assim sintetizada:
1ª) O objetivo deste dom nos dias apostólicos era evangelístico e não para servir de sinal ou confirmação dos crentes.
2ª) Pelo estudo feito o dom relatado em Atos 2 referia-se a uma língua existente, que a pessoa passava a falar com fluência pelo poder do Espírito Santo.
3ª) Não há nenhum indício de que fosse uma língua ininteligível e extática.
4ª) A finalidade principal deste dom era a edificação dos crentes e o desenvolvi mento da causa de Deus.
Objetivávamos com o presente trabalho clarificar um pouco mais este tema, ajudando a sanar dúvidas em assunto tão controvertido. Esperamos que se este objetivo não foi totalmente atingido, ao menos ele o tenha sido em parte.

Nota

Na elaboração deste tema valemo-nos de Dicionários, Comentários, artigos de revistas, estudos esparsos e de alguns livros, destacando-se entre estes por nos fornecerem os melhores subsídios os três seguintes:
1)  Movimento Moderno de Línguas de Robert G. Gromacki;
2)  Luz Sobre o Fenômeno Pentecostal de Elemer Hasse;
3)  A Doutrina do Espírito Santo do Parecer da Comissão dos Treze.
Quem se interessar por uma visão mais ampla do assunto, deveria lê-los.