sábado, 11 de agosto de 2012


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Sábado da Herança - 28 de julho de 1973
Olhando o Futuro Através dos Olhos do Profeta
Hedwig Jemison
Sermão do dia do Espírito de Profecia
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz
que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos
corações”. (I Pedro 1:19).
Pedro e dois de seus companheiros estiveram com Cristo na transfiguração e viram o Senhor em
toda a Sua majestosa glória. Isto constitui uma forte evidência que jamais podia ser apagada de
sua mente. Uma evidência que eles haveriam de recordar freqüentemente.
Entretanto, ao contar a história, Pedro declarou, existir alguma coisa ainda mais forte do que as
evidências dos sentidos, de ouvir e ver, pois “temos, mui firme, a palavra dos profetas”. Na
versão da New English Bible esta passagem se traduz desta maneira: “na mensagem dos profetas
temos algo mais firme”.
Os discípulos estavam firmemente convencidos da missão de Cristo. Sob a direção do Espírito
Santo fundaram a igreja primitiva. “Sábia e fielmente eles trabalhavam, testificando do que tinham
visto e ouvido, e apelando para a mui firme… palavra dos profetas”. (Atos dos Apóstolos, p. 164; ver
também a p. 536).
Tal como os discípulos, a igreja atual dispõe destes mesmos recursos para o cumprimento da sua
missão. A experiência pessoal é importante. Os homens e mulheres podem testemunhar a
respeito do que têm visto, ouvido e sentido, porém a força e a segurança residem na palavra
firme dos profetas. Encontramos na Palavra de Deus, que isto foi outorgado a humanidade no
tempo antigo, e no dom do espírito de profecia prometido à igreja remanescente, chamada a
iluminar o mundo à medida que este se submerge nas trevas. Este dom provê olhos para a igreja
no tempo do fim.
O assombroso e único ministério de Ellen G. White continua sendo uma benção para o mundo e
seus habitantes, após meio século ou mais da sua morte. O livro Ellen G. White Prophet of Destiny,
escrito por Rene Noorbergen, tem atraído o interesse de milhares de leitores. O autor indica
reiteradamente como a mensageira de Deus foi capacitada pela Providência para conhecer o
futuro. Assim, através dos olhos deste dom, revelou o futuro aos habitantes do mundo. Em todas
as partes o povo está sendo atingido pelos seus escritos e os está lendo como renovado interesse.
O êxito do seu trabalho pode ser resumido com suas próprias palavras:
“Em certas ocasiões fui levada a um futuro distante e me foi mostrado o que acontecerá. Então me
foram apresentados acontecimentos como se tivessem sucedido no passado”. (Spiritual Gifts, vol. 2,
p. 292).
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O Clímax que se Aproxima
Em visão e, detalhadamente, foi mostrado a Ellen White como o grande conflito entre Cristo e
Satanás chegaria ao clímax. Como Satanás, sabendo que teria pouco tempo, se tornaria
implacável em sua fúria por enganar e arruinar o povo de Deus.
Ficou para trás o tempo dos simulacros de guerra e das lutas ocasionais em regiões isoladas. O
conflito está envolvendo todo o mundo. Satanás está procurando aniquilar os indivíduos, as
igrejas, as cidades e as nações. Em um último esforço desesperado está tentando arrebatar o
mundo e seus habitantes de Cristo para lançá-los à destruição eterna. E estes eventos finais
adquirem significado para nós através da “mui firme…palavra dos profetas” para estes últimos
dias.
Recordamos o que aconteceu em 1844. A especial mensagem de que Deus estava conduzindo o
mundo a um fim catastrófico foi pronunciada por estudantes das profecias bíblicas. Deus queria
que o povo que vive neste planeta soubesse como tinham que proceder em relação aos eventos de
1844. Escolheu primeiramente um jovem estudante do ministério, William Foy. Este aceitou a
comissão de Deus, de transmitir aos demais o que lhe fora revelado em visões. Porém, não pôde
entender a terceira visão e isto o conduziu a confusão. Depois disto, adoeceu e morreu. A seguir,
Deus chamou um bom jovem, talentoso, que se chamava Hazen Foss lhe disse que tinha uma
mensagem para o tempo do fim e que o havia escolhido para comunicá-la. Porém, Foss recusou
contar a visão.
Então, Deus recorreu “ao mais débil dos débeis”.
Ellen Harmon (White) era uma garota atrativa que gostava da escola e amava os seus
condiscípulos. Em certa ocasião uma menina zangada lançou uma pedra que feriu Ellen no rosto,
o que a prejudicou e desfigurou bastante. Durante três semanas esteve em estado de coma e
depois disto foi impossível continuar com a sua educação. A sua mão tremia quando tentava
escrever e sofria desmaios quando tentava estudar. Isto lhe trazia grande desânimo. Sobre esta
experiência ela escreveu mais tarde o seguinte:
“Sei que a luz que recebi provém de Deus, que não me foi ensinada por homens. Eu não sabia
escrever de maneira que outros pudessem ler o que eu escrevia, até que Deus me deu as visões.
Devido à minha saúde, freqüentei pouco a escola… Em certas ocasiões a enfermidade me
mantinha em cama durante semanas e até meses”. (Carta 3, 1847).
A sua enfermidade e desventura tornaram-na muito sensível a falta cometida por suas anteriores
amigas. As suas companheiras se distanciavam devido à sua fisionomia desfigurada. Na solidão
ela se voltou para Cristo e nEle encontrou consolo e o companheirismo que sua sensível alma
ansiava. Tornou-se uma ávida estudante da Bíblia.
Quando Deus Se manifestou a Ellen Harmon aos 17 anos, lhe disse que tinha uma mensagem
para o tempo do fim e queria que ela a proclamasse ao povo. A natureza sensível de Ellen a fazia
retroceder diante desta tremenda responsabilidade. Pesou cuidadosamente o que custaria o
preconceito, o ridículo, os mal-entendidos e então clamou com fé a Deus, em busca das
promessas de que Ele estaria ao seu lado em cada passo do caminho.
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Na noite em que Ellen contou a sua primeira visão em Portand, Maine, no início de 1845, Foss
estava presente e escutou-a. Reconheceu em sua narração o que lhe havia sido mostrado. Na
manhã seguinte, quando se encontrou com ela, animou-a a dar a mensagem com fidelidade, e lhe
disse: “Não recuse obedecer a Deus, porque isto será perigoso para a sua alma. Eu sou um
homem perdido”. (Carta 37, 1890).
As mensagens que Deus deu a Ellen White, tinham o propósito de levar orientação, esperança,
coragem e vida eterna àqueles que as lessem e aceitassem, mensagens que lhe foram
apresentadas em aproximadamente 2.000 visões e impressas nas 24.000 páginas de seus 60 livros
existentes atualmente.
As Visões nos Ajudam a Entender os Eventos dos Últimos Dias
O povo observa a violência que se apoderou de praticamente todos os elementos terreais. Sente
que alguma coisa grande e decisiva está por acontecer. O povo se aflige grandemente porque não
pôde encontrar explicação para o que está sucedendo. Olhando para o futuro, Ellen G. White
escreveu:
“O mundo está no limiar de uma crise estupenda”. (Profetas e Reis, p. 537).
“O mundo inteiro parece estar em marcha para a morte”. (Evangelismo, p. 26).
“É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar.
O Espírito de Deus está sendo retirado. Quão freqüentemente ouvimos de terremotos e furacões,
de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades!” (Profetas e
Reis, p. 277).
Há poucos meses um ministro examinou por aproximadamente três semanas as primeiras
páginas do jornal Chicago Tribune, e descobriu que 1796 pessoas perderam a vida em desastres e
acidentes aéreos, explosões de minas, incêndios e inundações e que aproximadamente 250 mil
pessoas ficaram sem lar. Em algumas das piores catástrofes do mundo, os prejuízos causados
atingiram bilhões de dólares. Porém, o mais importante é que, através da “firme…palavra dos
profetas”, podemos entender o que significam estes desastres. Ellen G. White nos diz que estes
“estão entre os instrumentos pelos quais Ele desperta a homens e mulheres para que sintam o
perigo”(Ibidem).
Depois prediz:
“Estamos no limiar da crise dos séculos. Em rápida sucessão os juízos de Deus se seguirão uns
após outros. Fogo, inundações e terremotos, com guerras e derramamento de sangue. Nós não
devemos ser surpreendidos neste tempo por eventos a um tempo grandes e decisivos, pois o anjo
de misericórdia não pode ficar muito mais a proteger o impenitente”. (Idem, p. 278).
O Vasto Alcance dos Seus Escritos
Milhares de estudantes e obreiros usam as ricas fontes dos escritos publicados ou não publicados
do Espírito de Profecia, que se encontram disponíveis nos arquivos históricos de Washington e
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Andrews University. O escopo dos seus escritos é tão amplo e os assuntos que abrange são tão
variados, que poucas vezes uma pergunta relacionada com algum assunto da vida cristã não
encontre resposta. Em qualquer área que se investigue, educação, ciências, medicina, religião,
literatura, história, ética, música, arte, moda, higiene mental, trabalho missionário, geologia,
ecologia, saúde, nutrição e dieta, lar, educação das crianças, arte de escrever, obra em favor dos
jovens, Ellen G. White deixou princípios orientadores que não são apenas bons e práticos, mas
muito apropriados para o tempo em que vivemos.
Sobre o seu ministério e a obra do antigos profetas, ela escreveu:
“Em tempos antigos Deus falava aos homens por boca dos profetas e apóstolos. Hoje em dia lhes
fala pelos Testemunhos de Seu Espírito. Jamais houve tempo em que Deus instruísse Seu povo
mais fervorosamente do que os instrui hoje, acerca de Sua vontade e do procedimento que Ele
deseja que sigam”. (Testemunhos Seletos, Ed. Mundial, vol. 1, p. 488).
Satanás não somente está levando a tumba antes do tempo a milhares na terra, ar e mar, mas
também um número muito maior está caindo em sua rede através de meios sutis e tortuosos, os
quais foram preditos como uma admoestação para todos quantos o lerem. Mencionaremos
alguns:
O Movimento Carismático
O movimento carismático é um fenômeno que assola todo o mundo nos dias atuais. Quanto a tais
movimentos, recebemos a seguinte advertência solene:
“Tão meticulosamente a contrafação se parecerá com o verdadeiro, que será impossível distinguir
entre ambos sem o auxílio das Escrituras Sagradas. Pelo testemunho destas, toda declaração e todo
prodígio deverá ser provado.” ( O Conflito dos Séculos, p. 643).
À medida que a “nova língua” da glossolália se introduz nas grandes organizações e o
movimento carismático envolve o mundo, não podemos nos atrever a permanecer inativos, pois
logo seremos apanhados pelo poder feiticeiro de Satanás. Muitos são o que estão estudando para
descobrir o que as mensagens inspiradas da Bíblia e de Ellen G. White dizem a respeito.
No Evangelho de São João, capítulo 10 e versículo 41, lemos que João “não fez sinal algum”, e em
Lucas 1:17 diz que João vinha “no espírito e virtude de Elias…. Com o fim de preparar ao Senhor
um povo bem disposto”.
Em Primeiros Escritos, p. 155, Ellen G. White declara que “João viera no espírito e virtude de Elias,
para proclamar o primeiro advento de Jesus”, e acrescenta: “Representava os que sairiam no
espírito e virtude de Elias, para anunciar o dia da ira, e o segundo advento de Jesus.”
Sob a influência do Espírito de Deus, João devia produzir uma reforma religiosa. A sua missão
consistia em conduzir o povo ao conhecimento do primeiro advento de Cristo. Porém, João não
realizou milagres.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia representa a mensagem de Elias para o tempo do fim. É tarefa
da igreja ajudar o povo a entender a Bíblia e prepará-lo para a segunda vinda de Cristo e não
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distraí-lo com milagres. Porém, milagres são realizados no nosso meio. Cremos em milagres. Mas
como povo, não nos destacamos pelos “grandes sinais e maravilhas”. E sim, em visão, Ellen G.
White viu milhares indo de casa em casa com Bíblias nas mãos, explicando a Palavra de Deus e
revelando a Cristo em Sua Segunda Vinda.
Em certa ocasião, em um momento de êxtase e de “dom de língua” motivado por um casal, Ellen
G. White escreveu o seguinte: “Pessoas há que tratam como alguma coisa de grande importância
essas manifestações peculiares, que não são de Deus, mas são calculadas a desviar a mente de
muitos dos ensinos da Palavra”. (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 41).
O resultado de tal experiência é o desvio da mente da Palavra. E recomenda:
“Não nos podemos permitir sancionar qualquer coisa que introduzisse confusão e enfraquecesse
nosso zelo para com a grande Obra que Deus nos deu a fazer no mundo, para preparar-nos para a
Segunda Vinda de Cristo”. (Idem, p. 42).
São Paulo disse: “Todavia eu antes prefiro falar na igreja cinco palavras na minha própria
inteligência…do que dez mil palavras em línguas desconhecidas”. (I Coríntios 14:19).
Quando um casal de Ohio veio ver Ellen G. White e lhe ofereceu uma demonstração de sua
experiência de êxtase a fim de conseguir a aprovação, ela declarou: “…havia sido instruída de
que, quando uma pessoa oferecer exibir essas manifestações peculiares, isto é decidido sinal de
que não é obra de Deus”. (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 42).
Notemos algumas das orientações que Deus nos deu para estes últimos dias:
“… o Espírito Santo vem sempre por uma maneira que se recomenda ao discernimento das
pessoas. Em nosso falar, nosso canto, e em todos os nossos cultos espirituais, devemos revelar a
calma e a dignidade e o piedoso temor que atua e todo verdadeiro filho de Deus”. (Idem, p. 43).
“As impressões e os sentimentos não são seguras provas de que uma pessoa esteja sendo dirigida
pelo Senhor. Se não estivermos apercebidos, Satanás dará sentimentos e impressões. Estes não são
guias seguros”. (Testemunhos Seletos, Ed. Mundial, vol. 1, p. 162).
“Senhor requer do Seu povo o uso da razão, e que não a deixe de lado por impressão. A Sua obra
será compreensível por todos os Seus filhos. O seu ensino será de tal maneira que se recomenda a
si mesmo à compreensão de mentes inteligentes. Está feito para elevar a mente”. (Testimonies, vol.
1, p. 230).
“As mais proveitosas reuniões para o bem espiritual, são as que se caracterizam pela solenidade e
o profundo exame do coração, cada um procurando conhecer a si mesmo e, com sinceridade e
profunda humildade, buscando aprender de Cristo”. (Testemunhos Seletos, Ed. Mundial, vol.1, p.
161).
“Alguns se regozijam e exultam em possuir os dons que os outros não têm. Que Deus guarde Seu
povo de tais dons. Que fazem esses dons em benefício deles?” (Idem, p. 167).
“…devemos ser muito cuidadosos de acautelar-nos contra tudo quanto cheire a fanatismo e
desordem. Precisamos guardar-nos contra toda prática estranha que seja de molde a agitar a
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mente dos incrédulos, e levá-los a pensar que, como um povo, somos levados por impulso, e nos
deleitamos em ruído e confusão acompanhados de excentricidade de atos”. (Mensagens Escolhidas,
vol. 2, p. 41).
“Proceda o povo de Deus de tal maneira que o mundo veja que os adventistas do sétimo dia são
um povo inteligente, pensante, cuja fé se acha baseada em fundamento mais firme que uma casa de
orates. O povo tem fome do pão da vida. Não lhe ofereçais uma pedra.” (Idem, p. 24).
Nos nossos dias, o “dom de línguas” está congregando pessoas de todas as religiões e crenças:
protestantes, católicos, judeus, espíritas, cultistas. Todos se unem com rapidez surpreendente. O
único critério para “ pertencer” a eles é ser capaz de “falar línguas”. Trata-se de um movimento
ecumênico sem precedentes.
O dom de curar é freqüentemente ligado com o de línguas. Um recém-converso ao cultismo
escreveu:
“Quando Ken orou por mim, fê-lo com uma linguagem tão bela como nunca antes escutei. Pode
ser que o Senhor tenha argumentos intelectuais contra o batismo do Espírito Santo e o de falar
línguas, porém, quando alguém ora pelo senhor em línguas e o cura, com que se pode
argumentar? Aquela foi a primeira vez que ouvi alguém falar em uma nova língua”. (Full Gospel
Business Men’s Voice, julho/ agosto, 1972).
Logo depois que esta pessoa foi curada, começou a falar em línguas. Quão direta e oportuna é a
advertência:
“Alguns serão tentados a aceitar essas maravilhas como sendo de Deus. Enfermos serão curados à
nossa vista. Milagres se efetuarão aos nossos olhos. Estamos nós apercebidos para a prova que nos
aguarda quando as mentirosas maravilhas de Satanás forem mais amplamente exibidas? Não
serão muitas as almas enredadas e arrebatadas? Separando-se dos positivos preceitos e
mandamentos de Deus, e dando ouvido às fábulas, o espírito de muitos se está preparando para
receber esses milagres de mentira. Cumpre buscarmos todos armar-nos para o combate em que
nós havemos de em breve empenhar-nos. A fé na Palavra de Deus, o estudo contra o poder de
Satanás, levando-nos a vitória pelo sangue de Cristo”. (Testemunhos Seletos, Ed. Mundial, vol.1, p.
100).
Devemos sempre lembrar o conselho inspirado: “Pelo testemunho destas (as Escrituras) toda
declaração e todo prodígio deverá ser provado”. (O Conflito dos Séculos, p. 643). Além disso, Ellen
G. White declarou: “O homem que torna a operação de milagres a prova de sua fé verificará que
Satanás pode, por meio de uma variedade de enganos, efetuar prodígios que parecerão genuínos
milagres.” (Mensagens Escolhidas, p. 52).
É sua admoestação: “Aqueles que se empenham hoje na causa de Deus enfrentarão provações”.
(Ibidem).
Música Rock, Drogas e Cultos a Satanás
Calvino é um jovem distinto, criado em um lar adventista. Durante alguns meses entregou-se ao
uso de drogas e à música rock. Chegou a ponto de enfrentar-se com Satanás e parecia que este ia
destruí-lo. Durante esta experiência, sentiu a influência do poder do Espírito Santo e, certa
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manhã, bem cedo, despertou os pais e lhes contou do sutil engano de uma “viagem” que havia
feito usando LSD. Naquela manhã, através de um consciencioso estudo da Bíblia e pela oração,
Calvino encontrou a Cristo como o seu Salvador pessoal. Atualmente ele gostaria que todas a
pessoas soubessem que “os grupos de música rock conduzem os jovens às drogas e, sob a
influência destas, a música rock abre o caminho para a obra de Satanás na mente e no corpo.
Muitos jovens estão voltando-se ao culto de Satanás. Entre 10 discos, 8 declara Calvino,
promovem sutilmente algum tipo de adoração satânica. Muitas canções refletem traços de
adoração ao eu e meditação transcendente. Os que escutam tal música, convidam Satanás a
operar em sua mente”.
Os planos satânicos são desmascarados através das declarações proféticas da mensageira de
Deus. “A música muitas vezes é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos
poderes mais sedutores para a tentação”. (Educação, p. 166).
“A associação do mundanismo em relação a música é considerada inofensiva por alguns
observadores do sábado”, escreveu ela em 1900. “Porém, os tais se colocam em terreno perigoso.
Desta forma Satanás trata de desviar os homens e mulheres para lhes controlar as almas. A
operação do inimigo é tão suave e razoável, que nem se chega a desconfiar dos seus enganos”
(Manuscrito 82, 1900). “Quando não se abusa da música, esta se constitui em uma grande bênção,
porém, quando usada erroneamente, chega a ser uma terrível maldição… Satanás está
escravizando os jovens. Oh, o que poderia dizer para ajudá-los a se desvincularem do poder
enganador! É um hábil encantador que os conduz à perdição.” (Testimonies, vol. 1, p. 497).
Calvino está muito preocupado com a música que escutam e cantam os nossos jovens, mesmo
nos cultos religiosos. Muitos parecem não perceber o significado das palavras que entoam e a que
fim conduzem. “Algumas músicas tem linguagem tão vulgar”, continua dizendo Calvino, “que
não se atreveriam a lê-la diante de um grupo misto. Entretanto, os jovens cantam por todas as
partes estas canções sem perceber o que estão verdadeiramente cantando. Algumas destas
músicas não podem ser plenamente compreendidas, enquanto não se estiver sob a influência das
drogas”.
Além disso, declara que “ a música rock dos nossos dias avança para um nível mais profundo e
denso, retratando com incrível rapidez os pecados mais grosseiros.” Um dos grupos de rock
declarou ter escrito música em momentos livres em seu estúdio e que gravaram um programa em
menos de três horas depois de terem estado trabalhando em uma “sessão frenética”. Calvino
explicou que é impossível produzir uma música perfeita em apenas três horas. Isto somente
poderia ter sido realizado sob a influência satânica.
Ellen G. White escreveu sobre a influência de Satanás nos cultos religiosos que precederão o fim
do tempo da graça.
“Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, músicas e dança. Os
sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a
decisões retas… isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para
anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo…
as forças das agências satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é
chamado de operação do Espírito Santo”. (Mensagens Escolhidas, pp. 36, 37).
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Será que estas palavras proféticas não poderiam descrever a música rock do atual movimento
dos jovens chamado “Povo de Jesus” que conduz a uma experiência atribuída à operação do
Espírito Santo?
Predições Sobre a Afluência Para as Religiões Orientais
Freqüentemente jovens cuja mente foi distorcida pelo uso das drogas e que através delas
lograram experiências místicas volvem-se aos cultos orientais e à adoração dos demônios. Certo
escritor declarou: “Ainda estou procurando um adorador de Satanás que primeiramente não
tenha aberto a mente à experiências místicas através das drogas. Os adoradores de Satanás são
formados na escola psicodélica.”(Witchcraft, David Wilkerson, pp. 2, 3).
Um suwami (monge), de Calcutá, com atavio monástico, ao explicar a arte da meditação a
alguém que o havia interrogado, declarou: “Somos um tipo de Nações Unidas espirituais,
procurando unir todas as religiões do mundo através da meditação”. (Hippies-Hindus and Rock
and Roll de Bob Larsen, pp. 39-40)
Observemos o que Ellen G. White disse quanto ao que aconteceria no tempo do fim:
“Com a imaginação grandemente excitada e as vozes em entonações musicais, pintam o caminho
largo como sendo de felicidade e glória.… satanás encobre seus odiosos desígnios, e sai-se muito
bem em iludir os incautos não firmemente ancorados na verdade eterna.” (Evangelismo, p. 609).
“Há muitos que se horrorizam ante o pensamento de consultar médiuns espíritas, mas são atraídos
por formas mais ilusórias de espiritismo. Outros são levados ao extravio… e pelo misticismo de
teosofia e outras religiões orientais”. (Profetas e Reis, p. 210).
Calvino está agradecido pela graça perdoadora de Deus que o livrou do mundo da música rock e
das drogas. Ao estudar a Bíblia e o Espírito de Profecia, declarou: “Ellen G.White adiantou-se
tanto à sua época que muitos não podem compreender. Porém, atualmente atingimos esse
tempo”. Calvino mostra como exemplo a declaração de A Ciência do Bom Viver, p. 503, que afirma
que o povo de Deus necessita de “uma experiência mais alta, profunda e ampla, que muitos nem
sequer pensam ter”. Com todas as vantagens religiosas de que dispomos, deveríamos conhecer
muito mais do que conhecemos desta experiência.
Cidades que se Tornam Como Sodoma
Os nossos jovens no Seminário da Andrews University estão estudando o desafio que
representam cidades como Nova Iorque, São Francisco, Los Angeles, Chicago e outras do
mundo. Fizeram estes estudos das cidades a fim de encontrar meios de acesso a estas fortalezas
de pecado. Em 1909, o Espírito Santo moveu a serva do Senhor a declarar que nestas cidades, “a
corrupção dominante está além da capacidade humana de descrevê-la”. (Testemunhos Seletos, Ed.
Mundial, vol.3, p. 326).
Além disso, Ellen G. White declarou que “as cidades modernas estão-se rapidamente
transformando em Sodomas e Gomorras”. (Ibidem). Um jornalista de Newsweek escreveu
recentemente: “Vivemos no meio de uma sociedade babilônica que é mais babilônica do que a
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própria Babilônia. …todos os códigos foram destruídos”. (Newsweek, 13 de novembro de 1967, p.
75).
Porém, ainda existe uma mensagem de esperança! A Sra. White declara que, apesar da
impiedade das cidades:
“Em cada cidade, cheia como possa estar de violência e crime, há muitos que devidamente
ensinados, aprendem a se tornar seguidores de Jesus. Milhares podem assim ser alcançados com a
verdade salvadora e serem levados a receber Cristo como o Salvador pessoal”. (Profetas e Reis, p.
277).
Em outra declaração ela afirma o seguinte:
“Os milhões que residem nesses centros densamente povoados devem ouvir a mensagem do
terceiro anjo”. (Evangelismo, p. 35).
Que desafio!
Uns Poucos e Rápidos Vislumbres do Futuro
E agora contemplemos rapidamente o futuro através dos olhos proféticos. Ellen G. White
predisse, no Conflito dos Séculos, o avanço da mensagem sob o efeito da chuva serôdia, quando o
rosto dos servos de Deus serão iluminados e “apressar-se-ão de um lugar para outro para
proclamar a mensagem do Céu”. (O Conflito dos Séculos, p. 662). Milhares se unirão para dar a
última advertência ao mundo. O povo de Deus realizará milagres. Satanás também realizará os
seus “fazendo mesmo descer fogo do céu, a vista dos homens”. (Ibidem).
Quando Ellen G. White esteve na Europa, foi-lhe permitido ver o futuro, o tempo quando “mais
de mil se converterão brevemente em um dia”. (Evangelismo, p. 693).
Teve também uma visão dos problemas que os Estados Unidos enfrentarão quando o seu
governo “repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo
protestante e republicano”. Após esta traumática experiência se formará a “tríplice aliança” com
a América protestante, quando “estender os braços através do abismo, a fim de dar uma mão ao
poder romano e outra ao espiritismo”. (Testemunhos Seletos, E. Mundial, vol II, p. 151).
Também escreveu sobre as leis dominicais, os problemas que estas acarretarão, e então assegurou
que “os fiéis servos de Deus não necessitam temer as conseqüências do conflito”. (Review and
Herald, 30 de setembro de 1909).
Outra visão que nos chega através dos lhos proféticos é sobre a sacudidura que sobrevirá à igreja,
uma experiência pela qual “talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá”. (Mensagens
Escolhidos, vol 2, p. 380). E depois explica que a igreja permanece “ao passo que os pecadores de
Sião serão lançados fora no joeiramento – a palha separada do trigo procioso”(Ibidem). Além
disso, declara, que “é esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar”(Ibidem). Esta
visão do futuro deveria levar cada membro da igreja a examinar-se a si mesmo.
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Porém, devemos animar-nos porque mesmo sob esta terrível crise as forças da igreja não
minguarão. Notamos o seguinte:
“Haverá homens que receberão a verdade e estes tomarão os lugares vagos deixados por aqueles
que se ofenderem e abandonaram a verdade… O Senhor operará de tal maneira que os
desafetuosos serão separados dos fiéis e leais. Aqueles que, como Cornélio, temerão a Deus e O
glorificarão, tomarão os seus lugares. As fileiras não diminuirão. Os que são firmes e leais
ocuparão as vagas que forem deixadas por aqueles que se ofenderam e apostataram.” (Manuscrito,
97, 1898).
Através da “palavra profética” podemos nos compenetrar dos grandes acontecimentos que terão
lugar quando for dada a admoestação final com poder, e quando “se repetirão os eventos do dia
de pentecostes”. Ellen G. White escreve, não acerca de falar em línguas estranhas, mas do
genuíno dom de línguas conhecidas, pelas quais a mensagem será levada avante.
“Então, como no dia de pentecostes, o povo ouvirá a verdade, cada um em sua própria língua…
milhares de vozes serão revestidas de poder a fim de estarem capacitadas para expressar as
maravilhosas verdades da Palavras de Deus. A língua do tartamudo será solta, e o tímido será
fortalecido para dar valoroso testemunho da verdade”. (Review and Herald, 20 de julho de 1886).
Que visões dos futuros eventos!
Esperança de um Mundo Futuro
Profundamente movido pelo discernimento de Ellen G. White, tanto do passado como da
esperança de um mundo por vir, o escritor René Noorbergen nos diz o seguinte:
“No interior dos secretos corredores de sua mente mortal presenciou o ocaso da história.
Continuou o cenário mundial e concluiu, não meramente com revelações da destruição final e uma
total devastação, mas sim com uma visão divina e inspirada de uma terra renovada e de uma
recompensa que aguarda o justo. Em muitas ocasiões ela mesma se sentiu como se fizesse parte do
remanescente da humanidade, fugindo das cenas de aflição e viajando mentalmente para a Terra
Prometida. E então êxtase de empolgante alegria e gratidão fluíam do seu se à medida que
caminhava pelas ruas de ouro, muito além da resplandecente abertura de Órion”.
“O Céu chega a ter um preço reduzido em comparação com qualquer sacrifício que tivéssemos que
fazer para obtê-lo, declarou ela após uma destas memoráveis visitas”.
“Ninguém duvida que a sinceridade e a compreensão alcançada a levaram a escrever estas
palavras. Para ela, segundo suas próprias palavras, o mais além era uma realidade, tal como
poderá chegar a ser para cada um de nós”.
“Os seus princípios para prolongar a nossa limitada existência através da eternidade foram
expressas por meio de palavras simples, não além do alcancem humano, porém, mantida por tão
elevados incentivos e apontando uma recompensa tão ilimitada que até parece completamente for
dos limites da mera compreensão humana”. (Ellen G. White, Prophet of Destiny, pp. 225, 226).
A fim de alcançar esta experiência, Ellen G. White aconselha realizar um estudo pessoal da Bíblia
como coisa de suprema importância, aceitar a Cristo como Salvador pessoal, atender a voz dos
profetas e a responder com uma reação favorável aos conselhos dados.
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11
Ela escreveu: “A obra de vencer o mal deve ser feita mediante a fé”.
“Os que entram no campo de batalha acharão que devem cingir toda a armadura de Deus. O
escudo da fé será sua defesa, habilitando-os a ser mais que vencedores. Coisa alguma servirá, a não
ser isto: fé no Senhor dos exércitos, e obediência às Suas ordens. Vastos exércitos, providos de
quaisquer outros recursos, de nada servirão no último grande conflito. Sem fé, um exército de
anjos não poderia ser auxílio. Somente a fé viva torná-los-á invencíveis, e os habilitará a estar em
pé no dia mau, firmes, imóveis, conservando inalterável até o fim o princípio de sua confiança.”
(Conselhos aos Professores, p. 163).
Prestemos atenção à “firme… palavra dos profetas”, e saibamos que “as vitórias são ganhas
através de uma simples obediência ao Supremo General, o Senhor Deus dos céus. Quem confia
neste Guia nunca conhecerá derrota.” (Testemonies, vol. 6, p. 140).
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RAMO DAVIDIANO


O Ramo Davidiano (em inglês, Branch Davidians ou simplesmente "The Branch") são uma seita protestante que se originou de um cisma ocorrido em 1955 num grupo conhecido como Adventistas Davidianos do Sétimo Dia (ou "Davidianos"), um movimento reformista começado dentro da Igreja Adventista do Sétimo Dia (os "Adventistas") por volta de 1930. A maioria daqueles que aceitaram a mensagem reformista foram desassociados (excomungados) por causa da rejeição às novas ideias dentro da liderança adventista.
Desde seu início em 1930, o movimento reformista herdou certos conceitos da escatologia adventista, naquilo que eles próprios acreditavam ser um tempo no qual as profecias da Bíblia de um Juízo Final estavam para vir como prelúdio à Segunda vinda de Cristo. O nome "Ramo Davidiano" é mais conhecido pelo Cerco de Waco, ocorrido em 1993 na sede do grupo (conhecida como "Monte Carmelo" e depois renomeada "Rancho Apocalipse") nas adjacências de Waco, Texas, pelo Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives, o FBI e a Guarda Nacional do Texas, que resultou nas mortes de 82 membros do Ramo Davidiano, incluindo seu líder, David Koresh,[1] e de 4 agentes[2].
Há controvérsia sobre o fato de David Koresh e seus seguidores representarem ou não o movimento reformista existente há mais de 60 anos na época do cerco e se eles tinham ou não o direito de usar o nome e a propriedade da igreja. Embora os seguidores estivessem em número de 140 na época do cerco, apenas 20 deles e seus filhos foram associados à igreja antes que ele, Koresh, chamasse-os para seguir seus ensinamentos e práticas únicos. Um número muito maior de pessoas dentro do grupo rejeitou suas ideias.
Na época do cerco, Koresh encorajou seus seguidores a se verem eles próprios como "estudantes dos Sete Selos" em vez de "davidianos/membros do Ramo Davidiano". Durante o impasse um de seus seguidores anunciou publicamente que depois disso se queria que todos fossem "koreshianos"[3]. Outros seguidores disseram que não queriam usar o novo nome e a grande maioria da mídia continuou a usar o nome "davidiano", apesar dos protestos dos membros da outra igreja que não deixaram seus valores originais para seguir Koresh. A sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Silver Spring, Maryland, pôde persuadir a mídia a não relacionar seu nome com os membros do Ramo Davidiano, porque há muito eles não registravam o nome, apesar do fato de que o Ramo Davidiano usava legalmente o nome "Adventistas do Sétimo Dia" por décadas antes do registro feito pelos adventistas. Protestos contra o uso do nome "davidianos" por Koresh e seus seguidores também foram feitos por membros de grupos davidianos que não faziam parte do Ramo, mas isto não adiantou.
Em função das fortíssimas evidências de que os ensinamentos e práticas de Koresh eram profundamente diferentes daqueles feitos pelos membros históricos do Ramo Davidiano e que havia a concepção de que seu grupo era, factualmente, separado e distinto dos demais, este artigo apresenta a identidade única do grupo e os fatos que levaram aos acontecimentos do Cerco de Waco, em 1993.
Em 1929 Victor Houteff (1885-1955), um imigrante búlgaro e professor na Igreja Adventista, declarou ter uma nova mensagem para a igreja. Isto foi apresentado na forma de um livro, The Shepherd's Rod, os 144.000, um brado pela reforma[4]. Sua mensagem reformista foi rejeitada e considerada sectária e divisiva pela liderança adventista em função de seu distanciamento dos ensinamentos básicos da igreja e de seus padrões pré-estabelecidos. Como consequência, Houteff foi desassociado da igreja, juntamente com quem aceitou sua mensagem.
Em 1935 Houteff estabeleceu sua sede nas proximidades de Waco, Texas, a oeste da cidade. Até 1942 seu movimento era conhecido como Shepherd's Rod Seventh Day Adventists, mas quando Houteff considerou ser necessário organizar-se formalmente para fins legais, ele renomeou a associação "General Association of Davidian Seventh Day Adventists". O termo "Davidiano" reflete sua crença na restauração do Reino de David[5] em Israel antes da Segunda vinda de Cristo (advento) nas nuvens celestiais. Houteff direcionou os davidianos a trabalhar pela reforma da igreja, de modo a se preparar para o grande afluxo de convertidos quando a igreja estivesse num estado mais puro.
Um dos princípios davidianos é a crença de que o líder da igreja deve ter o dom da profecia, de modo a trazer - cada vez mais - a verdade bíblica ao movimento. Assim, em 1955, após a morte de Houteff, uma separação se deu justamente em função da controvérsia levantada sobre quem tinha a qualificação necessária para liderar o movimento davidiano. Esta disputa trouxe ao movimento General Association of Branch Davidian Seventh Day Adventists, inicialmente comandado por Benjamin Roden (1902-1978). O nome "Ramo" reflete sua crença de que esse é o novo nome de Jesus[6]. No final da década de 1960, o grupo se estabeleceu em uma nova sede em Waco, a leste da cidade, numa propriedade anteriormente ocupada pelo grupo davidiano depois de eles terem vendido sua propriedade anterior no início daquela década.
Entre 1958 e 1959, o Ramo tornou-se o primeiro grupo de cristão autorizado a imigrar para Israel[7]. Foi-lhes dada permissão para assentar três vilas lá, embora tivesse perdido duas delas em função da ausência de pessoas para habitá-las. Por causa de seus esforços, junto com muitos outros (a maioria de judeus), a vila remanescente, Amirim, tornou-se a primeira vila vegetariana em Israel, e permanece assim até hoje. Sendo vegetarianos estritos, eles estabeleceram a "The Branch Organic Agricultural Association", uma das primeira organizações a encorajar a agricultura orgânica em Israel.
Nessa mesma época, Benjamin Roden determinou à igreja a guarda da Santa Ceia e todos os dias bíblicos de festa. Em 1976, ele sugeriu na Conferência Geral que se fizesse a Santa Ceia diariamente, nas mesmas horas praticadas nos tempos bíblicos (a 3ª e a 9ª horas do dia). In 1981, Lois Roden (1905-1986), viúva de Benjamin, determinou a todos os membros do Ramo que fizessem a Santa Ceia nos mesmos horários.
Em 1977, a esposa de Ben Roden, Lois, declarou ter uma nova mensagem ela própria, em um elemento da doutrina: a de que o Espírito Santo seria feminino, o que levantou muita controvérsia no grupo. A nova mensagem a levou a um lugar de liderança no grupo, o que foi aceito por seu marido e por outros. Quando Benjamin Roden faleceu, no ano seguinte, o filho deles, George tentou assumir a liderança, dizendo que era de fato o profeta do grupo. Mas Lois conseguiu vencer a disputa, baixando uma injunção permanente contra George, proibindo-o de se tornar presidente da igreja[8].
Em 1979, Lois Roden começou a publicar a revista Shekinah, na qual ela apresentava artigos de pessoas com origem cristã, judaica e outras, explorando o assunto da feminilidade do Espírito Santo e o sacerdócio feminino na igreja. Durante os anos seguintes, Lois apareceu em jornais nacionais e estrangeiros, rádios e emissoras de televisão discutindo sua mensagem. Ela distribuía seus escritos em muitos encontros religiosos, inclusive nos vários lugares no quais João Paulo II esteve quando veio aos Estados Unidos pela primeira vez, em 1979. Em função de suas ideias, de que o Espírito Santo era feminino e que mulheres deveriam ser admitidas no ministério, sua mensagem não encontrou apoio nas outras igrejas, cuja orientação era majoritariamente ou totalmente masculinas.
Entre o final de 1982 e o início de 1983, ela ganhou um prêmio do Religion in Media e de outros grupos cristãos por seu trabalho e por sua revista. Poucos meses depois, o prédio administrativo da igreja que continha todo o material impresso da revista foi destruído pelo fogo. Vernon Howell (que mudaria seu nome para David Koresh em 1990) admitiu mais tarde ter provocado o incêndio. Ele disse que o fez porque Deus assim teria dito para fazer, e que ele teria sido instruído a dizer a Lois que, "o Senhor deu ordem a teu respeito, que não mais do teu nome seja semeado" (Naum 1:14).
Tal como os adventistas, os davidianos, e o Ramo tinham credos fundamentais em comum com as demais denominações cristãs, há um conjunto de doutrinas adicionais que davam a cada uma identidade própria, assim como os nomes. As que os três grupos têm em comum são:
  1. O sábado é o sétimo dia da semana, sendo assim, o Sabá da Bíblia. É, ao mesmo tempo, a memória da criação e sinal de santificação, um sinal de que é ao mesmo tempo um memorial da criação e um sinal de santificação, um sinal de descanso do crente em suas próprias obras do pecado, e sua entrada para o resto da alma que Jesus promete àqueles que vêm a Ele..[9]
  2. Jesus Cristo retornará em pessoa à Terra a reunir seus eleitos e levá-los para o céu durante 1000 anos, após o que ele vai voltar com eles a esta terra para morar com eles por toda a eternidade em seu reino.[10]
  3. A não imortalidade da alma. Isto é, os mortos não tem consciência, nem ser.[11]
  4. Deve haver uma ressurreição tanto dos justos, como dos injustos. A ressurreição dos justos terá lugar na segunda vinda de Cristo, a ressurreição dos injustos ocorrerá 1000 anos mais tarde, no final do milênio.[12]
  5. Há um santuário no céu, onde Cristo está ministrando em nome da humanidade.[13]
  6. Há um julgamento investigativo em curso no santuário celestial, que começou em 22 de outubro de 1844[14] para determinar quem sairá em cada uma das ressurreições, e que será traduzida, sem ver a morte na segunda vinda de Cristo.[15] Dito julgamento começou com os registros daqueles que tinham morrido, e acabariam por passar para a vida.
  7. Que a "marca da besta" (Ap. 13:16-18) será um decreto de execução universal os preceitos e doutrinas dos homens em oposição aos da Bíblia.
  8. O crente deve reconhecer seu corpo como templo do Espírito Santo e, assim, o crente será levado a abster-se de todas as bebidas intoxicantes, tabaco, e todos os outros narcóticos, e das carnes impuras - o vegetarianismo é a prática ideal.
  9. Uma característica que identifica a igreja é a presença do Espírito de Profecia. [16] Embora os adventistas creem que a referida doação foi manifestada em uma maneira especial através de Ellen G. White, que não reconheceu qualquer um como tendo o dom desde que ela morreu em 1915.
As doutrinas que distinguem os davidianos[17] e os ramos de reforma dos demais adventistas são:
  1. Os davidianos e os do ramo davidiano ensinam que o dom da profecia é tão importante na igreja que o presidente da associação deve possuí-lo. Embora os davidianos reconheçam que Victor T. Houteff possuísse tal dom, eles declaram que ninguém virá com esse dom até a "ressurreição especial"[18] no qual tanto Ellen White como ele retomarão seu trabalho. Ainda que essa crença seja contrária ao próprio ensinamento de Houteff nessa matéria[19]. Os davidianos que creem que o dom da profecia foi dado a Ben Roden após a morte de Houteff tornaram-se parte do Ramo Davidiano.
  2. Após a purificação da igreja, os santos retornaram à terra prometida na qual Cristo estabelecerá Seu reino[20] onde os 144.000,[21] que seguirão o Cordeiro aonde ele for,[22] ficarão com ele no Monte Sião[23], e trarão em uma grande multidão, na qual não se contará a quantidade de pessoas"[24], O reino passará a existir por um curto período de tempo como testemunha final para o mundo antes de Cristo vindo nas nuvens do céu para assumir a grande multidão de santos vivos e ressuscitados com ele por 1000 anos, período em que os santos hão de determinar a grau de punição devido ao não arrependimento. [25]
  3. Total abstinência de carnes, em preparação para o estado edênico do Reino[26].
  4. Todos os dias de festa bíblicos e as práticas da igreja primitiva serão mantidos, [27] e os que foram tirados nos séculos após a morte dos apóstolos, através da influência do pensamento pagão suplantando a simplicidade do Evangelho serão restaurados para a igreja, incluindo a manutenção da verdadeira Ceia do Senhor. O Ramo ensina que o tempo chegou para a restauração dessas festas, e os Davidianos não creem nisso.
As doutrinas que distinguem o Ramo Davidiano dos demais davidianos e dos adventistas tradicionais são estas:
  1. O julgamento dos vivos começou no santuário celestial em 1955.
  2. A adoração diária deve ser mantida na 3ª e na 9ª horas do dia natural, em harmonia com a intercessão de Cristo no santuário celestial. Isto inclui a participação na Ceia do Senhor.
  3. A família é a imagem literal e semelhança da Trindade. Os aspectos femininos deste, devem ser entendidos como sendo o Espírito Santo. [28]

] A afiliação de Vernon Howell (David Koresh) ao Ramo Davidiano

Em 1981 Vernon Wayne Howell (mais tarde renomeado David Koresh) juntou-se ao grupo após ser desassociado da Igreja Adventista de Tyler, Texas, por razões morais. Logo em seguida ele disse ter uma nova mensagem, mas isto não foi recebido por ninguém nessa época. Recusado em suas tentativas de fazer com que suas ideias fossem ouvidas, ele saiu e reingressou na igreja, para só voltar no início de 1983, e novamente no outono de 1983. Quando estava lá, ele iria oferecer seus serviços à sra. Roden em consertar carros e outros problemas mecânicos, ganhando assim sua confiança.
Nunca, em qualquer momento, ele realmente aceitou qualquer um dos ensinamentos morais básicos e as práticas dos membros do ramo davidiano dos adventistas do sétimo dia. O mesmo tipo de coisas que fizeram com que ele fosse desassociado da IASD teriam-no desqualificado como membro do Ramo. O fato de que mais tarde ele teve várias "esposas", uso de álcool e ingeriu carne (e ensinou seus seguidores a fazê-lo), tratou de armas de fogo, e usou várias técnicas questionáveis referentes à obrigação das consciências dos seus seguidores e diminuir da força física e mental, ainda o impediram de continuar a pertença à Igreja e sua liderança.
Nessa época, George Howell Roden forçado e seu grupo, e alguns outros, para deixar a propriedade. Pouco antes que o tempo Howell nomeou sua facção "Davidian Branch Davidian Adventista do Sétimo Dia Associação." Dentro de aproximadamente um ano depois de deixar milhões de toneladas. Carmelo Center, Howell e seus seguidores acabaram na Palestina, Texas, que era a sua sede para o próximo par de anos. Ao comando de Howell, seus seguidores deixou de distribuir qualquer um dos Branch Davidian e literatura depois que se juntou a ele.
Em 28 de março de 1985, Lois estava na justiça, impondo a injunção contra George. Naquele tempo, ela jurou ser a "presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Ramo Davidiano"[29]. Por volta de dois meses e meio depois, Vernon Howell envolveu-se numa outra disputa judicial, jurando ser o presidente dessa mesma igreja[30] e nomeou nove de seus seguidores, ex-membros do Ramo antes de se juntarem a ele em sua nova facção sob seu nome. O processo foi movido por George Roden. Ele dizia que Vernon e vários outros o estavam impedindo de se tornar o presidente do Ramo Davidiano. A defesa de Vernon contra a acusação de George foi a que ele era de fato o presidente de uma outra associação, i.e., a "Associação Adventista do Sétimo Dia do Ramo Davidiano".
Enquanto Howell e seus seguidores diziam que Lois Roden tinha passado, ou perdido, a presidência para ele, ele jamais discutiu isso na justiça, nem tentou exercer o seu propalado direito à presidência e ao nome da igreja até que ela morresse, em novembro de 1986. Ainda que George tivesse usado seu título de membro do associação para conseguir banir Howell do centro da Igreja em 1984, Howell jamais usou esse alegado direito à liderança para contornar a ação de George contra ele até que Lois morresse. Nem fez parte do inventário de Lois em janeiro de 1987. Lois, na função de presidente da igreja, possuía muitas propriedades da igreja em seu nome, de acordo com o Estatuto. E Howell não esteve nos procedimento para proteger a propriedade da igreja, algo que ele poderia e deveria ter feito se fosse o legítimo sucessor. Ao invés disso, no verão subsequente (1987), Howell começou a preencher vários doumentoss[31] no cartório de registros, que ele e seus seguidores foram para uma utilização posterior de exercício de sua reivindicação ao direito de usar a identidade da Igreja e da propriedade. Em todos os documentos nos quais ele assumiu o nome da igreja, ao invés de usar o novo nome de sua facção distinta, ele usou o nome da igreja comandada por Lois.
Muitas dessas nove pessoas citadas no comunicado de Howell a respeito de ser presidente de uma associação ("Davidian Branch Davidian ...") diferente do nome utilizado pelo Ramo tinham sido membros da igreja no âmbito do Conselho Executivo na época de Lois. Mas foi só depois que Lois morreu foi que Vernon usou esse fato para fazer parecer que eles ainda eram membros da associação, da qual Lois foi presidente, a fim de ganhar o uso da identidade da Igreja e da propriedade, e trazer desprezo às acusações contra George, fazendo com que ele perdesse a propriedade da igreja. Seus nomes apareceram na ordem do tribunal original de 1979 contra George, então, apesar do fato de que eles deixaram a igreja sob Lois para se juntar com Howell, que, sob o pretexto de ainda serem membros do "Conselho Executivo", moveram ações legais contra George depois que Lois morreu.
No início de novembro de 1987, Vernon e sete de seus seguidores fizeram o que as autoridades descreveram como um ataque militar a George, a fim de obter o controle do Centro de Monte Carmelo. Foi relatado que Vernon e seus seguidores disseram que estavam apenas tentando obter algumas fotografias de um cadáver que George tinha desenterrado. Eles alegaram que o Ministério Público havia solicitado que eles tirassem as fotos a fim de processar George. Essa afirmação é questionável, porque os magistrados estavam bem conscientes de que George tinha desenterrado o corpo, pois tinham investigado o assunto quase nove meses antes dessa época em que foi relatada a ele por Douglas Mitchell (um dos seguidores remanescentes de Lois), durante o momento do inventário de bens de Lois.[32].
Foi relatado que, durante o ataque, Vernon e seus seguidores tinham "mais [[munição] que uma patrulha do Vietnã". Eles esconderam-se nas ruínas do prédio administrativo queimado pelo próprio Vernon em 1983 até a manhã na qual foram descobertos e um tiroteio começou entre eles e George. Há relatos de que o tiroteio tenha durado 45 minutos até que a polícia chegasse. Convenientemente para o futuro Koresh, os policiais foram encontrados por Perry Jones (o sogro de Vernon) nas proximidades de Monte Carmelo, que disse que estavam apenas tentando tirar fotos do cadáver exumado pelo filho de Lois Roden. Vernon e aqueles que estavam com ele foram postos na cadeia, esperando o julgamento pela acusação de tentativa de homicídio. Vernon foi afiançado enquanto os demais permaneceram na cadeira. Um dos policiais que testemunharam na Justiça disse que lhe pareceu que Vernon e seus seguidores estavam tentando usar os policiais de modo a obter o controle do Centro de Monte Carmelo.
Enquanto esperava pelo julgamento, George também foi preso em 21 de março de 1988 em função do uso de linguagem chula em certas ações judiciais. No dia seguinte, Perry Jones e vários dos outros seguidores de Vernon mudaram a sede de Palestine, Texas para o Centro de Monte Carmelo, em Waco.
No julgamento, o grupo de Vernon veio com seus filhos pequenos e ganhou muita simpatia do júri, que absolveu Vernon das acusações, cujas acusações movidas contra ele foram retiradas. Todas as armas foram-lhe devolvidas.
Mitchell, o último membro da igreja em Waco a ter trabalhado com Lois antes de ela morrer, saíra por volta de uma semana antes do tiroteio, de forma que não havia mais membros da igreja da época de Lois Roden em Waco que pudesse testemunhar no julgamento em 1988 que não fosse George. Portanto, nem o júri nem o público em geral sabiam que a liderança de Howell tinha uma natureza completamente diferente daquela da época de Victor Houteff ou da época de Benjamin e Lois Roden, respeitados pela comunidade de Waco, ou que ele fosse, na verdade, o líder de uma associação diferente sob um nome diferente.

] A disputa pela sucessão de Lois Roden

Lois também encontrara problemas com o canadense Charles Pace, que se juntou à igreja no início da década de 1970 e que em 1981 também dissera ter uma mensagem especial para a igreja. Após examinar a mensagem de Pace e encontrar alguns erros em seu conteúdo, Lois pediu a ele que parasse de ensiná-la aos membros da igreja. Quando ele recusou-se a fazê-lo, ela o colocou sob uma espécie de censura, o que significava que ele poderia frequentar as reuniões da igreja, mas não passar sua mensagem nelas. Na Páscoa de 1984, Pace apresentou sua mensagem especial numa reunião liderada por George Roden. Ainda que Lois e os outros aceitassem pontos fundamentais dos ensinamentos de Pace, os erros significativos fizeram com que Lois nada publicasse naquele conteúdo.
Naquela reunião, Pace anunciou que acreditava que George seria o próximo presidente da igreja e lhe deu 14.000 dólares, de modo que ele- Pace - pudesse abrir um centro de saúde ali. Esse fato, apesar do fato de Lois ter dito aos membros da igreja que não dessem apoio financeiro a George, ainda sob a ordem judicial que o impedia de assumir a presidência da igreja, de modo que George não tinha autoridade para autorizar Pace a abrir um centro de saúde. Logo depois, Pace brigou com George, e este expulsou Pace da propriedade.
Após a morte de Lois no final de 1986, Pace mudou-se do Canadá para Gadsen, Alabama, montando sua própria facção, à qual dera inicialmente o nome de "The Living Waters Branch of Righteousness" ("O Ramo das Águas Vivas da Justiça") e mais tarde mudou o nome para "The Branch, The Lord (YHVH) Our Righteousness" ("O Ramo, O Senhor (YHVH), Nossa Justiça"). Embora ele declarasse ser o sucessor de Lois, não tomou parte no inventário de Lois e assim deixou que os bens da igreja e seu nome fossem para as mãos de George Roden, e depois, para Vernon Howell.
Em 1990, uma das primeiras publicações de Pace sob seu novo nome foi denominada Tudo está consumado. Pouco antes da morte de Lois, em novembro de 1986, ele declarou que a igreja não precisava mais realizar as horas diárias de oração, um esforço muito grande da parte de Benjamin e Lois Roden. Nesse ensaio, ele diz ser uma "abominação" manter o "vinho" (suco de uva) como emblema da Santa Ceia diária (conforme ensinado pelos Roden) porque Jesus não estaria mais intercedendo, mas apenas o Espírito Santo estava.
No testamento não certificado deixado por Lois, ela atribuiu a "Irmine Sampson, Teresa Moore, e o grupo de Nova Iorque" a responsabilidade de republicar os textos dela e de seu marido. Teresa assumiu essa responsabilidade crendo ter sido ungida para ser a próxima presidente da igreja, ainda que os outros não dissessem o mesmo sobre o que lhes fora mandado. Teresa esteve no ato judicial do inventário no início de 1987, mas não como parte. Após a audiência, ela disse a Doug Mitchell (que era parte no processo, com o objetivo de preservar os bens da igreja de abusos até que os membros pudessem se reunir) que aquilo era a opinião dela que os membros da igreja devessem deixar George Roden ter o controle do Centro de Monte Carmelo e dos demais bens da igreja. Dessa forma, ela voltou para casa e estabeleceu sua própria facção, dando-lhe o nome de The Lords of Sabbaoth, Our Righteous Branches, e abandonou a luta pelo nome e pela propriedade do Ramo Davidiano.
Amo Bishop associou-se a George Roden em 1987 e mais tarde casou-se com ele por alguns meses por "contrato". A condição mental de George estava se deteriorando muito naquela época e não muito tempo depois, ela acabou numa instituição psiquiátrica, na qual permaneceu até sua morte, em 1998. Amo declarou representar a igreja, embora rejeitasse muitos dos ensinamentos básicos da igreja. Mesmo tendo tentado conseguir permissão de George para representar seus interesses, ele, não muito tempo depois, retirou formalmente tal permissão. Ainda assim, Amo continuou a se apresentar como membro da igreja com direito a falar em seu nome, usando o sobrenome de George (Roden). Ela começou então a publicar seus próprios textos, os quais, de acordo com Mitchell e outros, não representavam de forma alguma os ensinamentos da igreja. Alguns dizem que ela é parte de um grupo cujo propósito é perturbar e manipular a imagem da igreja por razões nefastas. Eles dizem que ela estava se beneficiando da desorganização da igreja para publicar suas ideias sob os supostos auspícios da igreja.
Doug Mitchell juntou-se à igreja em 1978, e trabalhou próximo a Lois até a morte dela. Ele participou do inventário como parte com o propósito de preservar os bens da igreja, mas não houve sucesso, pois o juiz não reconheceu o fato, à medida que muito dos bens de Lois era de propriedades deixadas em confiança a ela pela igreja, e que nomeou dois de seus filhos que não eram membros da igreja como responsáveis pelas propriedades.

] Disputa pela propriedade e status atual da igreja


Prédio no Centro de Monte Carmelo em 1995
Em função do segredo na época de Koresh e em função de alguns de seus seguidores originais estarem usando a condição de membro do Conselho Executivo da igreja para se mostrarem como ainda membros do Ramo e certos problemas sobre os direitos existentes sobre o terreno qual existiu o Centro de Monte Carmelo. A revelação dessas coisas deu a outros a oportunidade de disputar a propriedade do terreno de Monte Carmelo e o nome da Igreja. Em poucos meses Amo Bishop mudou-se para o local na base de ocupação solitária.
Após a morte de David Koresh, muitos de seus seguidores e apoiadores reconheceram Clive Doyle como o porta-voz de sua organização. Mas, de acordo com o Estatuto do Ramo Davidiano, os membros responsáveis pelas propriedade deveriam ser apontados pelo presidentes e como Koresh jamais fizera esse tipo de indicação e nem havia um presidente desde a morte de Koresh, em 1993, anunciou-se publicamente que não se esperava um novo após ele. A situação persiste até hoje. Desta forma, em 1986, fez-se um documento no qual se declara que o Ramo Davidiano estava se reorganizando fora dos parâmetros estabelecidos pelo Estatuto da igreja, nomeando 11 indivíduos para o conselho.
Depois do Cerco de Waco, em 1993, alguns dos membros fizeram uma ação para reaver a propriedade, confiscada após o fim do cerco. Na ação, quase incidentalmente, tentaram obter o título sobre o Centro de Monte Carmelo. Em 1996 a justiça declarou que o terreno pertencia a Igreja Adventista do Sétimo Dia do Ramo Davidiano, mas não disse o que constituía exatamente "a igreja"
Aproximadamente 50[33]a 70[34] pessoas foram à cerimônia realizada em 19 de abril de 2005. Naquela época, Clive Doyle estava vivendo no Centro de Monte Carmelo com o ajudante Ron Goins, cuidando de um pequeno museu e realizando serviços semanais no sabá. Charles Pace e sua família também viviam no terreno e realizavam serviços religiosos.
Todavia, as relações começaram a se deteriorar. Em agosto, Pace fez um batismo de seus membros em Monte Carmelo, junto com Goins, isto deixou Doyle como o único seguidor direto de Koresh na propriedade, o que fez com que ele declarasse estar sob intensa pressão para se converter ou abandonar o lugar. Em fevereiro de 2006, ele decidiu partir e fechar o pequeno museu.
Isto deixou o grupo de Pace com um controle questionável do Centro de Monte Carmelo. Pace opôs-se colocação de árvore no memorial, dando a tal ação o nome de paganismo e seu grupo removeu a árvore de David Koresh e destruiu a placa, para impedir o seu uso com fins de idolatria. Eles também remover as placas das outras árvores, com planos de incorporar as pedras para o próprio memorial para os mortos.
Em 2003, Mitchell fez um página na internet[35] na qual colocou a maior parte das publicações de Victor T. Houteff, Ben and Lois Roden, e seus próprios estudos, includindo uma detalhada apresentação do que ele denomina A guerra de Vernon Howell (mais conhecido por David Koresh) e outros contra os Adventistas do Sétimo Dia do Ramo Davidiano[36], no qual ele apresenta uma pormenorizada e documentada análise da controvérsia a respeito da igreja e de seus seguidores. Mitchell diz que muitas pessoas examinaram e os de Koresh e seus seguidores, Charles Pace e Teresa Moore, considerando que os ensinamentos destes últimos eram divergentes das doutrinas fundamentais da igreja, apoiando a ele, Mitchell. Ele diz que a questão está longe de ser resolvida e que certos fatos podem aparecer para esclarecer a questão.


Pensamentos de Mahatma Gandhi

 
1
O desejo sincero e profundo do coração é sempre realizado; em minha própria vida tenho sempre verificado a certeza disto.
 
2
Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo.
 
3
Acho que vai certo método através das minhas incoerências. Creio que há uma coerência que passa por todas as minhas incoerências assim como há na natureza uma unidade que permeia as aparentes diversidades.
 
4
As enfermidades são os resultados não só dos nossos atos como também dos nossos pensamentos.
 
5
Satyagraha - a força do espírito - não depende do número; depende do grau de firmeza.
 
6
Satyagraha e Ahimsa são como duas faces da mesma medalha, ou melhor, como as duas cades de um pequeno disco de metal liso e sem incisões. Quem poderá dizer qual é a certa? A não-violência é o meio. A Verdade, o fim.
 
7
A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.
 
8
Uma coisa lançou profundas raízes em mim: a convicção de que a moral é o fundamento das coisas, e a verdade, a substância de qualquer moral. A verdade tornou-se meu único objetivo. Ganhou importância a cada dia. E também            a minha definição dela        se foi constantemente ampliando.
 
9
Minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que, não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política.
 
10
A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade.
 
11
O erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo a verdade não se torna erro pelo f ato de ninguém a ver.
 
12
O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo.
 
13
O Amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha.
 
14
O ahimsa       (amor) não é somente um estado negativo que consiste em não fazer o mal, mas também um estado positivo que consiste em amar, em fazer o bem a todos, inclusive a quem faz o mal.
 
15
O ahimsa não é coisa tão fácil. É mais fácil dançar sobre uma corda que sobre o fio da ahimsa.
 
16
Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.
 
17
A única maneira de castigar quem se ama é sofrer em seu lugar.
 
18
É o sofrimento, e só o sofrimento, que abre no homem a compreensão interior.
 
19
Unir a mais firme resistência ao mal com a maior benevolência para com o malfeitor. Não existe outro modo de purificar o mundo.
 
20
A minha natural inclinação para cuidar dos doentes transformou-se aos poucos em paixão; a tal ponto que muitas vezes fui obrigado a descuidar o meu trabalho. . .
 
21
A não-violência é a mais alta qualidade de oração. A riqueza não pode consegui-Ia, a cólera foge dela, o orgulho devora-a, a gula e a luxúria ofuscam-na, a mentira a esvazia, toda a pressão não justificada a compromete.
 
22
Não-violência não quer dizer renúncia a toda forma de luta contra o mal. Pelo contrário. A não-violência, pelo menos como eu a concebo, é uma luta ainda mais ativa e real que a própria lei do talião - mas em plano moral.
 
23
A não-violência não pode ser definida como um método passivo ou inativo. É um movimento bem mais ativo que outros e exige o uso das armas. A verdade e a não-violência são, talvez, as forças mais ativas de que o mundo dispõe.
 
24
Para tornar-se verdadeira força, a não-violência deve nascer do espírito.
 
25
Creio que a não-violência é infinitamente superior à violência, e que o perdão é bem mais viril que o castigo...
 
26
A não-violência, em sua concepção dinâmica, significa sofrimento consciente. Não quer absolutamente dizer submissão humilde à vontade do malfeitor, mas um empenho, com todo o ânimo, contra o tirano. Assim um só indivíduo, tendo como base esta lei, pode desafiar os poderes de um império injusto para salvar a própria honra, a própria religião, a própria alma e adiantar as premissas para a queda e a regeneração daquele mesmo império.
 
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O método da não-violência pode parecer demorado, muito demorado, mas eu estou convencido de que é o mais rápido.
 
28
Após meio século de experiência, sei que a humanidade não pode ser libertada senão pela não-violência. Se bem entendi, é esta a lição central do cristianismo.
 
29
Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle. Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza.
 
 
30
A civilização, no sentido real da palavra, não consiste na multiplicação, mas na vontade de espontânea limitação das necessidades. Só essa espontânea limitação acarreta a felicidade e a verdadeira satisfação. E aumenta a capacidade de servir.
 
31
É injusto e imoral tentar fugir às conseqüências dos próprios atos. É justo que a pessoa que come em demasia se sinta mal ou jejue. É injusto que quem cede aos próprios apetites fuja às conseqüências tomando tônicos ou outros remédios. É ainda mais injusto que uma pessoa ceda às próprias paixões animalescas e fuja às conseqüências dos próprios atos.
A Natureza é inexorável, e vingar-se-á completamente de uma tal violação de suas leis.
 
32
Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua.
 
33
O silêncio já se tornou para mim uma necessidade física espiritual. Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri, todavia, seu valor espiritual. E de repente dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio.
 
34
Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio.
 
35
Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros.
 
36
Quem sabe concentrar-se numa coisa e insistir nela como único objetivo, obtém, ao cabo, a capacidade de fazer qualquer coisa.
 
37
A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade?
 
38
Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que as minhas janelas esteja tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível.
 
39
Nada mais longe do meu pensamento que a idéia de fechar-me e erguer barreiras. Mas afirmo, com todo respeito, que o apreço pelas demais culturas pode convenientementemente seguir, e nunca anteceder, o apreço e a assimilação da nossa. (...) Um aprendizado acadêmico, não baseado na prática, é como um cadáver embalsamado, talvez para ser visto, mas que não inspira nem nobilita nada. A minha religião proíbe-me de diminuir ou desprezar as outras culturas, e insiste, sob pena de suicídio civil, na necessidade de assimilar e viver a vida.
 
40
Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados.
Acredito que um tal sistema educativo permitira o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação.
Os olhos, os ouvidos e a língua vêm antes da mão. Ler vem antes de escrever e desenhar antes de traçar as letras do alfabeto.
Se seguirmos este método, a compreensão das crianças terá oportunidade de se desenvolver melhor do que quando é freada iniciando a instrução pelo alfabeto.
 
41
Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é "tabu".
 
42
A desobediência civil é um direito intrínseco do cidadão. Não ouse renunciar, se não quer deixar de ser homem. A desobediência civil nunca é seguida pela anarquia. Só a desobediência criminal com a força. Reprimir a desobediência civil é tentar encarcerar a consciência.
 
43
Todo aquele que possui coisas de que não precisa é um ladrão.
 
44
Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã.
 
45
As divergências de opinião não devem significar hostilidade. Se fosse assim, minha mulher e eu deveríamos ser inimigos figadais. Não conheço duas pessoas no mundo que não tenham tido divergências de opinião. Como seguidor da Gita (Bhagavad Gita), sempre procurei nutrir pelos que discordam de mim o mesmo afeto que nutro pelos que me são mais queridos e vizinhos.
 
46
Continuarei confessando os erros cometidos. O único tirano que aceito neste mundo é a "silenciosa e pequena voz" dentro de mim. Embora tenha que enfrentar a perspectiva de formar minoria de um só, creio humildemente que tenho coragem de encontrar-me numa minoria tão desesperadora.
 
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Nas questões de consciência a lei da maioria não conta.
 
48
Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza.
 
49
Acredito na essencial unidade do homem, e, portanto na unidade de tudo o que vive. Por conseguinte, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele, e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida.
 
50
Minha missão não se esgota na fraternidade entre os indianos. A minha missão não está simplesmente na libertação da Índia, embora ela absorva, em prática, toda a minha vida e todo o meu tempo. Por meio da libertação da Índia espero atuar e desenvolver a missão da fraternidade dos homens.
O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade.
 
51
A mulher deve deixar de se considerar o objeto da concupiscência do homem. O remédio está em suas mãos mais que nas mãos do homem.
 
52
Uma vida sem religião é como um barco sem leme.
 
53
A fé – um sexto sentido – transcende o intelecto sem contradizê-lo.
 
54
A minha fé, nas densas trevas, resplandece mais viva.
 
55
Somente podemos sentir deus destacando-nos dos sentidos.
 
56
O que eu quero alcançar, o ideal que sempre almejei com sofreguidão (...) é conseguir o meu pleno desenvolvimento, ver Deus face-a-face, conseguir a libertação do Eu.
 
57
Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma.
 

58
A oração salvou-me a vida. Sem a oração teria ficado muito tempo sem fé. Ela salvou-me do desespero. Com o tempo a minha fé aumentou e a necessidade de orar tornou-se mais irresistível... A minha paz muitas vezes causa inveja. Ela vem-me da oração. Eu sou um homem de oração. Como o corpo se não for lavado fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura.
 
59
O Jejum é a oração mais dolorosa e também a mais sincera e compensadora.
 
 
60
O Jejum é uma arma potente. Nem todos podem usá-la. Simples resistência física não significa aptidão para jejum. O Jejum não tem absolutamente sentido sem fé em Deus.
 
61
Para mim nada mais purificador e fortificante que um jejum.
 
62
Os meus adversários serão obrigados a reconhecer que tenho razão. A verdade triunfará. . . Até agora todos os meus jejuns foram maravilhosos: não digo em sentido material, mas por aquilo que acontece dentro de mim. É uma paz celestial.
 
63
Jejum para purificar a si mesmo e aos outros é uma antiga regra que durará enquanto o homem acreditar em Deus.
 
64
Tenho profunda fé no método de jejum particular e público. . . Sofrer mesmo até a morte, e, portanto mesmo mediante um jejum perpétuo, e a arma extrema do satyagrahi. É o último dever que podemos cumprir. O Jejum faz parte de meu ser, como acontece, em maior ou menor escala, com todos os que procuraram a verdade. Eu estou fazendo uma experiência de ahimsa em vasta escala, uma experiência talvez até hoje desconhecida pela história.
 
65
Quem quer levar uma vida pura deve estar sempre pronto para o sacrifício.
 
66
O dever do sacrifício não nos obriga a abandonar o mundo e a retirar-nos para uma floresta, e sim a estar sempre prontos a sacrificar-nos pelos outros.
 
67
Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos.
 
68
Os louvores do mundo não me agradam; pelo contrário, muitas vezes me entristecem.
 
69
Quando ouço gritar Mahatma Gandhi Ki jai, cada som desta frase me transpassa o coração como se fosse uma flecha. Se pensasse, embora por um só instante, que tais gritos podem merecer-me o swaraj; conseguiria aceitar o meu sofrimento. Mas quando constato que as pessoas perdem tempo e gastam energias em aclamações vãs, e passam ao longo quando se trata de trabalho, gostaria que, em vez de gritarem meu nome, me acendessem uma pira fúnebre, na qual eu pudesse subir para apagar uma vez por todas o fogo que arde o coração.
 
70
Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias.
 
71
Sei por experiência que a castidade é fácil para quem é senhor de si mesmo.
 
72
O brahmacharya é o controle dos sentidos no pensamento, nas palavras, e na ação. . . O que a ele aspira não deixará nunca de ter consciência de suas faltas, não deixará nunca de perseguir as paixões que se aninham ainda nos ângulos escuros de seu coração, e lutará sem trégua pela total libertação.
 
73
O brahmacharya, como todas as outras regras, deve ser observado nos pensamentos, nas palavras e nas ações. Lemos na Gita e a experiência confirma-no-lo todos os dias que quem domina o próprio corpo, mas alimenta maus pensamentos faz um esforço vão. Quando o espírito se dispersa, o corpo inteiro, cedo ou tarde, o segue na perdição.
 
74
Por vezes pensa-se que e muito difícil, ou quase impossível conservar castidade. O motivo desta falsa opinião e que freqüentemente, a palavra castidade é entendida em sentido limitado demais.
Pensa-se que a castidade é o domínio das paixões animalescas. Esta idéia de castidade é incompleta e falsa.
 
75
Vivo pela libertação da índia e morreria por ela, pois e parte da verdade.
Só uma Índia livre pode adorar o Deus verdadeiro. Trabalho pela libertação da Índia porque o meu Swadeshi me ensina que, tendo nascido e herdado sua cultura, sou mais apto a servir à Índia e ela tem prioridade de direitos aos meus serviços. Mas o meu patriotismo não é exclusivo; não tem por meta apenas não fazer mal a ninguém, mas fazer bem a todos no verdadeiro sentido da palavra. A libertação da Índia, como eu a concebo, não poderá nunca constituir ameaça para o mundo.
 
76
Possuo a não-violência do corajoso? Só a morte dirá. Se me matarem e eu com uma oração nos lábios pelo meu assassino e com o pensamento em Deus, ciente da sua presença viva no santuário do meu coração, então, e só então, poder-se-á dizer que possuo a não-violência do corajoso.
 
77
Não desejo morrer pela paralisação progressiva das minhas faculdades, corno um homem vencido. A bala de meu assassino poderia pôr fim à minha vida. Acolhê-la-ia com alegria.
 
78
A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião.
 
79
A força de um homem e de um povo está na não-violência. Experimentem.
 
Sobre a Revolução não violenta de Mahatma Gandhi
 
" Gandhi continua o que o Buddha começou. Em Buddha o espírito é o  jogo do amor isto é, a tarefa  de criar condições espirituais diferentes no mundo; Gandhi dedica-se a transformar condições existenciais"
Albert Schweitzer 
" Não violência é a lei de nossa espécie como violência é a lei do bruto.  O espírito mente dormente no bruto, e ele não sabe nenhuma lei mas o de poder físico.  A dignidade de homem requer obediência a uma lei mais alta - a força do espírito ". 
  Mahatma Gandhi 

" Se o homem só perceberá  que é desumano obedecer leis que são injustas,  a tirania de nenhum homem o escravizará". 
Mahatma Gandhi 

"Não pode haver nenhuma paz dentro sem verdadeiro conhecimento ".
Mahatma Gandhi

"Para autodefesa, eu restabeleceria a cultura espiritual.  O melhor e autodefesa mais duradoura é autopurificação ".
Mahatma Gandhi