sexta-feira, 27 de julho de 2012


DOGMA DA TRINDADE ENCICLOPEDIA  WIKIPÉDIA

Desde o acontecimento pascal e sua proclamação catequética - génese da experiência e da reflexão trinitária - até à formulação conceptual do mistério trinitário, um longo percurso foi trilhado. Na verdade, desde a proclamação primitiva da morte e ressurreição de Jesus de Nazaré,[1] passando pelas primeiras afirmações do Novo Testamento da plena divindade de Jesus,[2] da personalidade do Espírito Santo[3] e o surgir das primeiras fórmulas trinitárias[4] até ao Credo Niceno-Constantinapolitano, um tortuoso caminho foi burilado pelas primeiras gerações de cristãos.
Defensores da doutrina trinitária afirmam que a Igreja primitiva já acatava plenamente essa idéia, com base nos escritos de Inácio de Antioquia, "Carta aos Efésios", 9, 1; 18, 2, e na "Primeira Carta de Clemente Romano" 42; 46, 6[5]. Mas, do ponto de vista histórico, um dos primeiros a utilizar, no Ocidente cristão, o termo "Trindade", para expressar a idéia de que a unidade divina existiria em três pessoas distintas, foi Tertuliano. No início do século III, em sua obra "Adversus Praxeas" (2,4; 8,7), ele utilizou o termo latino de "trinitas". Antes disso, e no Oriente cristão, só há o registo do termo grego "Τριας" nos escritos de Teófilo de Antioquia ("Três Livros a Autolycus", 2, 15) redigidos por volta do ano de 180 d.C.
Na realidade, mais do que a partir da especulação teórica e abstracta - que mais tarde viria a ser preponderante -, a afirmação teológica da "Trindade" ocorreu sobretudo a partir do uso dos textos bíblicos em âmbiente litúrgico eclesial. Esta doutrina, de facto, foi-se apoiando e alicerçando no âmbito da práxis baptismal (veja-se "Didaké" 7, 1; Justino, "Apologia" 1, 61, 13) e eucarística (veja-se Justino, "Apologia" 1, 65.67; Hipólito, "Tradição Apostólica" 4-13).
Somente depois da pacificação do Império Romano, sob Constantino I, é que ocorreu aquela convergência de factores - a paz, as facilidades de comunicação e diálogo entre as diversas Igrejas e teólogos, entre outros - que permitiu a elaboração de um edificio conceptual - a definição precisa das noções de "ousia"/"natureza", "hipostasis"/"pessoa", "homoousios"/"consubstancialidade", bem como a sua mútua relação e aplicação teológica - apto para a descrição e explanação da Divindade revelada em Jesus Cristo.

[editar] Os símbolos de Fé


Ícone oriental que representa Constantino I entre os padres reunidos no Primeiro Concílio de Niceia: o distico por eles suspenso contem o texto do credo de Niceia.
A primeira formulação dogmática do pensamento teológico cristão trinitário, no que concerne à relação entre cada uma das três Pessoas divinas,que negava a divindade plena do Filho -, bem como pelo Primeiro Concílio de Constantinopla de 381 - realizado para, em oposição aos pneumatômacos, afirmar a plena divindade pessoal do Espírito Santo - e apresentada no credo de Atanásio (depois de 500 d.C.).
Estes credos foram progressivamente formulados e ratificados pela Igreja dos séculos III e V, em reação a noções algumas delas envolvendo a natureza da Trindade, a posição de Cristo nela e a divindade do Espírito, tais como as do arianismo, do docetismo, do modalismo e a dos pneumatômacos - nome dado àqueles que negavam a divindade pessoal da terceira pessoa da Trindade -, que foram depois declaradas como heréticas na medida em que atentariam contra o essêncial da Revelação. Estes credos foram mantidos não só na Igreja Católica e Ortodoxa, mas também, de algum modo, pela maioria das igrejas protestantes, sendo inclusive citados na liturgia de igrejas luteranas e Igrejas Reformadas.
O credo de Niceia, que é uma formulação clássica desta doutrina, usou o termo "homoousia" (em Grego: da mesma substância) para definir a relação entre as três pessoas. A ortografia desta palavra difere em uma única letra grega, "iota", da palavra usada por não-trinitários do mesmo tempo, "homoiousia", (Grego: de substância semelhante): um facto que se tornou proverbial,a ponto de certos adversários do cristianismo nessa época afirmarem que os cristãos se digladiavam por causa de uma vogal,ilustrando assim as profundas divisões ocasionadas por aparentemente pequenas imprecisões, especialmente em Teologia.

[editar] Investigação teológica e a respectiva conclusão de Santo Agostinho

Pelo menos a Igreja Católica anuncia e ensina o mistério da Santíssima Trindade com base em citações bíblicas, mas desencoraja uma profunda investigação no sentido de querer decifrá-lo.
Santo Agostinho, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou e esforçou-se exaustivamente por compreender e desvendar este enigma. Após muito tempo de reflexão, esforço e trabalho, chegou à conclusão que nós, devido à nossa mente extremamente limitada, nunca poderíamos compreender e assimilar plenamente a dimensão (infinita) de Deus somente com as nossas próprias forças e o nosso raciocínio. Concluiu que a compreensão plena e definitiva deste grande enigma só é possível quando, na vida eterna, nos encontrarmos no Paraíso com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

[editar] Operações e funções das Pessoas da Trindade


Adoração da Santíssima Trindade, Dürer. Representa o Pai segurando a cruz do Filho e o Espírito Santo em forma de pomba sobre a cabeça do Pai. Os três são adorados pela multidão de anjos e santos.
As três pessoas da Santíssima Trindade estabelecem uma comunhão e união perfeita, formando um só Deus, e constituem um perfeito modelo transcendente para as relações interpessoais. Elas possuem a mesma natureza divina, a mesma grandeza, sabedoria, poder, bondade e santidade, mas, em algumas vezes, certas actividades são mais reconhecidas em uma pessoa do que em outra. As funções, as suas principais actividades desempenhadas e o seu modo de operar está registado nas Sagradas Escrituras e claramente resumido no Credo Niceno-Constantinopolitano, o credo oficial de muitas denominações cristãs.
  • Pai – Não foi criado nem gerado. É o "princípio e o fim, princípio sem princípio" da vida e está em absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Foi o Pai que enviou o seu Filho, Jesus Cristo, para salvar-nos da morte espiritual, pelo sacrifício vicário. Isto revela o amor infinito de Deus sobre os homens e o não-abandono aos seus filhos adoptivos. O Pai, a primeira pessoa da Trindade, é considerado como o pai eterno e perfeito. É atribuído a esta pessoa divina a criação do mundo.
  • Filho – Eterno como o pai e consubstancial (pertencente à mesma natureza e substância) a Ele. Não foi criado pelo Pai, mas gerado na eternidadade da substância do Pai. Encarnou-se em Jesus de Nazaré, assumindo assim a natureza humana. O Filho, a segunda pessoa da Trindade, é considerado como o Filho Eterno (Filho sob a ótica humana no sentido de que se tornando homem, deixou sua divindade, tornando-se totalmente dependente de Deus), com todas as perfeições divinas: a Ele é atribuída a redenção (salvação) do mundo.
  • Espírito Santo – Não foi criado nem gerado. Esta pessoa divina personaliza o Amor íntimo e infinito de Deus sobre os homens, segundo a reflexão de Agostinho. Manifestou-se primeiramente no Batismo e na Transfiguração de Jesus e plenamente revelado no dia de Pentecostes. Habita nos corações dos fiéis e estabelece entre estes e Jesus uma comunhão íntima, tornando-os unidos num só Corpo. O Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, é considerado como o puro nexo de amor. Atribui-se a esta pessoa divina a santificação da Igreja e do mundo com os seus dons.

[editar] Prosopon e Hypostasis

Ao se dizer que o Pai é a primeira pessoa da Trindade, que o Filho é a segunda pessoa da Trindade, e que o Espírito é a terceira pessoa da Trindade, os trinitarianos apresentam que o significado da palavra "pessoa", nos dias modernos, tem uma significação bem distinta do período em que foi formulado o Dogma da Santíssima Trindade e utilizada pelos patriarcas da Igreja Primitiva, sendo diferente o uso moderno dado a palavra "pessoa".
A palavra utilizada, "Prosopon" (do grego antigo πρόσωπον; plural: πρόσωπα - prosopa) é o grego para designar "pessoa." O significado original da palavra foi-se alterando com o tempo, e o contexto de prosopon deve ser observado originalmente como "aparência, aspecto exterior visível, de um ser humano, animal ou coisa",[6] podendo ser compreendido como "rosto" ou "face" externa do que seria o ser, uma pessoa ou coisa, tendo contudo muito a diferençar do que seria a personalidade, a psique, o âmago da apresentação do ser, que é bem mais complexo. Como J. Cabral prefere, prosopon, no contexto da Santíssima Trindade, pode ser compreendido como "três manifestações ou revelações que Deus fazia de Si ao Mundo".[7]
O termo é utilizado para a "automanifestação de um indivíduo" que pode ser estendido por meio de outras coisas. Como um pintor que expressa sua prosopon por meio do seu pincel.[8] Prosopon é a forma no qual a hypostasis se manifesta, aparece. Toda natureza e hipóstase tem sua "face", sua prosopon. Ela concede expressão à realidade da natureza com seus poderes e características.[9]

[editar] Iavé e o Enviado, o Redentor, se fundem

Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez eu estava ali, e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito. Assim diz o SENHOR [Iavé],[10] o teu Redentor,[11] o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar. (Isaías 48:16-16)
J Cabral explica que "Jesus e Jeová se fundem" no trecho de Isaías supra, e enquanto apresenta-se como o que foi enviado, da mesma forma apresenta-se como o próprio que enviou o Redentor e o o seu Espírito.[12]

[editar] Unidade composta

Os trinitários, refutando a apresentação dos unitários, sustentada principalmente em Deuteronômios 6:4, discorrem sobre a "unidade composta" de Deus.
Certos unitários concebem Jesus como um anjo criado, negando-lhe a natureza Divina, enquanto outros o vêem apenas como um homem perfeito ou dotado de um caráter exemplar, modelar, embora rejeitem a sua pré-existência e divindade.
Os trinitarianos refutam o entendimento, dado por alguns unitários em suas cartilhas catequéticas, de que a Santíssima Trindade seriam três deuses, o que consideram uma provocação insultuosa ao credo monoteísta.
Os unitários entendem que o citado versículo ("Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor") excluiria o Filho da divindade e da unidade com o Pai. Os trinitários reagem que aceitam e concordam que: há um só YHVH, e que o presente versículo em nada ofende, mas ajuda a explicar o conceito de unidade composta, fortalecendo o entendimento sobre referido dogma.
"Ouve, Israel, o Senhor (YHVH) nosso Deus é o único (echad) Senhor (YHVH)".
A palavra hebraica originalmente usada para chamar YHVH de "único" é "echad", que é pronunciada "errad". Echad é a palavra usada para expressar unidade composta. Quando se deseja expressar a unidade absoluta, a palavra usada é "yachid", que tem a pronúncia "yarrid".
Também Faraó teve "um" sonho que tinha "dois" acontecimentos que o intrigaram e José, antes de interpretar, disse: o sonho é "um" (echad) só, dando clara conotação que Faraó tivera "dois" sonhos em "um", ou "um" sonho sobre um "evento" com duas personificações que diziam a mesma verdade. Percebeu José que o sonho era "um só", usando o termo "echad" que significa um conjunto fazendo "uma unidade".
Para que seja mais bem compreendido o termo echad, em Gênesis 2:24, o homem deve[ria] "deixar seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne". Nesse versículo novamente encontra-se o termo "uma carne" empregada como unidade (echad), significando unidade composta.
Se o texto quisesse expressar a unidade absoluta, teria usado a palavra "yachid". Marido e mulher são pessoas distintas, entretanto, no plano espiritual, seus corpos sendo unos.
Como no caso de marido e mulher, há existência de pessoas distintas, contudo eles se fazem "um", no que a Bíblia denomina de "mistério". Não há um maior que o outro no enlace do casamento, mas um deles é considerado o "pai de família", enquanto o outro é denominado: "ajudadora" ou "sua costela"; contudo o texto dá entendimento que saíram do mesmo "corpo" adâmico e devem andar lateralmente, nem atrás, nem à frente, mas em unidade composta e "igual", como um só.
Os trinitários não pretendem explicar o funcionamento das turbinas quando decolam nos aviões. Assim também não é uma questão simplesmente racional, mas também de .
Entretanto, as Escrituras dão pistas sim sobre a pluralidade do único Deus YHVH, como ver-se-á mais à frente; contudo, ainda sobre o Deuteronômio 6:4 ficará mais facilmente compreendido na versão da TNM que é descrita na Wikipédia da seguinte forma:
"YHWH, nosso Elohím, é um só YHWH" ou seja, "Jeová, nosso Deus, é um só Jeová".
Com a transcrição acima pode-se perceber o entendimento sobre a unidade composta, pois o termo Elohím é plural, ainda que se fale na pessoa de YHVH como "unidade".
Conforme nos explica Warren Wiersbe: "O termo [echad] é empregado dessa forma em Gênesis 2:24, descrevendo a união de Adão e Eva, e também em Êxodo 26:6 e 11, para descrever a "unidade" das cortinas do tabernáculo."
Como havia a tradição dos escribas na transcrição dos pergaminhos letra por letra, não acreditam os trinitários que houvesse "erro" ou "acidente", contudo destinava-se ao propósito de referir-se ao Deus único em pluralidade de pessoas. Desta forma é aceito pelos que crêem na Santíssima Trindade que Pai, Filho (Jesus) e Espírito Santo são a unidade plural de YHVH, pois o único (echad) Elohim (Deus) é YHVH.

[editar] Pluralidade em Elohim

Uma das pistas bíblicas apresentadas pelos trinitários é Gênesis 1:26a
"E disse [singular] Deus [Elohim]: Façamos [plural] o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança";
Segundo entendimento trinitário Deus se apresenta "singular" e faz o homem no "plural". Os não trinitários argumentam que Deus falava com os anjos, contudo, se assim fosse, o homem não seria fruto da criação de Deus, mas apenas "parcialmente" fruto da criação de Deus, pois quem teria feito a obra seriam os anjos, Deus teria dado apenas a ordem; então, se tal argumentação fosse aceita, os homens seriam fruto da criação dos anjos, o que é rejeitado pelos trinitários.
Outro argumento que os trinitários entendem incoerente na argumentação dos opositores é que se os anjos é que conversavam com Deus, então os homens não são a imagem e semelhança de Deus, mas a imagem e semelhança dos anjos; o que não é confirmado por outras passagens bíblicas, logo é rejeitado pelos trinitários.
Assim, os trinitários entendem que quando Deus disse "façamos o homem conforme a nossa imagem" ele falava com os outros dois seres incriados e uno com o Pai, autor [trino] da criação, falava com o Deus Filho, Jesus, e com o Deus Espírito, Espírito Santo. O homem foi criado a imagem do Pai, do Filho e do Espírito Santo, à imagem de DEUS e não à imagem dos anjos.
Também em Gênesis 3:22a é encontrado diálogo semelhante: "Então disse o SENHOR [YHVH] Deus [Elohím]: Eis que o homem é como um de nós [plural], sabendo o bem e o mal."
vayyo'mer Adonay 'elohiym hên hâ'âdhâm hâyâh ke'achadhmimmennu lâdha`ath thobh vârâ` ve`attâh pen-yishlach yâdho velâqachgam mê`êts hachayyiym ve'âkhal vâchay le`olâm (Gênesis 3:22)
Da mesma forma o autor J. Cabral enumera os mesmo textos no plural, e acrescenta um terceiro verso para sustentar a mesma defesa:[12]
·          
    • Façamos… de Gênesis 1.26; no momento da criação do homem.
    • O homem se tornou como um de nós… - de Gênesis 3.22; quando o homem prova o fruto proibido.
    • Depois disso ouvi a voz do Senhor que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? - de Isaías 6.8; aqui J. Cabral está citando o momento em que Isaías é consagrado profeta de Deus. (sublinhado não existe no original, apenas o itálico)
Para os trinitárianos tanto o Pai, como o Filho, como o Espírito Santo é o Deus uno, apresentando assim o termo Deus no singular e as pessoas no plural.
Tais evidências da unidade composta seriam justificadas, dentre outras, pelas seguintes passagens bíblicas que apresentam o Pai, o Filho e o Espírito como Deus:
  • O Pai é Deus – Em Efésios 4:6 o texto revela que Deus é Pai.
  • O Filho Jesus é Deus – Em I João 5:20 traz mais evidências bíblicas de que o Filho também é Deus quando afirma: "o Filho de Deus é vindo … isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna".E também em Isaías 9:6 dizendo claramente que Jesus é Deus:" Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz."
  • O Espírito Santo é Deus – Em Atos 5:3 primeiro a advertência: "Ananias, porque encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo …?" Contudo no versículo seguinte vem a revelação: "Por que formaste este desígnio em teu coração [Ananias]? Não mentiste aos homens, mas a Deus". Nessa passagem, claramente o Espírito Santo é chamado de Deus, pois Ananias havia mentido ao Espírito Santo.
Como nas passagens acima, os trinitários reconhecem em outras passagens bíblicas a apresentação do único (echad) SENHOR (YHVH) na forma trina do Pai, do Filho Jesus e do Espírito Santo.

[editar] Plural Adonai

Adonai (אֲדֹנָי), é um dos nomes de Deus, comumente utilizado pelos hebreus ao referir-se ao tetragrama YHVH.
Adon (אָדוֹן) significa "senhor", "amo", "governante", e adicionado ao sufixo (_i_), pronome possessivo de primeira pessoa do singular, converte para a expressão "meu senhor", sendo Adonai a forma plural (meu) "senhores".
O pronome possessivo em palavras semelhantes tem a pronúncia ocultada, como na palavra "Rabbi", que pode ser traduzida por (meu) "Mestre", representando uma posição de dignidade, como se apresenta em "Monsenhor", o que levou alguns defensores contrários à Trindade a defenderem que se tratava tão somente de um "título". Contudo, Adon é usado mais de 300 vezes na Tanakh - Antigo Testamento - como designação para Deus.[13] Por conta disso, os trinitarianos acreditam que uma verdade não anula outra, podendo ser aceite as duas vertentes de pensamento sem uma macular a outra necessariamente. Também essa defesa de argumento se refere à palavra Adoni, o que não poderia ser emprestada à palavra Adonai, de uso totalmente impeculiar e diferenciado.
Levando-se em conta que muito foi debatido sobre o plural Adonai, uma conclusão sobre uma única e melhor tese nunca foi ratificada, contudo tal propositura existe.
Os judeus, referindo-se ao nome impronunciável, YHVH, pronunciavam Adonai. Em português traduzida Senhor (Hebraico: אֲדֹנָי), contudo é inegável que a palavra é plural, a exemplo de Elohím.
Literalmente, trata-se de um plural possessivo de primeira pessoa ("meus senhores"), o que, para os trinitarianos, reforçaria a Doutrina da Trindade, rejeitando a explicação de que seria um plural "majestático", como defendem os TJ’s, que desconsideram a dica sintática para a pluralidade de Iavé.
Os trinitarianos entendem que essa indicação se dá ao referir-se ao DEUS Trino, pelo sintaticamente "inadequado" uso da palavra plural, com os demais elementos da frase no singular. Havendo semelhante aplicação no uso da palavra "Elohím", o que leva a muitos cristãos a aceitarem essas palavras plurais como expressão da pluralidade na personalização ao único Deus.[14]
Quando a Bíblia referia-se ao Messias (uma das três pessoas da Trindade), utiliza a forma Adoni, meu Senhor, no singular, visto que se apresentaria numa personalização "individual" – distinta do Pai e do Espírito Santo – enviado (humano) esperado. Assim, o Verbo do DEUS Trino, teria deixado sua glória e encarnado na forma humana, singular e distinta do Pai – contudo emanada do Pai: "crestes que saí de Deus. Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai".[15] Desse momento em diante, o Deus Trino se despoja para apresentar-se pessoal e individualmente, por intermédio do Filho. A partir daí, no Novo Testamento, não mais há uso do tetragrama YHVH.
A cultura judaica preferiu a forma Adonay para a pronunciar YHVH, contudo noutras versões tardias foi utilizada a forma impessoal HaShem, o Nome. Da mesma forma que o Deus Trino se apresentara pessoal e individualmente, por intermédio do Filho, posteriormente apresenta-se na forma individual e incorpórea (não antropomórfico), representado pelo Espírito Santo, invocado por o Nome, que seria Jesus.
O Novo Testamento, refere-se ao Nome de Jesus estando acima de todo nome:[16] "Se, em meu nome pedires ao Pai …, Tudo quanto pedires em meu nome [Jesus] eu o farei …,[17] tudo quanto em meu nome [Jesus] pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda[18] Em meu nome [Jesus] … curaram os enfermos …,
Vários gramáticos consideram um plural "abstrato" que expressaria a totalidade do poder divino[19] pelo que traduzem literalmente este nome como (meu) "Senhor dos senhores", o mesmo título usado para Jesus no Novo Testamento.[20]

[editar] Críticas à doutrina da Trindade

Ver artigo principal: Críticas à doutrina da Trindade
Várias denominações cristãs discordam da doutrina trinitariana, fornecendo soluções diversas para a natureza de Deus. As principais são os unicistas, os Cristadelfianos e as Testemunhas de Jeová, (não protestantes), incluindo vários movimentos pára-protestantes e os seguidores da Mensagem de William Branham.


Desabafo de um Pastor que Acredita na Verdade, Mas Prega a Mentira

Estou num dilema, numa grande angústia, dilema esse que envolve algo fundamental  em minha vida. A Bíblia diz que ninguém pode ao mesmo tempo servir a dois senhores, mas eu sirvo a três e a mais de três! O terceiro é a “pessoa do Espírito Santo” e os demais são os meus superiores na Organização, que me credenciou como pastor.
Quando me converti, a doutrina da trindade não era a grande controvérsia de minha vida. Quando me batizei, eu disse sim a essa doutrina, mas naquele momento eu não sabia o significado do meu sim.
Depois, porém, que estudei melhor a Bíblia, descobri que nela não existe sequer a palavra trindade!
Aí está meu dilema: tornei-me pastor e, como pastor, sou obrigado a pregar que o Espírito Santo é uma pessoa, que deve ser adorada da mesma forma que Jesus Cristo e Deus.
O problema é que acredito no Espírito Santo como uma manifestação do poder do Deus Único e Todo-Poderoso e de Seu Filho, Jesus Cristo. Mas não posso pregar no púlpito a minha verdadeira fé, nem posso comentar minha fé com meus amigos pastores. Se algum deles souber que não acredito na doutrina da trindade, perco a credencial de pastor, perco meu salário mensal, perco as ajudas, a quilometragem, a escola das crianças, o auxílio-aluguel... E eu já não sou tão jovem para recomeçar a vida do zero...
Por tudo isso, sinto-me no mesmo dilema descrito por Paulo em Romanos 7:15 a 25.
“Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço  o que prefiro, e, sim, o que  detesto.” (7:15)
Porque nem mesmo compreendo totalmente porque sou obrigado a dizer que adoro o Espírito Santo como uma terceira divindade, pois não faço o que acho certo, mas sim o que a Organização determina!
“Ora se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.” (7:16)
Ora, se a Bíblia nos ensina que há um só Deus, o Pai, e um só Senhor, Seu Filho Jesus Cristo e eu digo que há três deuses, três senhores, então o que digo não está na Bíblia. E se o que o eu digo não está na Bíblia, eu não sigo a Bíblia. Sigo, sim, os doutores em divindade.
Ora, se eu prego o que não quero, consinto com o pecado, que não é bom.
“Neste caso, quem faz isso, já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.” (7:17)
Neste caso, quem prega a doutrina da trindade não sou eu, mas a mentira que habita na liderança e que, habitando na liderança, habita em mim e, habitando em mim, habita  no meu distrito.
Ai de mim! Se um simples membro confessa publicamente que não acredita na doutrina da trindade, é excluído. Exclusão para mim será pouco. Dirão para todo o mundo que apostatei e, além de tirarem meu salário mensal na Terra, dirão que eu não vou mais para o Céu.
“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum: pois o querer o bem está em mim; não porém o efetuá-lo.” (7:18)
Porque eu sei que na minha falsa aceitação da doutrina da trindade não habita bem nenhum, e que o bem que em mim habita, a verdade bíblica, essa está em mim, porém não posso torná-la pública. Acredito na verdade, mas prego a mentira.
“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.” (7:19)
Porque não prego a verdade em que acredito, mas a mentira em que não acredito; porque não prego a verdade que prefiro, mas o que não acredito, eu prego.
“Mas se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim, o pecado que habita em mim.” (7:20)
Mas, se eu prego o que não quero, já não sou eu que o faz, e sim o pecado da Organização que habita em mim.
“Então ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.” (7:21)
Então ao querer dizer a verdade, encontro a lei da Organização; e quando penso no  que posso perder, submeto-me ao mal que reside na Organização; e o mal que reside na Organização, passa a habitar em mim.
“Porque no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.” (7:22 e 23)
Porque no tocante ao meu verdadeiro pensar, tenho prazer na lei de Deus, mas vejo nos membros da Organização outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da doutrina da trindade, mentira pregada pelos meus superiores na hierarquia da Organização.
“Desventurado homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?” (7:24)
Desventurado pastor que sou, quem me livrará do mal que habita nessa Organização? 
“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo com a mente sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne da lei do pecado.” (7:25)
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor... (Está vendo, cadê a terceira pessoa da Trindade?) De maneira que eu de mim mesmo quero ser escravo da lei de Deus, mas sou escravo da lei da Organização.
Desventurado pastor que sou, quem me livrará de pregar essa mentira? E quem me dará vontade, determinação e coragem para pregar a verdade?


A IMPORTÂNCIA DA PONTUAÇÃO
Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.
Morreu antes de pontuar a frase.
A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho.
Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho.
Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.
3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais!
Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais!
Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.
Assim é a vida. Nós é quem colocamos os pontos. E isso faz a diferença.
Fonte: Andrea


Postador por: Paulo Geovane

quarta-feira, 25 de julho de 2012


APOSTASIA ALFA E ÔMEGA

Não vos enganeis; muitos se afastarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas de demônios. Temos agora perante nós o alfa desse perigo. O ômega será de natureza mais assustadora. M.E v.1 pg.197

ELEN WHITE PREVEU

: “A causa de Cristo será traída. Aqueles que têm tido a luz da verdade e têm desfrutado suas bênçãos, mas se desviaram dela, lutarão contra o Espírito de Deus. Inspirados por um espírito que procede de baixo, eles porão abaixo aquilo que haviam edificado, e mostraram a todas as almas razoáveis e tementes a Deus que não são dignos de confiança. “Eu digo a vocês, que quando eu for ao descanso, grandes mudanças ocorrerão. Eu não sei quando serei levada, e eu desejo advertir a todos contra os enganos do diabo. “Eu desejo que as pessoas saibam que eu as adverti claramente antes da minha morte”. Manuscrito 1, 24 de Fevereiro de 1915. Rom. 8:38 e 39.

Questions on Doctrine

“O livro Questions on Doctrine é sem dúvida o livro mais controverso na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Foi escrito com o intuíto de trazer harmonia entre os adventistas e os evangélicos, entretanto ele trouxe uma alienação e separação prolongada às facções adventistas que cresceram em torno dele.”

Dr. George R. Knight, Questions on Doctrine, Edição 2003, pág. 23 .Andrews University, Michigan

Georger R. Knight (1941-     )
  O pastor George Knight é historiador e professor adventista na Andrews University;
  Ele se formou na Pacific Union College e obteve seu mestrado na Andrews University;
  Ele é considerado por muitos na IASD hoje como o autor mais proeminente da igreja;
  No ano de 2006 ele se aposentou;
  No ano de 2007 ele participou da conferência Questions on Doctrine  e foi um dos oradores principais.
  Apesar de ter demonstrado imparcialidade quanto aos pontos controversos do livro QOD, sua literatura revela uma visão moderna da teologia adventista

“O inimigo das almas tem procurado introduzir a suposição de que uma grande reforma devia efetuar-se entre os adventistas do sétimo dia, e que essa reforma consistiria em renunciar as doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e empenhar-se num processo de reorganização.... “...Se tal reforma se efetuasse, qual seria o resultado? Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em Sua sabedoria concedeu à igreja remanescente. Nossa religião seria alterada. Os princípios funda-mentais que têm sustido a obra neste últimos cinqüenta anos, seriam tidos na conta de erros...
Estabelecer-se-ia uma nova organização. Escrever-se-iam livros de ordem diferente. Introduzir-se-ia um sistema de filosofia intelectual. Os fundadores deste sistema iriam às cidades, realizando uma obra maravilhosa. O sábado seria, naturalmente, menosprezado, como também o Deus que o criou... Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, nada vale. Seus alicerces se fundariam na areia, e os vendavais e tempestades derribariam a estrutura.”
 M.E. V.1 Pág. 204, 205


1949
O pastor T.E. Unruh, presidente da Associação East Pennsylvania nos E.U.A., ouviu uma mensagem na rádio do Dr. Donald Grey Barnhouse. Ele escreveu uma carta datada 28 de novembro de 1949 ao Dr. Barnhouse expressando sua gratidão pela mensagem que ouviu sobre justiça pela fé. O Dr. Barnhouse ficou maravilhado e muito surpreso que um pastor adventista demonstraria apreciação, sendo que os adventistas, segunda sua compreensão, criam na justificação pelas obras. O pastor Unruh o enviou um exemplar do livro Caminho a Cristo.
                             Dr. Herbert Douglass, A Fork in the Road, 2008

1950
O Dr. Barnhouse, apesar de demonstrar uma postura amigável para com o pastor Unruh, demonstrou sua visão em seu artigo, Spiritual Discernment - How to Read Religious Books,  na revista Eternity, em junho de 1950, quando escreveu que o livro Caminho a Cristo era: “falso totalmente, uma verdadeira contrafação”. Ele também escreveu que o livro promovia “universalismo, erros satanicos. A correspondência entre os dois pastores cessou durante cinco anos.
           
Donald Grey Barnhouse (1895-1960)
  Pastor presbiteriano que tinha um programa de rádio chamado The Bible Study Hour (A Hora de Estudo da Bíblia);
  Ele fundou a revista Eternity no ano de 1931;
  Em 1956 a revista Eternity publicou um artigo que surpreendeu grandemente o mundo evangélico, no qual foi afirmado que a IASD é uma denominação cristã (o nome do artigo foi “Are Seventh-day Adventists Christians?);
  Milhares de evangélicos cancelaram suas assinaturas da revista Eternity;
   O Dr. Barnhouse morreu em 1960 afirmando que a IASD fazia parte do cristianismo, negando o que dantes afirmava aceca dela.

1954
O Walter Martin, um dos editores na época da revista Eternity, estava no processo de escrever seu famoso livro * Kingdom of the Cults (Reino das Seitas). Ele solicitou ao presidente da Associação East Pennsylvania (T.E. Unruh), por recomendação do Dr. Barnhouse, uma reunião para dialogar com representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Washington. A oportunidade lhe foi concedida.

            *As cinco principais denominacões professas cristãs consideradas seitas na época pelo mundo evangélico eram a Igreja dos Mormoms, Christian Science (Ciência Cristã), Unity (Unidade) os Testemunhos de Jeová e a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

1954
Houve uma reunião entre os representantes evangélicos e cinco representantes adventistas, os quais eram:

                        1. Roy Allen Anderson (Diretor da Revista          Ministry)
                        2. Leroy Froom (Secretário de Campo da            Associação Geral)
                        3. Walter Reid (Secretário de Campo da   Associação Geral)
                        4. T.E. Unruh (Presidente da Associação East     Pennsylvania)
                        5. Ruben R. Figuhr (Presidente da Associação Geral)



LeRoy Edwin Froom (1890-1974
  Froom estudou na Pacific Union College e  na Wala Wala College, e finalmente se formou na  Washington Training Center;
  Ele iniciou seu ministério como pastor e depois trabalhou como editor na Pacific Press Publishing Association;
  Ele trabalhou como secretário associado da Associação Ministerial da Associação Geral de 1926 até 1950;
  Até se aposentar em 1958 ele serviu como Secretário de Campo da Associação Geral e Editor da Ministry Magazine;

1954
Walter Martin havia lido uma vasta quantidade de literatura adventista, e portanto apresentou mais de 40 perguntas aos representantes da IASD. As respostas dadas a essas perguntas vieram a compor o conteúdo do livro Questions on Doctrine e resultaram numa mudança na consideração de Martin em relação à IASD. 
                           Dr. Herbert Douglass, A Fork in the Road, 2008

Pontos Controversos Que Incomodava

      1.  O Papel de Ellen White na Igreja Adventista do Sétimo Dia
2    O Papel da Cruz na Expição
3.   A Natureza Humana de Jesus
      4.   O Conceito da Igreja Remanescente
5.   O Sinal da Besta

“Eles (os representantes adventistas) não creem como seus fundadores ensinavam, que a obra expiatória de Jesus não foi completada na cruz do Calvário, e que Ele está desde 1844 executando a segunda fase de Sua obra expiatória no lugar santíssimo. Eles acreditam que Jesus, desde Sua ascenção, está ministrando os benefícios de Sua expiação feita na cruz.
                                                  Donald Barnhouse, Eternity, 1956 

Em 1956, o pastor L.C. Naden, secretário da Divisão Australasian,  anunciou do púlpito da igreja de Wahroonga entusiasticamente que uma revista evangélica nos Estados Unidos chamada Eternity (Eternidade), declarou que os adventistas do sétimo dia de agora em diante devem ser considerados membros do corpo de Cristo.



“Eles adotam uma posição (para nós irracional) que os dez mandamentos devem ser obedecidos.”
      Donald Barnhouse, Are Seventh-day Adventists Christians, Eternity, Setembro de 1956

O JUIZO INVESTIGATIVO

“Essa doutrina, para mim, é  uma das tentativas deles de cobrir a vergonha da decepção dos mileritas.”
      Donald Barnhouse, Are Seventh-day Adventists Christians, Eternity, Setembro de 1956

A NATUREZA DE CRISTO
“A doutrina que Jesus tomou uma natureza caída é  completamente repugnante à igreja cristã em geral.”
      Donald Barnhouse, Are Seventh-day Adventists Christians, Eternity, Setembro de 1956

A IGREJAREMANESCENTE
“Nós não aceitamos o conceito da ‘igreja remanescente’ com seu exclusivismo.”
      Walter Martin, The Truth About Seventh-day Adventism,           pág. 212


“Muitas afirmações foram feitas a Walter Martin que muitos de nós não podemos apoiar. Não houve uma compreensão madura quanto às nossas principais diferenças doutrinárias com o mundo evangélico.”
Francis D. Nichol, Diretor da Review and Herald, Carta ao pastor R.R. Figuhr de 1956


Milian Lauritz Andreasen (1876-1962
  Andreasen serviu a IASD como presidente da Associação de Nova Iorque (1909-1910), reitor acadêmico da Atlantic Union College (1918-1922), reitor acadêmico da Washington Missionary College (1922-1924), presidente da Associação de Minnesota (1924-1931), presidente da Union College (1931-1938) e secretário de campo da Associação Geral (1941-1950);
  Ele também serviu como professor no Seminário Advenstita de 1937 a 1949;
  Ele foi o único líder proeminente da igreja que protestou abertamente contra o livro Questions on Doctrine;
  Ele perdeu suas credencias no dia 6 de abril de 1961 no Concílio da Primavera da Associação Geral e morreu no dia 19 de fevereiro de 1962.

Herbert Douglass (1927-    

  De 1954-1957 ele trabalhou escrevendo parte do conteúdo que compôs a série do Comentário Bíblico Adventista;
  De 1967-1970 ele serviu como presidente da Atlantic Union College em Massachussets;
  Ele foi diretor associado da Review and Herald Magazine (Revista Adventista);
  Ele foi o presidente do Weimar Institute de 1985 a 1992;
  Ele é autor de 24 livros e centenas de artigos, um dos livros sendo o famoso A Mensageira do Senhor sobre o espírito de profecia;
  No ano de 2007 ele participou da conferência Questions on Doctrine  e foi um dos oradores principais.
  De 1954-1957 ele trabalhou escrevendo parte do conteúdo que compôs a série do Comentário Bíblico Adventista;
  De 1967-1970 ele serviu como presidente da Atlantic Union College em Massachussets;
  Ele foi diretor associado da Review and Herald Magazine (Revista Adventista);
  Ele foi o presidente do Weimar Institute de 1985 a 1992;
  Ele é autor de 24 livros e centenas de artigos, um dos livros sendo o famoso A Mensageira do Senhor sobre o espírito de profecia;
  No ano de 2007 ele participou da conferência Questions on Doctrine  e foi um dos oradores principais.


“Como que Jesus foi isento da hereditariedade pecaminosa? Há somente uma resposta para essa pergunta: Sua natureza humana veio a existir através de uma direta miraculosa intervenção do Espírito Santo. Houve um milagre divino que causou a união da Divindade com a Humanidade na seio de Maria que garantiu Sua isenção de qualquer mancha de pecado. O fator humano não foi determinante naquela origem.”
Leroy E. Froom, The Tremendous Truth of the Virgin Birth, Número 1, pág. 3-4; Número 2, pág. 15


“Me parece que nos numerosos diálagos que vocês tiveram com o Dr. Walter Martin, vocês foram sutilmente induzidos a comprometer a verdade ao declará-la em termos mais aceitáveis às igrejas evangélicas populares. Evidentemente vocês tentaram dar à doutrina da expiação “nova imagem”, mas parece ser uma imagem duvidosa, incerta, e uma que nosso Pai não pode aprovar.” Raymond F. Cottrell, Diretor Associado da Review and Herald, Carta ao Roy A. Anderson de 23 de Fevereiro, 1958


“As verdades distintivas proclamadas pelos adventistas do sétimo dia por mais de um século nunca foram populares em circulos teológicos, e é vão pensar que jamais serão.”

“Se os adventistas do sétimo dia negassem suas crenças distintivas para ganhar o favor e respeitos dos evangélicos, eles já não seriam mais adventistas.”
Raymond F. Cottrell, Diretor Associado da Review and Herald, Artigo de 15 de Maio, 1958

“Existe uma tentação sutíl confrontando os adventistas hoje – nesse dia em que nossa popularidade está crescendo – de sentir que se nós reformularmos nossas crenças um pouco, apresentando-as de forma menos forte, podemos ter harmonia com todos os lados
Francis D. Nichol, Diretor da Review and Herald, Artigo de 26 de Fevereiro de 1959

“Em 1975, um grupo representativo se reuniu em Washington para analizar o pedido da Review and Herald Publishing House quanto à republicação do livro QOD. A liderança da Associação Geral em sua grande maioria se opôs à republicação. Por mais que o livro era examinado, o mais firme era a negação de publicá-lo.”

Herbert Douglass, Ministry Magazine, August 2004, pág. 16-21
“Queridos irmãos, existem forças sutís já trabalhando. Existem aqueles que querem pisar por terra as normas da igreja a qual amamos. Eles cobiçam e querem ganhar o favor dos evangélicos. Os mesmos querem abandonar aquilo que nos torna um povo distintivo. Amados lideres, irmãos e irmãs, não permitam que isso aconteça. Eu apelo a vós da forma mais fervorosa possível: Não permita que isso aconteça. Eu apelo a Andrews University e a Loma Linda: Não permita que isso aconteça. Não somos Anglicanos do Sétimo Dia e nem Luternaos do Sétimo Dia. Somos Adventistas do Sétimo Dia. Essa é a última igreja de Deus com Sua última mensagem
Robert Pierson, Presidente da Associação Geral, 1966-1978, Adventist Review, 26 de Outubro, 1978

“Ao aceitar a doutrina evangelica que a expiação foi feita na cruz e que Jesus nasceu com a natureza humana de Adão antes de sua queda, a maioria dos púlpitos da igreja hoje não nos ensina que Jesus é o nosso Exemplo ao vencer  tentação e o pecado. Portanto, a mensagem do santuário não é mais relevante no que diz respeito ao plano da salvação... Nós podemos ser salvos em nossos pecados, o desenvolvimento do caráter não é necessário, os mandamentos de Deus não podem ser guardados perfeitamente pelo poder do Espírito Santo, o Espírito de Profecia é considerado uma antiguidade irrelevante do século 19 e o sábado não é mais guardado de acordo com Isaías 58:13.”
Dennis Priebe


Albion Fox Ballenger (1861-1921)

  Nascido em 1861 num lar adventista, seu pai era pastor adventista;
  Ele obteve credenciais de pastor adventista em 1885 e se destacou como minstro por promover a liberdade religiosa;
  Em 1901 ele foi enviado pela igreja à Inglaterra e à Irlanda para trabalhar como evangelista, e foi bem sucedido em seu posto;
  Em 1904 Ballenger começou a ensinar publicamente que a expiação foi feita por Jesus na cruz e que Ele havia entrado no lugar santíssimo do santuário celestial após Sua ascenção;
  Em 1905 ele foi convocado a apresentar suas convicções diante da comissão da União Britânica e depois na sessão da Associação Geral;
  Suas idéias foram rejeitadas e ele foi demitido das suas funções ministeriais;
  Em 1909 ele escreveu o livro Expulso Por Causa
Ballenger disse
Todos os homens foram corrompidos sem sua vontade ou cooperação, e, portanto, todos os homens poderiam ser resgatados sem sua vontade ou cooperação. Que! Salvar um homem sem a sua vontade? Sim.

Desmond Ford (1929-
 Nascido em Queensland, Australia, o Dr. Desmond Ford estudou teologia e se formou na Avondale College em 1950;
  Ele trabalhou como evangelista sob a liderança do pastor George Burnside no início de seu ministério;
  No ano de 1961 ele assumiu o posto de diretor do departamento de teologia da Avondale College;
  No ano de 1977, ele foi chamado para a Pacific Union College para ser diretor do departamento de teologia;
  Em agosto de 1980 ele apresentou sua compreensão da doutrina da justiça pela fé, o juizo investigativo e o santuário a vários líderes e teólogos advenstistas na famosa Glacier View Ranch em Colorado;
  Logo após ele foi demitido do ministério adventista e excluído da igreja.
“Nós fomos corrompidos pelo nosso primeiro representante, e não tivemos nada haver com isso. As boas novas são que fomos salvos pelo nosso segundo Representante, e tampouco tivemos algo haver com isso.”
Desmond Ford, Good News for Adventists, pág. 14


Counsels to Writers and Editors
“No futuro, engano de toda espécie está para surgir, e precisamos de terreno firme para nossos pés. Queremos colunas sólidas para a edificação. Nem um só alfinete deve ser removido daquilo que o Senhor estabeleceu. O inimigo introduzirá falsas teorias, tais como a doutrina de que não existe santuário. Esse é um dos pontos em relação ao qual haverá um desvio da fé. Onde encontraremos segurança senão nas verdades que o Senhor nos deu nos últimos cinqüenta anos?.”

“Quando a lei me pergunta: ‘Você me obedeceu?’ eu não direi: ‘Eu tentei te obedecer’, pois a lei jamais aceitará isso. Eu direi: ‘Sim, eu te obedeci perfeitamente’. `Quando você me obedeceu perfeitamente?` `Quando eu estava em Cristo` E a lei aceitará isso por Deus me pôs em Cristo que Ele obedeceu a lei.” Jack Sequira, Sanctuary, pág. 26

“Nós nunca devemos afirmar que somos salvos pelo que Cristo fez dois mil anos atrás e também o que Ele faz por nós hoje.”
Jack Sequira, Sanctuary, pág. 25

“Daniel 8:14 não tem nada haver como o juízo investigativo... Isso é abordade em Daniel 7, portanto por que queremos forçar Daniel 7 em Daniel 8:14.”
Jack Sequira, Sanctuary, pág. 82


As 10 pragas do Egito e sua relação com as divindades pagãs egípcias
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Escrito por Pr. Jonas Sommer   
Uma das palavras hebraicas traduzida por praga no livro de Êxodo significa dar “golpes ou ferir”. Outras duas palavras descrevem as pragas como sinais e juízos. De modo que as pragas foram tanto sinais divinos que demonstraram que o Senhor é o Deus Supremo, como atos divinos pelos quais Deus julgou os egípcios e libertou a seu povo, golpeando as crença nas divindades egípcias.
As pragas ao serem derramadas no Egito, houve dez prodígios, coletivamente chamados julgamentos (Êxodo 7.4) e também sinais e maravilhas (Êxodo 7.3). Essas pragas foram à reação da justiça de Deus contra a iniqüidade e a obstinação. Mui provavelmente, combinavam os fenômenos naturais com a intervenção divina, intervenção esta que servia de elemento controlador.
As pragas foram à resposta de Deus à pergunta de Faraó: Quem é o Senhor, cuja voz ouvirei? (Êxodo 7.17). Cada praga foi, por outro lado, um desafio aos deuses egípcios e uma censura à idolatria. Os egípcios prestavam culto às forças da natureza tais como o rio Nilo, o Sol, a Lua, a Terra, o Touro e muitos outros animais. Agora as divindades egípcias ficaram em evidente demonstração de sua impotência perante o Senhor Todo-Poderoso, não podendo proteger os egípcios nem intervir a favor de ninguém.
A ORDEM DAS PRAGAS É A SEGUINTE:

1.ª PRAGA – AGUAS TRANSFORMADA EM SANGUE (ÊXODO 7.14-25)

Foi um golpe contra o deus Hapi, o deus protetor das inundações do Rio Nilo. O Rio Nilo era considerado um deus e o deus hapi intervia junto o deus Nilo nas inundações. Deus resolveu zombar dessas divindades que não tiveram forças para impedir que suas águas apodrecessem e cheirassem mal.

2.ª PRAGA – A INVASÃO DE RÃS (ÊXODO 8.1-15)

Os egípcios relacionavam as rãs com a deusa da fertilidade (Hekt). Todos que queriam a fertilidade invocavam tal divindade. O Deus verdadeiro zombou também dessa divindade, pois ela não conseguiu impedir que o Egito fosse invadido por rãs.

3.ª PRAGA – A INVASÃO DE PIOLHOS (ÊXODO 8.16-19)

O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em insetos muito importunadores. Os sacerdotes egípcios, ao ministrarem nos lugares sagrados, usavam vestes brancas de linho. Estas deveriam ser alvas, extremamente alvas. Raspavam a cabeça e, antes de entrar para o lugar sagrado, examinavam minuciosamente, porque não podiam ter no seu corpo ou suas vestes qualquer inseto imundo e abjeto. Curavam as pessoas usando o pó sagrado da terra do Egito. Esse pó considerado sagrado agora causava grandes feridas ao egípcios. Era uma profanação ao seus deuses. Devido a essa praga os sacerdotes egípcios ficaram impossibilitados de cumprirem seus rituais.

4.ª PRAGA – A INVASÃO DE MOSCAS (ÊXODO 8.20-32)

Os egípcios tinham em deus chamado Belzebu, que na crença deles era poderoso para afugentar moscas. Enxames de moscas cobriram a terra do Egito. Infernaram Faraó e seu povo. Sacerdotes e magos clamaram a Belzebu e nada aconteceu. Mais um deus desmoralizado.

5.ª PRAGA – PESTE NOS ANIMAIS (ÊXODO 9.1-7)

Foi um golpe contra Amom, o deus adorado em todo Egito, tinha a forma de um carneiro, animal sagrado. No baixo Egito, Amom era adorado em forma de um touro, ou bode, deus protetor dos rebanhos do Egito. Como se pode notar, tal divindade foi incapaz de proteger o rebanho egípcio.

6.ª PRAGA – ÚLCERAS (ÊXODO 9.8-12)

Um duro golpe contra o deus Tifon. Na crença deles essa divindade protegia os egípcios contra qualquer ferida que fosse causada por qualquer coisa. Os sacerdotes invocavam a Tifon e as cinzas do altar dele eram jogadas em todos os doentes. Agora, os próprios sacerdotes foram os primeiros a serem infectados.

7.ª PRAGA – SARAIVA (ÊXODO 9.13-35)

Um golpe contra a deusa Serafis, protetora da lavoura do Egito. A tempestade de trovões, raios e saraiva devastou a vegetação, destruiu as colheitas de cevada e de linho e matou os animais do Egito. Este tipo de tempestade era quase desconhecido do Egito. O termo trovão em hebraico significa literalmente “Vozes de Deus” e aqui insinua que Deus falava em juízo contra aquela nação pagã e contra seu panteão de deuses. Os egípcios que escutaram a advertência de Deus, conseguiram salvar o seu gado.

8.ª PRAGA – INVASÃO DE GAFANHOTOS (ÊXODO 10.1-20).

Os egípcios tinham além de Serafis, tinham também a Isis que protegiam toda a vegetação de suas terras. A praga de gafanhotos trazida por um vento oriental consumiu a vegetação que havia sobrado da tempestade de saraiva. Isis e Serafis foram impotentes para proteger o Egito dos gafanhotos.

9.ª PRAGA – TREVAS (ÊXODO 10.21-29)

As trevas encobriram o Egito inteiro, excetuando a terra de Gósen, onde Israel habitava. As trevas foram totais e absolutas. Um homem não conseguia ver o outro mesmo que estivesse a um palmo apenas na sua frente. Fora um grande golpe a todos os deuses do Egito, especialmente contra o deus Rá, o deus solar. Os luminares celestes, objetos de culto, eram incapazes de penetrar à densa escuridão. Foi um golpe direto contra o próprio Faraó, suposto filho de Rá, Faraó era chamado de “O FILHO DE SOL”.

10.ª PRAGA – A MORTE DOS PRIMOGÊNITOS (ÊXODO 11.1-12.36)

O Egito estava completamente arruinado (Êxodo 10.7). Agora, passado cerca de um ano desde a primeira praga, vem o cumprimento da Lei da Semeadura. Os egípcios tinham matado as crianças dos judeus, agora eles mesmos colhiam o fruto da sua semeadura. A morte sobreveio à meia-noite. Um grande clamor de desespero ouviu-se por todo o Egito; e Moisés e seu povo não somente tiveram permissão para sair, mas foram exortados a saírem do Egito, de modo insistente. Acresça-se a isso que a Israel foram dados suprimentos abundantes para que pudessem partir.



20 ERROS DOS ESPÍRITAS CLARAMENTE DEFINIDOS



1o.) O uso da Bíblia só segundo pareça conveniente, incoerentemente segmentando o seu conteúdo, usando e abusando de seus textos, sentenças e mesmo palavras isoladas, sem levar em conta O TEOR GLOBAL de seu ensino, mesmo desqualificando-a como um livro indigno de confiança quando suas palavras não pareçam convenientes, encontrando “contradições gritantes” em sua mensagem, o que torna o seu emprego pelos próprios espíritas como injustificável, já que é um livro que não serve para defender doutrinas (a não ser as espíritas, em segmentos seletos).

2o.) A visão distorcida da Divindade, negando que tenhamos um “Deus pessoal” e deixando de entender que Deus não é só AMOR, como também JUSTIÇA. Esse tipo de Deus “Saci Pererê” do espiritismo (que se apóia só sobre uma “perna”—a do amor), com a imagem do Deus bíblico condenada como injusto por causa de relatos do Velho Testamento que espíritas não conseguem entender à luz de sua contextualização cultural, histórica, e dentro do TEOR GLOBAL do ensino bíblico, impede-os de realmente entender que na cruz houve o encontro de AMOR e JUSTIÇA (Salmo 85:10).

3o.) A visão até ingênua de que o Novo Testamento é superior ao Velho no que tange aos atos divinos, por causa do muito "sangue derramado" da primeira parte das Escrituras, quando no Novo Testamento há até mais sangue derramado, como nos relato das fulminantes mortes de Ananias e Safira (Atos 5), o apedrejamento de Estêvão (Atos 7:54-50), a morte de Herodes, comido por vermes (Atos 12:20-23), e especialmente nas descrições detalhadas do castigo final aos ímpios em Apocalipse, especialmente 14:19, 20 (o lagar do castigo com sangue que se espalha por quase 300 km), com ainda a festança das aves sobre as carnes dos inimigos do povo de Deus (19:20, 21). Estas passagens mostram a severidade do castigo divino, pois Deus não é só amor, mas também justiça, como já destacado no 2o. tópico, acima.

4o.) A negação da Divindade de Cristo, colocando-O na categoria de um ser criado, em vez de ser Ele próprio o Criador de todas as coisas, como lemos em João 1:1-3 (“todas as coisas foram feitas por Ele [o Verbo que Se fez carne], e sem Ele nada do que foi feito se fez"), confirmado por Hebreus 1:2. Cristo tinha o título de “filho do homem” e “Filho de Deus” pois falava segundo duas perspectivas--como o próprio Deus feito carne, de modo muito além de nossa limitada compreensão, e como o submisso “Servo sofredor” que aceitou assumir a taça do sofrimento e dor humanos para pagar o preço do pecado. Assim, ninguém terá desculpas no Juízo de que Deus não pode Ser um justo juiz por desconhecer por experiência própria as lutas e sofrimento do homem nesta vida. Ele conhece, sim, as nossas dores, pois foi “ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).

5o.) A noção de que Cristo veio trazer uma nova e revolucionária legislação, eliminando os 10 Mandamentos como normativos aos cristãos e trocando-os pela “lei áurea” de “amor a Deus” e “amor ao próximo”, quando em tal “lei áurea” Ele apenas repete o que Moisés já havia dito em Lev. 19:18 e Deu. 6:5, sintetizando a lei divina. Sempre, em todos os tempos, a lei de Deus teve como princípio subjacente o amor—a Deus e aos semelhantes, pelo que Cristo não apresentou nenhuma “novidade cristã” como pensam os espíritas e outros mais.

6o.) A negligência em dedicar o sétimo dia da lei divina—que tem os primeiros quatro mandamentos tratando do aspecto do “amor a Deus sobre todas as coisas” da “lei áurea”—ao Senhor, enquanto destaca só a segunda parte dessa “lei áurea”, do “amor ao próximo como a nós mesmos”, embora Jesus tenha atribuído peso idêntico a ambos os preceitos básicos de Sua lei, com prioridade inclusive ao “amor a Deus sobre todas as coisas” (Mat. 22:36-40 e 10:37). Sendo que o sábado é indicado como “sinal” entre Deus e o Seu povo (Êxo. 31:17 e Eze. 20:12, 20), não contando com tal sinal (ou “selo”, cf. Rom. 4:11), os espíritas não podem identificar-se como pertencendo ao povo de Deus, especialmente quando negligenciam cumprir outras ordenanças típicas da fé cristã.

7o.) A negação do conceito de “pecado”, ante a alegação de que os homens é que formulam as suas leis, com o que a idéia de “lei de Deus” não faz sentido, por serem as leis “restritivas” e prejudiciais à liberdade humana. A Bíblia, porém, ensina que “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sal. 19:7) e que “pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4). Tal como as leis de um país nos informam sobre o tipo de governo que o dirige, a lei de Deus é um transcrito do Seu caráter. Assim como “Deus é amor”, Sua lei será de amor. E como Deus é justo, Sua lei será a máxima expressão de justiça. Ademais, a genuína liberdade só existe no respeito à lei divina, pois os que vivem sob a escravidão do erro e da maldade assim se acham exatamente por desconsiderarem tal lei, daí sofrendo severas conseqüências. As leis de Deus visam ao nosso melhor bem, e não a nosso prejuízo.

8o.) A não-adoção de sacramentos cristãos típicos e claramente instituídos ou endossados por Jesus Cristo, como o batismo e a Santa Ceia, confirmados por Paulo como essenciais para a expressão da fé no que Cristo realizou por nós, dedicação e reconsagração de vida segundo o Novo Caminho indicado na Palavra de Deus que é assumido por aquele que crê.

9o.) A negação da existência de Satanás e demônios a seu serviço, o que torna a Jesus um mentiroso, pois Ele deu testemunho claro da existência de tal ser ao dizer: “Eu via Satanás, como raio, cair do céu” (Luc. 10:18), além dos muitos relatos bíblicos de Seus confrontos com demônios que expulsava de vitimados por seu domínio, bem como o relato de Sua tentação no deserto, relatada por diferentes evangelistas, quando confrontou o diabo e o derrotou à base do Sola Scriptura. O “está escrito” foi a grande arma de Cristo, não realizações sobrenaturais, de que Ele poderia tranqüilamente valer-Se (ver Mateus 4 e Lucas 4).

10o.) A negação do castigo eterno aos pecadores impenitentes, já que se prega uma idéia de evolução constante pela qual os indivíduos aprenderão com os erros de uma vida para corrigi-los numa próxima existência, assim evoluindo na sua jornada pelas várias vidas mediante a reencarnação, com o que os malfeitos se eliminam gradualmente. Jesus, porém, advertiu: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mat. 7:13). E a linguagem de condenação eterna dos que forem até o fim sem se arrepender é claríssima em muitas passagens tanto do Velho quanto do Novo Testamento. O próprio Cristo anunciou que no final haverá a ressurreição da vida e a ressurreição da condenação, e que os que não aceitarem a oferta de Salvação propiciada por Deus Nele irão perecer, pois “quem crê e for batizado, será salvo; quem não crê, será condenado” (João 5:28, 29 e Mar. 16:16).

11o.) A tese de salvação universal, noção que não inspira ninguém a crescer espiritualmente, já que sempre se pode deixar para depois o devido preparo e progresso ético, moral, espiritual, sendo que no final todos terão o mesmo destino, mais cedo ou mais tarde chegando lá. Jesus não disse para ninguém conformar-se em ser um cristão “mais ou menos” e sim desafiou a todos: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mat. 5:48).

12o.) A idéia de salvação dever-se às obras humanas, uma impossibilidade que contraria o TEOR GLOBAL do ensino bíblico, sobretudo diante da exposição clara, didática, insofismável de Paulo [o “codificador dos evangelhos”] quanto ao papel da graça de Deus como única fonte de salvação, sendo as obras mera demonstração da genuinidade da fé salvadora. Qualquer noção de que obras humanas, imperfeitas como sempre serão, “contem pontos” para a salvação é uma afronta ao Senhor e Salvador Jesus Cristo. É o mesmo que dizer-Lhe que o Seu supremo sacrifício expiatório foi incompleto, daí precisamos acrescentar algo de nossa própria experiência à experiência Dele, num impossível paralelo do humano e imperfeito com o divino e absolutamente perfeito.

13o.) O apego à experiência sobrenatural, o “ver” e o “sentir” como base da fé, quando Jesus louvou os que creram sem ver ou sentir: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29). Muitos gostam de sentir-se “especiais”, “usados por Deus”, e espíritas convertidos ao evangelho de Jesus Cristo contam que uma das coisas que os atraíram a essa religião foi justamente a vaidade que lhes é incutida de terem dons de “mediunidade”, ou uma “missão a cumprir” entre os homens. Paulo acentuou, citando um profeta bíblico, que “o justo viverá pela fé” (Rom. 1:17, cf. Hab. 2:4).

14o.) A noção típica de todos os povos pagãos, do presente e do passado, de que o homem é um ser dualístico, formado por um corpo material e uma alma imortal, que prossegue viva e consciente na morte, quando o ensino bíblico é de que Deus criou o homem para viver como um ser físico, num paraíso físico, e que por conseqüência do pecado passou a experimentar a morte. A única forma de restaurar a vida é pela RESSURREIÇÃO DOS MORTOS, que representa a vitória sobre a morte e a sepultura, como diz Paulo em 1 Cor. 15:54, 55. Entre a morte e a ressurreição nada existe, pois os que morrem, como no sono, nada sabem do que se passa, não têm conhecimento de coisa alguma e adentram o mundo do silêncio (Ecl. 9:5, 6, 10; Sal. 6:5 e 115:17).

15o.) A noção de reencarnação, negando o claro ensino bíblico de que só mediante a ressurreição dos mortos, bem detalhadamente descrita em várias passagens, como Ezequiel 37, 1 Coríntios 15, 1 Tessalonicenses 4:13-16, é que alcançaremos a vida eterna, que é apresentada na Bíblia como um dom de Deus aos que se habilitarem a para sempre habitar nos lugares que Cristo prometeu preparar para os Seus fiéis, e que iriam ser ocupados quando Ele retornasse para vir buscar os Seus (ver Rom. 2:7; 2a. Tim. 1:10 e João 14:1-3).

16o.) A negação da volta de Cristo em glória e majestade, embora citem textos como Mateus 16:27 que fala claramente dessa volta, e muitos outros claros versos das Escrituras. E Sua volta é a única saída para tirar o homem do “aperreio” em que se acha, em decadência moral e espiritual clara e evidente, e não o progresso rumo a um róseo futuro, como indicado pelo espiritismo.

17o.) A própria idéia de que graças às contínuas reencarnações a humanidade só tem melhorado e só haverá de melhorar mais e mais no futuro, quando isso não só está inteiramente fora da realidade, com nega as profecias bíblicas, proferidas pelo próprio Cristo, que fala que os tempos que antecederiam a Sua volta literal e visível seriam uma repetição da maldade de Sodoma e Gomorra, ou dos dias anteriores ao dilúvio. Isso é confirmado por Paulo, Pedro e outros autores bíblicos.

18o.) A possibilidade de comunicação entre vivos e mortos, sendo que a proibição divina é clara a respeito, tanto em Deu. 18:9-11 como séculos depois confirmada em Isa. 8:19, 20. Sendo que não há uma “alma imortal” que tenha consciência após a morte do corpo, e o indivíduo na morte permanecerá como num sono inconsciente até a ressurreição, qualquer suposta comunicação entre vivos e mortos é claramente suspeita, e proibida por Deus que quis proteger o Seu povo de terríveis enganos satânicos nessa linha.

19o.) A noção de que o espiritismo moderno, desde o século XIX, seria a promessa do Cristo de que o Consolador seria enviado (João 16:7), quando o verso seguinte diz que tal Espírito teria a função de convencer o mundo “do pecado, e da justiça e do juízo”. E o vs. 13 declara que “quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. Mas os espíritas NEM CRÊEM em “pecado”, nem em “juízo”, pois o sentido é claramente o que se harmoniza com o TEOR GLOBAL do ensino bíblico, e não reinterpretações extrabíblicas criadas para ajustar-se a pressupostos realmente alheios ao ensino de Jesus Cristo e Seus apóstolos. Nem os sinceros servos de Deus passaram a ser convencidos da “verdade, da justiça e do juízo” só a partir de Allan Kardec.

20o.) A prática comum de espíritas não só se considerarem “superiores” por não terem profissionais da religião, como porem-se a julgar com generalizações aéticas os demais religiosos como exploradores do povo, por causa do sistema de dízimos e ofertas nas Igrejas, atribuindo indiscriminadamente rótulos negativos a seus pastores, além de também tratarem os evangélicos em especial como “bibliólatras”, “fundamentalistas”, “bitolados” e outros títulos dessa linha, esquecendo-se do mandamento do Cristo, "não julgueis para que não sejais julgados" (Mat. 7:1).


O ESPÍRITO DE CRISTO
Cristo os atrai para Si por um poder invisível. Ele é a Luz da Vida, e os inspira com o Seu próprio Espírito.M M. 1999.pg.40

Devemos aplicar-nos a copiar o Modelo, para que o Espírito que habita em Cristo habite em nós.M M .1962  pg .178

 Ele é o nosso Alfa e o nosso Ômega. Chegando-nos a Seu lado e mantendo comunhão com Ele, tornamo-nos semelhantes a Ele. Mediante o poder transformador do Espírito de Cristo, somos transmudados em coração e vida. Suas palavras são gravadas nas tábuas da alma, e somos Suas testemunhas, representando-O na vida diária M .M 1980 pg.94

A Divindade e a humanidade acham-se confundidas naquele que tem o Espírito de Cristo.
M.M 1956 pg. 24

Quando o Espírito de Cristo impressiona o coração com o seu maravilhoso poder despertador, surge uma sensação de deficiência no espírito, que leva à contrição mental e à humilhação do eu, e não à ostentação do que foi adquirido. M. M 1986  pg.55



É pela manifestação do espírito de Cristo em nossas palavras e ações que o mundo toma conhecimento de que estivemos com Jesus, de que somos filhos de Deus. A verdadeira natureza de nossa religião está... na brandura de espírito, na bondade, na paz que manifestamos. M.M 1962.pg. 277

Quando Cristo habita no coração, Sua presença é evidente. Boas e agradáveis palavras e ações revelam o Espírito de Cristo. É manifestada suavidade de temperamento. Não há explosões de ira, nem obstinação, nem ruins suspeitas. Não há ódio no coração quando... idéias e métodos... não são aceitos e apreciados pelos outros. ...M.M 1980. pg .355


Eu diria a cada crente: Acrescentai o espírito de graça celestial à vossa experiência: este é o sinete do caráter de Cristo. ... E vossa recompensa pelo serviço será encontrada no reflexo do meigo espírito de Cristo em vossa própria vida.M.M 1986. pg. 94 


Quando uma pessoa está inteiramente vazia do próprio eu, quando todo falso deus é expulso da alma, o vazio é preenchido com a comunicação do Espírito de Cristo. Essa pessoa possui a fé que purifica a alma de contaminação. Está de conformidade com o Espírito, e pensa nas coisas do Espírito. Obreiro evangélico pg.287

Quando Cristo habita o coração, transforma-se toda a natureza. O Espírito de Cristo, Seu amor, abranda o coração, subjuga a alma e ergue os pensamentos e desejos para Deus e para o Céu.Quando Cristo ascendeu para o Céu, Seus seguidores continuaram ainda a sentir-Lhe a presença. Era uma presença pessoal, cheia de amor e luz. Caminho a Cristo pg.73

Compete-vos ceder vossa vontade à vontade de Jesus Cristo, e isto fazendo, Deus imediatamente toma posse e efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Vossa natureza toda será então posta sob o controle do Espírito de Cristo, e mesmo vossos pensamentos Lhe serão submissos. M.C.P.v.2 pg.694

Cristo é a fonte de todo bom impulso. Ele unicamente, é capaz de implantar no coração a inimizade contra o pecado. Todo desejo de verdade e pureza, toda convicção de nossa própria pecaminosidade, é uma evidência de que Seu Espírito está operando em nosso coração. Caminho a Cristo pg. 26

Ele então operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Desse modo toda a vossa natureza será levada sob o domínio do Espírito de Cristo; vossas afeições centralizar-se-ão nEle; vossos pensamentos estarão em harmonia com Ele.
O desejo de bondade e santidade é, em si mesmo . Caminho a Cristo pg.47

Testifico aos meus irmãos e irmãs que a Igreja de Cristo, por débil e defeituosa que seja, é o único objeto sobre a Terra a que Ele confere Sua suprema atenção. Enquanto a todos dirige o convite para irem a Ele e serem salvos, comissiona Seus anjos, para prestar divino auxílio a toda alma que a Ele se achega com arrependimento e contrição; e, pessoalmente, por meio de Seu Espírito Santo, está no meio de Sua Igreja.
Igreja remanescente pg.11

Enquanto Cristo ministra no santuário em cima, continua a ser, por meio de Seu Espírito, o ministro da igreja na Terra. O Desejado de Todas as Nações, pág. 166.

Estai em Mim, e Eu em vós." Permanecer em Cristo significa receber constantemente de Seu Espírito, uma vida de inteira entrega a Seu serviço. D T N Pg. 676

Cristo lhes dá o alento de Seu próprio espírito, a vida de Sua vida. O Espírito Santo desenvolve suas mais altas energias para operar na mente e no coração.C B V .Pg. 159

. Quando o professor confiar em Deus, e orar, o Espírito de Cristo virá sobre ele, e por meio dele Deus atuará, pelo Seu Espírito Santo, na mente do estudante. O Espírito Santo enche a mente e o coração de esperança, coragem e de pensamentos da Bíblia, que serão comunicados ao estudante. C P P E Pg.172

O Espírito Santo, que procede do unigênito Filho de Deus, une o instrumento humano - corpo, alma e espírito - à perfeita natureza divino-humana de Cristo. Esta união é representada pela união da videira e seus ramos. O homem finito une-se à varonilidade de Cristo. Por meio da fé a natureza humana assimila a natureza de Cristo. Somos feitos um com Deus em Cristo. M E v. 1 pg.251

o Senhor Jesus, o invisível agente, por meio de Seu Espírito Santo, deve tornar a Palavra eficaz e poderosa. M E vl.2 pg.18

O Espírito Santo dEle predissera, por meio de Moisés, como um profeta enviado por Deus. Por intermédio de Jacó fora declarado que a Ele se congregariam os povos; e de Abraão, que nEle seriam benditas todas as nações da Terra. D T N. pg.193

O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra. Ninguém poderia ter então vantagem devido a sua situação ou seu contato pessoal com Cristo. Pelo Espírito, o Salvador seria acessível a todos. Nesse sentido, estaria mais perto deles do que se não subisse ao alto. D T N .pg.669
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 Quando, no dia de Pentecoste, desceu o Consolador prometido, e foi dado o poder do alto, e a alma dos crentes estremeceu com a presença sensível do Senhor que ascendera ao Céu – G .C pg.351.